quinta-feira, 30 de abril de 2015

A VIDA PASSA...E NADA É PARA SEMPRE...




Ás vezes olho para trás e penso se terei conquistado o que sempre sonhei? Hoje...ano 2050, com 75 anos, sentado numa cadeira de verga, pergunto-me o que conquistei, quem perdi, o que ganhei e afinal o que vivi? Sombras perseguem-me...não posso mais voltar atrás. Não tenho mais nem a idade, nem a força física e emocional. Perdi-me algures no tempo e nem percebi que envelheci. As mulheres que tive, algumas já se foram! Apenas memórias ficam. Os toques, abraços, momentos, perduram em mim. O que fiz e não deveria ter feito e o que não fiz e deveria ter feito. Ahhh...malditas memórias que me acompanham! Já nada posso fazer. Já nada tenho por o que lutar. 

Tive a vida que mereci ou fui eu o causador de ter vivido esta vida que tenho? De quem é a culpa? Quem devo responsabilizar? Mas o que fiz eu? E o que não deveria ter feito? Quem eu fiz sofrer? E porque fiz sofrer? Quem sofreu em silêncio por mim? E por quem choraram as minhas lágrimas? Porque será que não fiz o que deveria ter sido feito? Porque fui abandonado? Porque fui trocado? E porque troquei e abandonei? Como a vida passa...e quem sou eu afinal? Quem me conhece? E quem eu conheço? Tantas caras conhecidas, tantas imagens que como quadros visualizados, vou passando lentamente em mim. Por onde andei? Já nem me lembro! Como a vida passa! De tudo eu vi! Mortes, guerras, catástrofes, alegrias estampadas nos rostos, tristezas inimagináveis. Como pulei, vivi, sorri! E quem magoei...ohhhh quem magoei eu? Quem magoei que nem mais hoje poderei pedir perdão? Quisesse eu ter prazer em morrer! Quisesse eu ter o prazer de dizer obrigado por tudo o que a vida me deu! Mas....tanto ficou por fazer! E então por dizer? Mas do que me queixo? Bem sei que nada é para sempre...e a todos não chego. Mas que em cada  um eu possa viver! E que de mim possam dizer: Valeu apena...valeu apena ele ter vivido no meio de nós...

quarta-feira, 29 de abril de 2015

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É....REFRESCO!



Já me questionaram várias vezes se o que eu escrevo, ou o que vou escrevendo tem a minha visão direccionada para alguma ou algumas pessoas. Já leram, já foram comentar, já me confrontaram com o que escrevo e de várias pontos que são passíveis de serem questionados, já o fui. Porquê? Com que intuito? Que razões existem? Dá sempre a sensação que em algum momento da minha escrita, passo a ideia de que o sofrimento, amor, honra, qualidades ou defeitos são a minha bandeira de propaganda. Dá a sensação que ferido de vários cortes não vejo outra forma senão esta minha de explanar o que sinto ou possa eventualmente pensar. Dúvidas que possam subsistir, vou tentar retirar essas dúbias dúvidas. 

Acima de tudo tenho um prazer imenso em escrever. Escrever para mim  reveste-se de uma importância fulcral. Para mim mesmo, para aqueles que gostam de acompanhar e acima de tudo, poder ter vivenciado tantas coisas e ter a minha própria visão sobre as mesmas. A escola da vida ensina-nos imensamente, o olhar se era de uma forma vai nos modificando na medida em que vamos passando por diversas situações. A forma de ver, de sentir, de perceber até num todo muda radicalmente em vários sentidos.

Tudo o que escrevo é a definição de quem sou, como sou e como vejo os outros, como vejo os acontecimentos que vamos passando, obviamente estando eu na linha da frente. Escrevo sobre ex namoros, mulheres, amigos, amizades perdidas e ganhas, escrevo sobre a vida, o conceito que penso que deveríamos ter em relação a tanta coisa. Afinal só mesmo passando por elas é que podemos lá na frente melhorar em algo e porque não melhorarmos nós mesmos! E se com o que escrevo puder também ajudar alguém na sua forma de ver as coisas, melhor ainda! Escrevo sobre traições, guerras, desgostos, tristezas, alegrias, choros, desgraças, conquistas, perdas. Escrevo acima de tudo com a alma colada ao coração. Tenho perfeita noção de que a visão de um não é a visão de outro. Que as histórias e enredos de uns não são as histórias e enredos dos outros. 

Fico perplexo quando me perguntam se eu estava a escrever sobre A, B ou C! Ou melhor...indirectamente se escrevo particularizando alguém! Sim!! Óbvio!! Tudo e todos! Mas isso é alguma novidade nos anos que já tenho blogs? De que forma poderia eu escrever se não tivesse vivenciado tantas situações que pudesse hoje falar e entender tantos conceitos ligados a elas?

Já coloquei tanta gente lá em cima nos píncaros como cá em baixo! Nunca fui ofensivo na escrita ( e se fui foi porque foi merecido!) , nunca aqui ridicularizei ninguém a não ser que o barrete servisse a alguém. Mas detesto esta forma que me chega aos ouvidos que alguém leu o que escrevi e vai a correr contar!Por mim, tudo bem! Quem lê o que escrevo, só me deixa humildemente feliz! É como se alguém acabasse de cometer um assassinato e fosse à policia contar o sucedido. (Nada mais normal aqui...!).

"Olha...o Bruno está a falar sobre ti ou de vocês"! Descobriram a pólvora!! É fantástico para mim que eu possa explanar numa ou várias linhas o que vou deduzindo. E aliás o que eu deduzi,  aprendi e reformulei para mim ao longo dos anos com várias pessoas. Isso faz de mim exactamente quem sou e como sou. 

O intuito na escrita não é escrever um livro de mágoas, de mal amado, de tristezas, de subornos, corrupções, traições, de paz de mundo, de concepções de ataque aos outros. O intuito, o meu intuito é a revelação de como podemos mediante certas situações reagir, alterar, entender, direccionar e fazer por onde! É uma questão de lógica abrangente e dedutível na forma como olhamos. E talvez por ter uma forma de ver mais sensível que muitos ( Devo ter sido gaja em outra vida) a minha visão e percepção rápida dos acontecimentos fazem com que traduza na escrita o que vejo e sinto. Não um fazemos um pouco todos também?

Ao longo dos anos vou percebendo nas pessoas mesmo com as criticas que temos, fazemos, reproduzimos, uma resistência feroz tantas vezes aos nossos e erros dos outros. E ao longo dos anos sempre percebi que a nossa história, as nossas vivência contada aos outros e vista pelos outros é pimenta em forma de refresco. 

