sábado, 21 de novembro de 2015

AS GORDINHAS DA MINHA VIDA...FORAM AS MAGRAS MAIS FORTES QUE HOUVERAM!

AS GORDINHAS DA MINHA VIDA

Naquele dia não dormi nos teus braços porque abriste as portas do teu quarto por uma noite. Naquele dia quando abriste as portas, já eu me tinha perdido por ti.

Não medi a tua gordura numa balança. Naquele dia olhas te para mim como se fosse único e exclusivamente teu. Não reagi com um olhar inquisidor quando no meio das meninas de corpo violão, lá estavas tu soridente de copo na mão e felicidade contagiante. Não medi pela altura ou densidade corporal.

Sabes o teu sorriso abriu portas à minha liberdade. Libertaste-me com o olhar...salvaste-me com o teu sorriso.

Naquele dia só tu existias e só tu davas valor ao verdadeiro conceito da minha existência.

Naquele dia não ouvi o amigo que prevaricou contra ti. Não escutei o desassossego nos meus ouvidos que não me servirias. Não vestimos o mesmo tamanho de roupa. Não te consegues baixar para apertar os cordões dos ténis, mas eu fiz questão de me ajoelhar aos teus pés para o fazer...e de sorriso nos lábios.

Naquele dia quando dançavas comigo na pista sobre sorrisos mal dizentes, conversas entabuladas entre uns e outros e da sensação do impossível entre eu e tu...eu não dancei. Eu voava na nuvem que tu tinhas gentilmente preparado para mim. Eu não me importei com o que diziam, com o que disseram, com o que ouvíamos a cada esquina. Naquele dia deitei-me ao teu lado, abracei-te e percebi que não tinha colocado as chaves na porta e via uma cama vazia. Ahhh não! Naquele dia eu soube que tinhas entrado para ficar. Porque eu não te escolhi a ti, tu escolheste-me a mim.


Hoje não estás mais...e todos os dias te abraço como se fosse o último. Porque sabes...tudo o que foste para mim do mais pesado que eu poderia ter na minha vida , esse teu amor, essa tua dádiva ultrapassou a marca de todos os pesos. E é o peso do amor que trago do teu sorriso farto. O peso que me deste, é o peso que carrego com orgulho na liberdade que me proporcionas-te em amar-te. Naquele dia amar-te como eras não foi nunca tarde demais...mas foi cedo demais para te ter perdido.



Nenhum comentário: