sexta-feira, 27 de março de 2015

SOMOS O QUE GOSTARÍAMOS DE SER?




Muitas foram as vezes que me questionei se eu era na realidade quem eu gostaria de ser? Todos em algum momento temos a percepção necessária e facultativa inerente a nós de uma percepção tanto dos nossos defeitos como das nossas virtudes.

Nesse intermédio básico de nos conhecermos a nós mesmos, somos capazes de conhecer tanto as nossas limitações como ser humanos, como tudo o resto que temos a capacidade de poder concretizar.

Quando era novo sonhava ter um corpo fantástico. Pensava que um corpo sarado, bonito ( mesmo que eu não fosse muito bonito) seria o suficiente para conquistar as meninas.

Nunca acabei como muitos, por ir para ginásios e levar avante essa vontade de querer um corpo bonitão.

O tempo passa e descobri que o conhecimento das coisas, leva à sabedoria  da vida. Mais importante de existir muitas vezes o desejo de sermos diferentes em aspecto físico ou intelectual é a manutenção e exercício constante de melhoramento interior. Conhecimento, sabedoria, cultura, estrutura psicológica.

No meio disto, dei-me conta também que e no que me toca dizer; se eventualmente somos a criação de Deus e existindo como eu sei e tendo para mim que existe, não poderia eu, ser mais do que aquilo que sou.

Sempre acreditei em dois tipos de mundo. Este que vivemos e um mundo invisível e muito mais abrangente e misterioso. Esse mundo é o mundo espiritual. Entre tantos biliões de pessoas que existem, uns acreditam, outros apenas seguem o curso da sua vida sem se preocupar muito com fé, religiões ou algum tipo de outra coisa. Para uns, nascemos, crescemos e morremos. E a história acaba aí.

Outros porém acreditam que a vida é uma passagem. E que nesta passagem o que temos de fazer para chegarmos ao outro lado é seguirmos um caminho longe de tantas inconstâncias do mundo.

Para muitos o sofrimento é a chave de todos os males. Para outros e dependendo do sofrimento é a chave do conhecimento e sabedoria.

Dignificar quem nós somos  é dignificar a nossa própria criação. Sem mudanças, sem alterações, sem medos.

Vivemos num mundo caótico. Em cada canto existem problemas. Mortes, guerras, mentiras, injurias, assassinatos, pedofilia, putaria, enganação, corrupção, governos ditadores, mentirosos, gente a salvar-se por si mesma atropelando tudo e todos,  raivas, ódios, assaltos, catástrofes, inveja, soberba, ganância, gula e afins.

Em algum momento todo este tipo de sentimentos, um ou outro já nos trespassou. Marcar a diferença é exactamente olharmos para nós e para tudo o que nos rodeia e traçarmos um plano de combate activo.

Esse plano passa pelo melhoramento interior. O combate ao medo, ás invejas, à preguiça, à injúria, etc. Marcar a diferença significa que se somos quem somos e vivemos no mundo com o qual nos oferece muito do que não gostamos, então existe necessariamente em algum ponto sofrimento.

A incapacidade de lidar muitas vezes com isso traduz-se em pessoas abatidas, sem esperança, e com atitudes que nada tem a ver muitas vezes consigo mesmas.

A questão de mudar, de continuarmos continuamente à procura de sermos melhores é a busca pela felicidade. Para se poder dar amor, efectivar o amor conforme está estabelecido desde os primórdios é necessário, teres um coração transparente, sensível ao que o mundo te dá a ver e corajoso para todo o tipo de combates.

Não podes ter um coração medroso, cheio de negatividade, cheio de problemas interiores e mesmo assim desejares uma vida feliz. Fica complicado! Porque certamente ninguém terá. Somos cheios de imperfeições porque imperfeitos também nós nos tornamos. Bom...afinal somos humanos!

Por isso mesmo quando muitas vezes vamos ao médico fazer um CHEK-UP, para ver como está a nossa saúde pelo receio que tenhamos algo de mal, tudo isto é necessário quando nos propomos a fazer também uma certa interiorização global do que somos e do que podemos melhorar.

A minha questão principal é questionar-me da seguinte forma: A cura que procuramos para nós é física ou espiritual? Profissional ou financeira? Ou direi da seguinte forma: Simplesmente viver? Ou como diria a música brasileira: "Deixa a vida me levar...vida, leva eu..."

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