Cada um defende a sua dama com unhas e dentes. Porque cada pessoa, amizades, tem a sua forma de defesa, de percepção, muitos de algo que não viveram e não sabem. Defendemos e atacamos muitas vezes histórias mal contadas, percepcionadas erradamente, por quem nunca vivenciou. Contamos sempre histórias da forma que mais nos convém contar nos diversos momentos que vai se tornando mais propicio contar. E cada história tem sempre os seus dois lados. Quando todos queremos ter olhares míopes só para quem nos interessa, então conseguimos mantermos-nos míopes mesmo. 

E cada história tem a sua forma de ser exposta e traduzida. Muitas vezes essas histórias são delineadas e contadas para obtermos razões da nossa própria desculpabilização. Queremos um afago, um abraço e tantas vezes ouvir " Tu não tens culpa".  Eu sou o pior amigo que se pode ter neste sentido. Não vou em tretas. Mas sou o melhor amigo que se pode contar para  a vida toda.

Eu continuo a achar teimosamente que nos vários posts que escrevo a própria razão mesmo não querendo ser razão, tem a sua lógica tão linear, tão segmentada, que a certeza do meu olhar, caminho e percepção sentimental, nunca esteve errada, mas é sempre passível de estar mediante o olhar de cada pessoa. 

Já fui ridicularizado nos vários posts que escrevo, como se aquilo que escrevesse fosse de fato um erro de casting quando falo de amor, pessoas, conceitos, para vidas a um só, a dois. Já obtive respostas de : " Espero que encontre isso que tanto procura numa pessoa".  E eu fico indignado com a suposta burrice alheia tantas vezes. Dedicação ao amor, luta, honra, equilíbrio, carinho, partilha, cumplicidade, desejo, entreajuda, compartilhamento de vidas é vista como algum tipo de Satanás na ideia que tenho dessa mesma pureza equilibrada que terá sempre de existir??

Mas afinal quando nos apaixonamos, desejamos, acalentamos objectivos e sonhos com alguém pretendemos o contrário disto?  

O "Isso" é tudo o que comporta capacidade de amar e de se doar. O "Isso" revela-se de importância máxima quando duas pessoas remam na mesma direcção. Venham tempestades ou momentos de bonança, o "Isso" mostra-nos o que cada um é feito. O "Isso" para alguns é o tudo e para outros...bom..."Pimenta nos olhos dos outros é refresco".

 E cada um refresca-se com aquilo que vive e sente.

Alguma dúvida, como sempre...falem comigo! 


Fuiii








domingo, 19 de abril de 2015

HOJE ÉS MINHA...AMANHÃ: "QUEM ÉS TU??"



Os começos e términos dos relacionamentos tem os seus fundamentos, as suas bases em diferenciais distintos. Um actor num programa de televisão nestes dias, dizia o seguinte:

 "Não acredito que num momento ames de todo o coração uma pessoa e no outro te desfaças dela, como algo que nunca tivesses desejado para a tua vida, isso não é amor é um reflexo dos nossos enganos e profundo analfabetismo sobre o amor".

Na altura que ouvi a expressão dele, disse para mim mesmo: "Finalmente alguém que me perceba, sem mesmo ter trocado algum dedo de conversa com ele". 

Nestas coisas do amor e das escolhas que fazemos de pessoa, para pessoa, das cartas ( Sim, ainda continuo a ser do tempo das cartas), e mails trocados, mensagens de frases bonitas e decorativas, baseamo-nos no que achamos que é a nossa necessidade e acima de tudo que esta escolha de dar a aceitação ao outro para pertencer à nossa vida,  traduz-se na visão que temos de que aquela pessoa, aqui e ali, maioritariamente no mínimo dos mínimos em 75% se encaixa na nossa visão de amor.

Tantas vezes ouvi e mesmo disse em anteriores relações: "Somos um par fantástico, nunca conheci ninguém como tu, és tudo o que procurava, és especial,  fantástico, maravilhoso, etc...etc" Ora parto do pressuposto e da ideia inicial que esta simbiose é ou atribuída ao amor ou atribuída à cegueira do preenchimento de vazios. Porque maioritariamente apesar da força que fazemos na nossa própria auto-critica, somos carentes, vazios e a espaços tudo o que possa vir, chegar inicialmente para preencher esse vazio é o topo da cereja do bolo. 

E à primeira vista todos acertamos. Nós na verdade não nos desiludimos com os outros. Nós enganamo-nos é a nós mesmos. E acima de tudo enganamos o outro indirectamente. Hoje quando olho para alguma ex namorada, umas pouco falo, outras não falo nada, outras mantenho a mesma partilha, relacionamento que praticamente tinha quando estávamos juntos. 

Engraçado que quando se terminam os velhos amores ( e depende sempre do tempo que namoramos e da forma que se terminou) existe sempre algo que nunca concordei. O distanciamento e na verdade o pouco caso que fazemos uns dos outros. Como se aquela fantástica pessoa, aquela pessoa especial, aquela que partilhamos a cama, os dias, semanas, horas, cumplicidade, amor, carinho...fosse hoje a faceta mais visível do desconhecido. E na verdade é tantas vezes. Fechamo-nos na concha, continuamos a olhar para o final como o inicio e nunca para o inicio como um começo ou recomeço. A melhor arte que temos dentro de nós é a facilidade como destruímos amores, como um castelo de cartas. Tudo o que é construído com base nos nossos medos, preenchimento do nosso eu, ego, atribuição ao outro de ser o nosso "médico" só acaba em desilusão. O fim é sempre a base de tudo de mau. Somos destruidores alheios de amores cultivados em busca do nada tantas vezes. 

E não sei se sou eu o errado ou os outros. Mas eu acima de tudo, à parte dos namoros, pessoas que tivemos, que gostamos, que possivelmente amamos ou não...a minha forma sempre foi baseada e gerada através da partilha e cumplicidade. É essencial para mim haver isto. partilha e cumplicidade, despojada de mentiras, omissões ou meias verdades. Quem pode ajudar sendo menos verdadeiro? Quem pode ser amigo quando há meias verdade?  Falo com todas as minhas ex namoradas até hoje ( coisa incrível para muitos!) e tenho uma forma de ser, que me permite continuar a ser o confidente delas e elas de mim. ( E não sou o Marquês de Sade ok?) Porque notem...essa coisa de:

 "Eu te amo, então te conto tudo, mas eu não te amo mais, então não tens mais nada a ver com a minha vida" não é amor. 

Uma vez disseram-me: A necessidade do momento fez com que fosses tu a estar presente na minha vida. Hoje é outra pessoa...não existe necessidade de ti. Lamento. ( Amavelmente joguei-a da ponte e ficamos amigos na mesma).

Nunca tive uma visão assim. Reparem , muitas vezes ouvi: " Tu falas com a ex namorada?? E perguntam isto com uma ideia de que ex namoradas são monstros saídos\saídas das trevas do inferno. Não existem ex namoradas, ex amores, existem acima de tudo pessoas. E é nessa permissiva que me baseio. Não concebo entregares o teu amor a alguém, escolheres alguém e poderes dizer: "Ops...enganei-me". Ainda não fiquei estúpido nas apreciações que faço nas escolhas e amor. Se tem vezes que nos desiludimos? Sim, imensas! Se o nosso amor não é correspondido? Tantas vezes! Se fazes e não tens em troca? Continuamente! Mas tudo é fruto do vazio interior que temos em que sistematicamente colocamos nas mãos do outro, no amor do outro todas as fichas e apostas. 

Eu amava-te e não te amo mais surge efectivamente da desilusão, ilusão que criamos relativamente aos outros. É uma bola de neve. Não estás feliz agora, tornas te feliz novamente, o mundo gira em felicidade, e voltas novamente à estaca zero de infelicidade e escolha. Rodamos sobre o próprio amor, alma gémea atrás de alma gémea, como tantas vezes designamos. 

Chegamos ao ponto de com um simples aceno de mão, com frases secas e perdidas de rever no outro a fatídica escolha do que foi e não é mais. Eu bem sei e como sei, que enquanto houver respeito, enquanto honrarmos o outro, enquanto valorizarmos o outro, enquanto dermos de nós o melhor que temos para o outro e dessa mesma forma essa simbiose continue mesmo depois de "mortos" no amor, é a dança da vida , a magia do "amor" em continuidade em tudo o que somos e significamos bem como o outro. 

Quando existe aproximações, mas ao mesmo tempo, na duração desse amor, existe o oposto de tudo isto que disse acima, gera-se desilusão e afastamento. Aqui e nesta concepção, cada um deve seguir o seu caminho, ferido, abandonado ou humilhado no que deu e não obteve, não como algo que haja obrigação de dar, mas acima de tudo como algo que não foi valorizado. Porque aqui centra-se essencialmente a questão da maturidade no amor e visão mais abrangida do que vale o outro.

Eu não sou adepto e nunca fui destas trocas e desilusões que sofremos que o melhor é virar as costas, ou que um novo amor, cura um antigo. Isso é uma eterna falácia e looping de desonra para connosco mesmos. Fechar feridas, tapar feridas com preenchimentos dos outros nunca foi para mim e nunca será a cura da complexa máquina que somos. A aprendizagem é algo sofredora tantas vezes que raramente alguém se digna a parar a repensar no seu eu. Costumo dizer que só viro as costas a quem não se digna a apresentar-se com a verdadeira dignificação do que teve, manteve fez jus ao valor que nós damos e eles nos dão. Nunca gostei de gente com a prática do facilitismo, da fila andar e dessa sensação que tantas e tantos nos dão mais tarde como se nada tivesse acontecido e desejem voltar a uma espécie de amizade, onde não mora mais confiança, nem partilha, nem cumplicidade. Reescrevo sempre histórias com pessoas que tive, quando percebo que a luz ao fundo do túnel é a esperança que elas encontraram de mudança e alteração do seu eu. Não sou falso em mim mesmo, então honrar quem eu mesmo sou, é dar aos outros o tempo, a visão, a aprendizagem deles mesmos, para reescreveram e traduzirem o melhor de si. Ser amado por conveniência é a morte do artista. 


Vejo amigas\conhecidos em busca sistemática, em trocas sistemáticas e que meses após meses me dizem uns atrás de outros: "Finalmente encontrei o amor!" "Finalmente encontrei quem me preencha!" ou " Será que essa pessoa que estou, existe mesmo!??". Meses após meses estas frases vão sendo trocadas, por desilusões, conversas entabuladas de como cada um sente a desilusão que vai encontrando no outro. Traições, atrás de traições, esconderijos, mentiras, desilusões, vão se encontrando subterfúgios para os nossos enganos. A alma gémea passa então a figurar numa prateleira junto de tantas outras a apenas mais um\uma. 

Nas conversas que já tive com ex namoradas aqui e ali, vai se notando uma distancia abismal. Eu vou confessar que sou muito de testes...sou uma lobo em pele de cordeiro, um observador das atitudes e formas que as pessoas vão sentindo, levando e com isso,  é uma ferramenta de percepção também da capacidade que vejo ou não no outro. a minha busca não se concentra em arranjar uma atrás da outra, porque o coração não manda. Mentira. Nunca acreditei na treta de que no coração ninguém manda. Na verdade o nosso desprendimento, o nosso à vontade, o pouco caso que fazemos do amor em tantas situações leva tantos e tantas a uma entrega sistemática e a um término sistemático. Nós temos a mania que estamos sempre apaixonados. Mas não estamos. Estamos necessitados o que difere da verdadeira ciência e determinação de amor. 

Quando me perguntam o porquê de eu conversar com alguma ex namorada noto essencialmente a carga negativa que existe. Será que ele quer voltar? Será que estão a marcar um encontro? Porque falam eles? Porque se riem ou se dão bem hoje em dia? Faz-me lembrar os presidiários que depois de cumprir a sua pena, vão em busca de trabalho honesto e vem todas as portas fechadas. Presidiário não é Satanás. Assim como ex namorada não é o monstro do lago Ness.

O "Hoje és minha, amanhã não te conheço" dá-nos na verdade respostas para o que vamos vivendo lá atrás e de que forma nós na vida das pessoas somos e tivemos um papel significativo. Posso contar pelos dedos das mãos o valor imenso e acreditação que tive para outras e outras para mim. Acho fantástico ainda hoje sentirmo-nos vivos, amados e desejados ( se bem que de outras formas) pelas pessoas que tivemos. Essa é a verdadeira concepção de amor. É a marca que deixas e que te deixam.

E são essas pessoas que cultivamos para o resto da vida. 

Machado de Assis dizia:

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Ás vezes é preciso saber suportar...onde a essência não consegue ser suportada pela fraqueza é necessário ser forte e ser forte é tentar perceber o amor.


Fuiiii








sábado, 18 de abril de 2015

ARÁBIA SAUDITA - RYADH




Tive o fantástico privilégio de poder ter estado a trabalhar e a viver na Arábia Saudita na principal capital do País. O berço do Islão, como tantas vezes é designado. Foram tantos os momentos, as vivências, os receios iniciais que haviam, que aos poucos tudo foi-se desvanecendo, com as amizades feitas, a própria habituação à cultura e essencialmente também a um povo que obviamente culturalmente difere na sua visão e religiosidade de tantos outros.

Lembro-me imensas vezes desta Terra, deste país, porque foi talvez e a par do Brasil, São Paulo ( onde também já vivi) que fiz e deixei amigos do coração. Três essencialmente foram verdadeiramente uma bênção na minha estadia por terras árabes. Alberto, Luís e João. Sem esquecer outros que também fizeram parte, estes três essencialmente eram o núcleo duro todo o santo dia. 

É muito complicado às vezes falar da saudade, das partilhas e cumplicidades tidas entre nós. Foram tantos os momentos. O apoio, a união, a amizade, as alegrias e tristezas que partilhávamos. As festas que tínhamos nas diversas embaixadas ( organizadas pelas próprias), os passeios no deserto, os jantares nos restaurantes da capital, os jogos intensos e loucos de sueca e matraquilhos à noite a nossa forma de ser até individualmente unia-se como numa simbiose de um só. De quatro, fazíamos apenas um.

Há amizades e momentos que realmente não esquecemos por tudo e tantas vezes até por nada. Tempos essencialmente de crescimento, de aprendizagem, de conhecimento. Não encontrei isto em muitos lugares ao longo destes meus 39 anos. Foi de facto fantástico ter partilhado um pedaço da minha vida com estes meus amigos ( que levarei para sempre). A união faz a força e era essa mesma força que nos segurava uns aos outros. para além dos familiares fora que tínhamos todos nós aqui em Portugal, lá...essencialmente a família éramos nós. 

Agradeço humildemente a força destas amizades que vamos tendo e fazendo. O suporte dos amigos, hoje mais distantes, mas sempre perto do coração, vão delineando o que também somos. Porque aprendemos, nos debates, opiniões, visões, um pouco sobre todos e pouco sobre nós.

Particularmente tenho de agradecer ao senhor da salsa e kisomba, meu grande amigo, o Senhor "Low Profile" João Gomes, por tantas vezes desde o inicio me ter apoiado e ligar-me pelas manhãs a dizer: "TOCA A ACORDAR!"

A tua preocupação, a tua amizade profunda prevalece  amigo!

Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.
Sócrates


Thanks for everything! 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

CASA DA LUZINHA VERMELHA (SERZEDELO DO MINHO)




Certo dia um grupo de amigos juntou-se em amena conversa e por entre cervejas, vinhos, conversas entabuladas, lá se decidiu ir para a famosa casa da "Luzinha Vermelha" em  Serzedelo do Minho. Casa de renome e com existência provada há mais de 85 anos a servir os seus clientes, era sem dúvida a casa mais badalada da Aldeia. 

Saímos de lisboa em direcção ao Metro de Corroios e lá apanhamos o comboio no Cais do Sodré em direcção ás Docas, perto da rotunda do relógio. Pelo meio e felizes da vida, ainda conseguimos ver ao longe, através do vidro da carroça (que o jumento do Carlos e o desgraçado do João empurravam com muita alegria) a Torre Eifel de forma imperial e esplendorosa em S. Domingos de Rana!

Foi só rir até chegarmos ao nosso destino! Uma placa na porta em grande estilo dizia: "CASA DA LUZINHA VERMELHA". 

Tocamos e a porta da roulote abriu-se repentinamente. Um policia ainda com as calças para baixo saía meio a cambalear.

-Boa noite! - Disse ele numa voz alta!
-Boa noite Sr.Agente! Dissemos nós em forma de canto gregoriano!
-O que é que fazem aqui!?? Tem cara que vem à procura de drogas!! Aiii os meninos!!Nunca paguem e comprem drogas a ninguém!!
-Certo Sr, Agente! São grátis?
-O quê?? 
-As drogas...?
-São!
-Ahhh...nesse caso, vamos entrar!

Entramos e reparamos que o cheiro nauseabundo pairava no ar. Ao fundo lá estavam as divas prontas a serem escolhidas por nós. Cada uma mais atraente que a outra!Estranhamos estarem todas sentadas maioritariamente e pouco se mexiam. Aproximei-me daquela que me pareceu ser a pessoa indicada e que controlava todas as outras. 

-Boa noite!
-Boa noite - Respondeu com uma voz cansada e que se arrastava.
-Quanto é o preço?
-O Preço?
-Sim...dinheiro...quanto é preciso...sabes...( Um pouco envergonhado para ir directo ao assunto...)
-Hummm....não sei bem...a segurança social só me dá 197,24€ por mês, que nem dá para os medicamentos. Tenho de fazer as contas. 
-Como?? - Respondi eu com cara de aparvalhado!

De repente vê-se a sair por uma porta, em passo apressado aquilo que parecia ser a Chefe de divisão dos Narcóticos de Serdezelo do Minho. Alta, morena,  com uma bata branca e um andar sedutor, lá veio a coxear até nós.

-Oiça lá!! Mas vocês os três estão doidos! Isto é uma casa de respeito!!Não se entra aqui assim e se mete conversa aqui com as nossas "meninas"!

Desatamos a rir...como é óbvio! Já estávamos também perdidos de bêbados.

-Mas nós estamos a respeitar as senhoras! -Dizia o Ricardo para a senhora.
-Mas o que é aquilo!!!! O seu amigo endoideceu!!?!?? Mas está tudo maluco!!

O carlos estava com as calças para baixo e ao que parecia estava a forçar a D. Amélia a fazer sexo oral ao mesmo. Ao lado o Sr. Fonseca parecia estar nas últimas, pois fartou-se de pedir a bomba de asma e o Carlos tinha-lhe dado um charuto cubano. Só gente louca!

-Carlos isso não se faz aqui na sala!!! Tens quartos lá em cima!!!

O carlos...na sua calma habitual, virou-se para trás, só com os sapatos beges calçados e uma meia de cada cor e naquele seu sorriso maravilhoso,  com  três dentes em cima e dois em baixo, soltou um grito arrepiante!

-Aiiiii que gostosa....

Pasmados com tamanha visão, o carlos tinha preso ao seu orgão erecto a dentadura da D.Amélia, que estava já em estado vegetativo há 7 anos. Coisas parvas que fazemos quando somos crianças. Todos a rir sem parar com tamanha situação, não sabíamos muito bem o que fazer. 

Nisto tudo a chefe da casa da luzinha vermelha, ligou, para o padre da paróquia, pois pensou que estávamos possuídos pelo demónio. Mas o padre aquela hora, estava no andar de cima com a falar no Skype com Goretii, uma brasileira de Rio Grande do Sul, que tinha acabado de ser coroada Miss Bum Bum. Um fartote!  A confusão que se fez foi tal, que gerou uma situação muito grave e de certa forma descabida. 

Fomos praticamente obrigados a sair. Saímos e cá fora passavam duas crianças nas suas bicicletas e qual não foi o nosso espanto ao ouvirmos de uma delas:

-Olha...mais três bêbados que entraram no Lar de Idosos de Serdezelo....

Só a nós....incrível!

A PROFUNDA ADMIRAÇÃO PELA INGRATIDÃO







-Camilo Castelo Branco-

Quantos de nós em tantas situações não nos deparamos pelo miserável lado humano da ostentação do ego, frieza, esperteza alheia, que à custa dos sabores alheios perpetuamos para nós o doce sabor degustado e saboreado da melhor forma?

Quantos de nós pelas nossas qualidades, formas de ser e estar, pelo afago, pela paciência, pelo amor, por um abraço ou beijo, pela visão e concepção de dar e receber, não sentimos na pela a inoperância e intolerância que directamente ou indirectamente o outro tem para nós? 

Quem de nós não é traído por filhos, pais, amigos, romances, atitudes, palavras? Que preço alto terá que pagar o traído assim como o traidor? Que concepção e visão tem cada um? O que nos leva ou leva outros a perpetuar actos de traições perante amigos, amores, filhos, pais? O que leva à mentira, às omissões, às fraquezas? A escolhas? A decepções? A encontros de alegria? Tristezas? Quem te humilha? Quem humilhas? 


Já ouvi, já li diversos tipos de concepção para mentiras, omissões, jogos de poder, sedução, enganação, diabruras da mente, explicações plausíveis e não plausíveis da condição humana, bem como dos seus porquês. Para tudo quer-me parecer que há um determinado tipo de desculpa. Não há culpados, a culpa é da Acção Versus Reacção. 

Quer -me parecer acima de tudo que existe uma certa falta de honradez e dignidade humana na perpetuação da nossa imperfeição e o descuido com o outro gera sempre tudo e mais alguma coisa, menos o vergonhoso comportamento que tantas vezes temos perante quem amamos e nos ama. Desculpas, ideias, percepção de um a luta de titãs na busca das respostas para "O que eu fiz e o que tu me fizes- te fazer!"  Quer-me parecer...não quer dizer que em absoluto seja o que eu deduza ou ache.

Existe porém a idealização do que temos para nós de amor e conceitos daquilo que achamos que para nós, nos poderá assentar que nem uma luva. Deduções, escolhas, apontar do dedo, práticas de malvadez uns com os outros. Eu costumo dizer que "Não existe assassino mais frio e cruel do que a insensibilidade humana para a prática da traição e humilhação inerente ao outro". Quando tu matas alguém...matas e pronto. As traições, os enredos, a brincadeira de sentimentos é a morte mais drástica e lenta do ser humano. 

Numa conversa com um amigo...

-Quantos namoros já tiveste?
-Alguns...
-E desses namoros quantas vezes te perdeste apaixonado deduzindo que era a tal?
-Praticamente todos.
-Então....o que mudou no teu conceito?
-O tempo, as pessoas...a minha percepção.
-Consideras então que a culpa é dos outros nessa tua descoberta?
-Não necessariamente...
-Hummmm....já traíste?
-Já...mas foi porque...
-Lá vem vocês com a famosa " Foi porque..."
-E já te traíram?
- Sim, já! E gostei!
-Hã?? Gostas-te!?? Como assim!?
-Imagina que estás a comer uma sopa que gostas, mas nessa mesma sopa tem um ou outro condimento que não gostas, não aprecias. Mas está tudo misturado com a sopa e tu aceitas de certa forma isso. E fazes isso como experiência, podes não vir a gostar mais desse momento, mas engoles e saboreias, mesmo que te saiba mal. 
-Essa analogia tem o seu quanto de...sadomasoquismo não? lol
-Não...ou talvez sim. Repara amigo imaginário, eu tenho uma profunda admiração pelo sofrimento. 
-Admiração pelo sofrimento? Nós queremos é fugir a sete pés dele!!!
-Para quê? Com que intuito?
-De ser feliz....
-E podes dizer que todos os felizes não sofrem?
-Não...mas...sofrem bem menos concerteza do que aquele que é infeliz e consequentemente sofre muito mais.
-Pode até ser...pode até ser...mas...está mais bem preparado um infeliz para um sofrimento do que o feliz propriamente dito. 
-Isso não é verdade!
-Não? Experimenta meter um feliz da vida à fome ou perdido numa ilha e vais ver que no manual de sobrevivência o terror dele para esse momento será atroz. Coloca um infeliz que se depara com o sofrimento vezes sem conta e vais ver como ele  se salva e controla a situação. Por isso tenho uma profunda admiração pelo sofrimento. Porque ele acima de tudo transforma e ensina.
-Tu és maluco....
-Meu amigo...as pessoas fogem daquilo que para elas as mesmas consideram inútil para a sua vida.
-Fogem do que?
-Fogem da precariedade, fogem da pobreza, fogem daquilo que acham que para elas\eles é um atentado a ser o que são e consequentemente às conquistas que tiveram. Achas que as pessoas são como os caranguejos?
-Não...mas...não estão elas no direito delas? E o que isso tem a ver com traições?
-Ainda não percebes te o ponto essencial pois não?
-Sei lá...pareces o Dalai Lama a falar...analogias...e tal...
-Não digo nada demais. Repara...sabes porque traímos?
-Por desejos não? Vontades...somos humanos...
-Olha...para começar mete essa do "Somos Humanos" na peida! Cansado de escutar desculpas esfarrapadas. Agora se fosse robô iria dizer: "Pois...somos robôs...não somos humanos..." Se não é uma coisa é outra! Traímos porque simplesmente queremos um "motor" melhor. Simples. 
-Então...o motor melhor dá-nos o direito de trair e desculpabilizarmos-nos?
-Desculpas são apenas consequência de inversão de valores que pensamos ter e não temos. E sabes porque as pessoas se desculpam?
-Porque tem concerteza álibis interiores....
-Desculpam-se pelo erro, por ver o outro triste, machucado.
-Pronto...então tudo acaba em bem nas traições, quando se é desculpado ou perdoado?
-Maioritariamente acaba sempre mal. Perde-se o essencial. Confiança. Depende sempre da situação, mas trair um amigo, uma relação...é um erro sim e sem dúvida, mas acima de tudo é uma escolha. Tu escolhes, tu defines, tu produzes, realizas e proporcionas todo um enredo na tua cabeça. E vives isso tão intensamente que te esqueces da existência dos outros no teu filme. O outro até pode ser um filha da puta, mas somos tão vingativos e assertivos quando queremos, que nos utilizamos tantas vezes de várias facetas  e  formas de pagar na mesma moeda. Não somos muito diferentes uns dos outros nessa conclusão. Há casos e casos. Tens casos que fazes de tudo e mesmo assim levas com um par de chifres. Como também o outro fazer tudo por ti e tu simplesmente "ignorares" isso. É uma luta de titãs de procurar um aquecimento da alma e individualidade que reside na falha de deduzires que é o outro que não te dá.
-Isso é um pouco ingrato não....essa luta...afinal...amor requer um trabalho árduo. Isso assim não é mais do que a busca pelo preenchimento da individualidade.
-De certa forma sim e por isso mesmo a admiração que tenho pela ingratidão, sofrimento é enorme.
-E porquê?
-Porque tudo o que se dá, o que se oferece, pouco que seja, mas com um significado tremendo para ti, mesmo que advenha desdém ou inconsequência nos teus actos proporcionados, faz te crescer ainda mais na certeza de que a tua oferta, o teu eu é tremendamente grande o suficiente, para soltares um sorriso e dizeres" A vossa infelicidade interior...não é a minha". Quando tens muito para dar e percebes que do outro lado existe tanta fraqueza em receber...vais te queixar do outro porquê?Percebes te? Há coisas que levas para a frente, outras tens de deixar para trás.
-Já sofres te por amor?
-Pergunta parva! Claro que sim! Sofrer é a minha principal arma de poder em relação à visão que tenho de fazer mais e melhor. É na descoberta do outro, no sentido que o outro trás para a minha vida que revejo e reescrevo a história a dois de formas diferenciadas. Aprendes sempre na complexidade que existe entre as pessoas. E com isso vais percebendo os patamares de bem estar que podes manter equilibrados.
-Mas nem todas as pessoas estão ou tem capacidade para isso...talvez por isso o amor é transformado em apego e apego leva a uma condição fora do contexto do casal. 
-Exacto...melhor dizendo, podes condicionar-te em forma de pausa na tua relação e a tua busca situar-se fora da mesma. O que procuras é o que não tens na tua relação. Procuras acima de tudo transformar um vazio que se possa ter criado com uma imagem ilusória daquilo que lá fora ou em outro contexto possa preencher esse vazio.
-Mas isso não é falta de comunicação na relação? Porque as pessoas não conversam?
-Não se trata apenas disso. Trata-se acima de tudo de erros de principiante. Que maioritariamente não temos culpas tantas vezes cegos pelas paixões. As pessoas tem um ideal de homem, tanto como o contrário. E há todo o tipo de interesses, vontades inerentes a esses ideais. Na mesma medida que o tempo passa e trata de mostrar como cada um pensa e faz as coisas, vais percebendo também o histórico de cada pessoa e os seus interesses. Há pessoas com todo o tipo de interesses e vontades para a sua vida.
-Mas...amar alguém, viver com alguém não é supostamente...viver esse amor e que a vida trate de ir encaixando as coisas no seu devido lugar com os dois a remar para o mesmo lado? Mesmo que isso seja feito com esforço  e empenho!?
-Supostamente sim...mas é exactamente aí que entra a complexidade de cada um. E cada um tem uma forma muito própria de ver a vida e o que acha melhor para si. Uns entregam-se ao amor, ao respeito, ás necessidades de um e outro, outros entregam-se à profissão, uns lutam cada um para o seu lado...vão-se criando clivagens enormes pela necessidade que um vai tendo mediante a vontade de subir as escadas o mais rápido possível. Amor não é um andar na frente do outro amigo. Amor é acompanhamento incessante e fazeres pelo outro o que não fazes tantas vezes nem por ti.
-Estranho este mundo...
-É a lei do salve-se quem puder meu amigo. É a história do mundo...é feita de sangue, suor e lágrimas. 
-Posso pedir-te uma coisa?
-Claro...
-Dá-me um abraço!
-Um abraço? Porquê?? Não vais pedir para meter a língua dentro da tua boca não é!?!?
-Estás parvo!!!! Quero valorizar o momento...não me quero esquecer dele.
-Nesse caso...venha de lá esse abraço amigo!


Fuiii







quarta-feira, 15 de abril de 2015

SEXO SEM DESCULPA...OU COM DESCULPA?




Quantas vezes nós homens e abrindo algumas excepções não escutamos da boca das mulheres as seguintes desculpas:

"Hummm...hoje não, sério...dói-me a cabeça!"

"Estou cansadíssima, o trabalho hoje deu cabo de mim"

"Desculpa amor...mas acabei de estar com o Rogério e mais dois, estou toda assada!"

"Hoje não preferes ir para a sala sozinho e veres um filme...daqueles...hummm mor?"


O maior problema dos homens a meu ver é...não escutar! Os homens não sabem escutar! Até porque a mulher tem de tratar da casa, filhos, roupa, loiça, pagamentos, lidar com o seu emprego, chega a casa...e ainda encontra o "Bonzão" completamente tarado como se ela fosse um microondas como ele. Já sabemos que a mulher funciona a carvão. É necessário estimulo...estimulo na escuta, na observação, no envolvimento e desenvolvimento. 

Obviamente que elas tem desculpas...e tantas vezes tem de as inventar, porque maioritariamente nós homens não queremos escutar, queremos fazer! Ponto! O sinal de STOP delas para muitos funciona como:

"Ela não me ama"
"Ela não me deseja mais"
"Será que o meu pinto pequeno não a satisfaz?" 
" De certeza que anda com outro..." 

E por aí fora....

Certo será dizer que é necessário ter sensibilidade....ser inteligente...ser perspicaz...muitos vezes para conseguirmos o que queremos, temos de ir na onda delas. É simples...mas nem sempre dá certo!| 

Ou nem por isso....?

-Estou? Mor? Bebé?
-Sim, estou aqui...e pára de me chamar bebé...isso é tão infantil!
-Hoje tem??
-Tem o quê?
-Estou com vontade..louco de desejo...
-Mas eu tenho um encontro hoje com o Fernando! 
-Aquele do Stand de automóveis?
-Sim!! Combinamos em casa dela ás 22:00, com mais uns amigos.
-Mais amigos? Mas vão fazer uma orgia??
-Sim parvo!! É giro porque é tudo ao monte e há a parte da troca de casais. É tipo rifa!
-Ahhhh ok!! Fico mais descansado! E o que eu digo ao teu filho!??!
-Ele vai lá estar também! Não te preocupes! Mas liga ao Bernardo...vê lá se está disponível para ti!
-Mas estás louca!??! Eu não sou desses! 
-Mas ele é rico...
-Ahhh...nesse caso eu ligo!!


Fui...

terça-feira, 14 de abril de 2015

NÃO SE ENGANEM..ELES SÃO UM INFERNO...



Há dias atrás uma amiga ligou-me com aqueles espasmos de felicidade translucida a dizer-me:

-Bruno...adivinha a novidade!!??
-Não trouxe a bola de cristal....vais ter de me dizer....
-Vá lá....imagina uma boa novidade na minha vida e transforma-a em palavras!!
-Cumpriste a fantasia de te deitares com o Trio Odemira?
-Deixa de ser engraçadinho....estou grávida!!
-Do Trio Odemira??
-Não parvo!!lol...do Diogo, claro!!
-Quem é o Diogo!?
-Porra....hoje estás para estar no gozo...
-Vá...estou na brincadeira!! Parabéns.... (dados de uma forma um pouco seca....)
-Aiii....estou tão feliz Bruno!!!
-Só tens é de estar!! Vá...tenho de ir....vamos falando!

Se vocês acham que discutir com um namorado(a) é uma coisa boa...experimentem ficar diante dos olhos de belzebu a escutar choros ás vezes 2/3 horas seguidas. Meus amigos....é gente que não interessa!

A minha filha com 4 meses...eu questionava sobre as vicissitudes da vida, da filosofia grega, falava sobre o produto interno bruto e ela mal conseguia conversar comigo? Mas que mal fiz eu?? Então eu falo com uma criatura destas e a resposta é: "Gugu...Dádá...neco..." uns grunhidos estranhos que saem da boca...que tipo de gente é esta?? Onde está o respeito? Não há ninguém que ponha mão nesta alcateia de lobos em pele de cordeiro??

Depois vemos situações como de amigos e amigas que vão a casa visitar a mãe ou o pai que tem esta nova novidade na sua vida, pegam ao colo destes seres, fazem uma caretas e uns bolsam para cima das pessoas, arrotam...mijam-se todos....e no final questionados sobre " Quem é o porquinho? Quem?" ainda se riem!!! Mas andamos no gozo?? Onde é que já chegamos!! Era um abaixo assinado e tudo com pulseira electrónica em casa!!

Depois uma pessoa quer sair, quer ir respirar um pouco e com 5/6 meses...arrastam-se pelo chão a pedir colo!?? Mas são paralíticos?? Será que ninguém percebe que com 4/5 meses tem de andar com cadeira de rodas? Mas esta gente é parva!??

E depois comem coisas nojentas...papas de cerelac...por amor de Deus! Não gozem com isto! Eu já tentei dar polvo à lagareiro, bacalhau com natas, açorda Alentejana e espetou-me com aquilo no chão! Então eu tento ajudar e atira a gastronomia portuguesa para o chão!? Troca por papa....cerelac?? Santo Deus....

Depois são uns invejosos...um gajo quer sair à noite e metem-se à porta a chorar. Mas és minha namorada por acaso?? Agora não posso sair?? Tenho amigas que trabalham no parque Eduardo Sétimo! Tenho gente de respeito e renome à minha espera e metem-se à porta agarrados ás pernas. Estão depressivos, com problemas....procurem livros do Edir Macedo! Pelo amor da Santa!

Depois são uns seres enganosos...há anos a minha filha dizia-me, sentados no autocarro o seguinte:

-Pai...já sei como podes conquistar raparigas!!
-Ai sim!? Diz-me lá!
-Compras um fato e calças uns sapatos brancos!
-O que?? Sapatos brancos!?
-Opá....ficas giro! Chama a atenção!!
-Mas tu tiveste a fumar uma de manhã!?!? Sapatos brancos!?!? Desde quando??
-Eu sou mulher...eu sei...

Uma única vez calçei uns sapatos brancos...e foi um sucesso tão grande....que um gajo chamado Mario Jorge...numa loja de roupa na baixa chiado virou-se para mim com os olhinhos a piscar e disse:

"Adorei!!!Adorei esse teu estilo!!!"

Um minuto depois:

-Estou?? Filha?
-Sim pai?
-Prepara te para levar uma tareia de cinto....


Fuii

TIMIDEZ OU TARADICE ENRUSTIDA??




Sempre fui um pouco tímido. Coisa perfeitamente natural a meu ver. Timidez quanto baste é também e tem também o seu charme, quanto baste óbvio! A certa altura da minha vida, tive uma grande amiga que para me fazer perder a timidez, levou-me ao jardim de belém numa tarde de sol, fizemos um pequeno piquenique e a determinada altura entre piadas e risos típicos de adolescentes diz-me:

-Toca-me!
-Hã?? Toco-te?
-Sim. põe as mãos dentro da  minha blusa e apalpa-me os seios!
-Estás no gozo ou a falar a sério??
-Tens de perder a timidez amigo!! Vamos...não custa nada! 
-Estás maluca! És minha amiga!!Não te vou apalpar os seios!!
-Bruno Miguel! Vais passar a vida toda com piadinhas? Na altura de fazer bebés achas que contas uma anedota e sai um bebé pela vagina?? Vamos...põe as mãos na minha blusa...e apalpa-me os seios.


Exactamente na altura que eu ia a tocar...passa uma idosa que viu esta cena e diz:

-Que falta de respeito!! No meu tempo isto não era assim!!

Levantamo-nos rapidamente...e terminou a oportunidade ali...

Há uns anos atrás liguei para ela:

-Olá!!!Lembras te de mim? 
-Hummmmm....pela voz....
-Hummm....achas que ainda vou a tempo de te apalpar os seios??
-Ohhh Mãeeeeeee....está aqui um tarado ao telefone!!!


Ops....desliguei....

MULHER AO FUNDO DO BAR...



Há uns anos atrás devia ter uns 19/20 anos, estava num bar em Santos, com dois amigos e uma rapariga, estava sozinha a beber algo que não me lembro necessariamente do que seria. Um dos amigos diz-me:

-Bruno...aquela miúda que está ali ao fundo já olhou para ti umas quantas vezes...
-Para mim?? Mas tu é que és o D.Juan aqui do sitio...
-Sim...mas eu tenho 1,58 cm...sou baixinho..ela ainda não me  viu...
-Vai ter com ela. Não pára de olhar para ti...
-Vou nada pá! Sei lá o que vou dizer!
-Lá estás tu....tens de te fazer à vida. Olha...vou à casa de banho...

Deu-me alguns minutos e percebi obviamente o porquê. Seria o momento que teria de perder a eterna timidez que me acompanha ( antigamente era bem pior) e dar o salto para passar da eterna criança ao Homem com H grande!

Lá peguei na minha cerveja e pé ante pé aproximei-me dela sem saber muito bem o que dizer. Aproximei-me tentei colocar a voz um pouco mais grossa...peito para a frente...cabeça erguida e cheio de fé lá fui eu. 

-Desculpa incomodar-te...mas reparei que tinhas notado em mim...
-Em ti?
-Sim...olhas te algumas vezes...
-Olha...peço te desculpa, mas não era para ti...era para o rapaz que está ali ao fundo a dançar. Ficas é no campo de visão...
-Ahhh....ok...desculpa...

Virei a cara...agarrei-me ao meu amigo a chorar....e voltei para casa. Até hoje nos bares\discotecas que passo, sempre que me dizem: "Ela está a olhar para ti" a resposta é sempre: " Eu estou a tapar-lhe a visão...apenas isso"


Mulher ao fundo do bar?! Estou vacinado...

VIDAS PERDIDAS



Umas das imagens que mais me chocou nos últimos tempos, terá concerteza, sido este. A de um piloto de aviação jordano, capturado pelo Estado Islâmico. O nome deste piloto era Maath Al Kassassbeh. Conheciam? Eu não! partilhavam com ele as saídas? Conversas? Um abraço?Um momento?Um sorriso? Claro que não...até porque não o conhecíamos. Sabemos que por entre divisões de oceanos, países, culturas diferenciadas, existem caras desconhecidas. Afinal...não podemos chegar a todo o mundo. 

Mas particularmente esta imagem entre a vida e a morte, o terror da dor, o momento entre o sopro da vida e da morte...é terrivelmente e da forma que é uma autentica barbaridade. 

Não estamos livres de nada e de ninguém. Esta foi talvez das imagens mais marcantes que pude assistir. 


Bruno

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O PRINCÍPIO DOS FIM...DO COMEÇO DOS NAMOROS



O começo dos namoros! Meus amigos...eu não sou louco, mas eu estou a caminhar para o primeiro Hospício que encontrar um dia destes! Os começos dos Namoros são lindos, fantásticos, fabulosos, as borboletas pairam no ar, podem assaltar-nos a casa, levar o carro, mota, tudo o que for preciso, porque andamos nas nuvens! 

-Amigo, estou tão apaixonado!! Ela é linda, inteligente, perspicaz! 
-Calhou-te a sorte grande amigo...
-Opá...acho que é a mulher da minha vida. Por falar nisso tenho de a ir buscar ao trabalho.
-Faz o quê?
-Não sei bem. Disse-me que atendia clientes em casa e que cobrava "20 rosas". 
-Epá!!! Calma lá!! Ela é uma prostituta!!!
-É um bocadinho...mas também a intenção de a colocar a trabalhar na rua foi minha...

Nos namoros, trocam-se juras de amor sistemáticas...." Tu és o meu amor...eu sou o teu amor, vamos ter filhos, vamos casar, és o Homem da minha vida...és a mulher que eu mais queria; juntos construiremos a pirâmide do amor , ahhhh cuidado que eu sou virgem não faz dói-dói com a maçaneta da porta.

-Amor, amas-me?
-Amo amor!
-Muito?
-Muito mesmo?
-Completamente?
-Sim...
-Sim, porquê?
-Tanta pergunta...
-Vês!!! Eu sabia que não me amavas!!

Somos tudo e mais alguma coisa. É aquela que queremos...é aquele que desejamos. E depois?? Sim e depois? Passado uns tempos: " Olha zé Roberto,  a cabra...ligou para mim e disse que eu era um estúpido e nunca mais me queria ver!". Ou Então....chegamos a casa e descobrimos em cima da mesa da cozinha um papel ( Papel??Qual Papel??) a dizer:

" Amor....sabes que sempre foste quem eu mais queria.  Foste tudo na minha vida. Contigo aprendi a pular na cama que nem uma louca. E graças a ti a equipa de ginástica rítmica do bairro faz fila para estar comigo.  Deste-me tantas alegrias como,  aquela vez que fomos ver o filme romântico: " A bela lixou-se para o monstro e fugiu com o cocas". 

Mas agora não me sinto bem, não estava mais na relação. O meu pensamento estava no outro. A vida mudou, e conheci o primo do Hipólito, lembras-te? O cunhado da Joana? Não te faças de parvo! É aquele no dia em que foste ver o Benfica, ele ficou comigo em casa! Ele e aqueles dois angolanos. Mas não te preocupes que eu não fiz nada! Eles é que me fizeram a mim! Não te disse mas o Hipólito era impotente. Deixa lá o que passamos, porque estou grávida dele há seis meses. E tive de fazer 2 abortos dos angolanos. Há dois anos atrás deixei 2 recém nascidos num lar de adopção. Chamavas-me gorda...mas estava grávida do Paulo e Ricardo. No entanto, gosto muito de ti, sabes disso, não fiz nada por mal, são coisas que acontecem! Mas preferia que durante a noite não adormecesses tantas vezes. Era bom que estivesses atento, porque a equipa de basquetebol costuma subir pelas traseiras.  E pára com essa mania de utilizares utensílios da cozinha, como a concha sopa....isto não é o túnel do metro.  Beijos...da tua e sempre amada...

Nota: Tens Bifes no congelador...faz a papinha...faz mor....e aquece leitinho, para não se estragar!! Se quiseres biscoitos, estão na casa do Pedro. Esqueci-me deles lá na segunda feira.

Odeio isto! Sentimento que mudam de um dia para o outro! Ahhhh...e tal é a vida! Hoje amo-te muito....mas caga nisso,  que agora as quecas com o Padre da Paróquia são melhores que Hóstias que vendem no LIDL!  É a vida?? Hummm...não é não...são sintomas de putice extra conjugais, exacerbados pela extensa lista de desejos interiores.

Não há como parar isto...







DEBATE PUBLICO ENTRE DEUS E O MACACO-PARTE I



Boa noite caros leitores...hoje temos aqui no nosso Blog, duas personagens que fazem parte do quotidiano da nossa vida. De um lado a fazer a defesa da criação do Mundo...temos Deus. Do outro lado o Macaco a fazer a defesa da ciência.

A minha primeira pergunta vai para Deus e, gostava de questioná-lo acerca do inicio da vida. Hoje vivemos num mundo onde a ciência tem imperado com fabulosas descobertas, desde o inicio dos tempos. Como reage ás questões sobre o inicio da vida, sendo que existem factos concretos da evolução da vida?

MACACO- Sim! Sim!! Como reage a isso? Vai dizer que foi a fada madrinha que colocou o homem na terra concerteza!

Caro macaco, agradeço que não interrompa e deixe Deus falar...

DEUS-Antes de mais, obrigado pelo convite e a oportunidade de explicar num debate aberto ao público sobre estas questões. Bom...realmente desde o inicio dos tempos que o diabo, tem tentado de todas as formas enganar e destituir o ser humano da sua visão inicial...

MACACO-Pronto...agora a culpa é do diabo com os chifres, daqui a pouco diz que o periquito é que provoca exorcismos e o papagaio que fala é na verdade,  um ventrículo...

Por favor Macaco, deixe Deus explicar-se....

DEUS- Continuando...imagine você, que o céu é um país. Na verdade o céu é um reino invisível aos vossos olhos, mas na verdade um enorme país com os seus Governantes. Eu e o meu filho. É como se fosse Presidente e Primeiro Ministro. No inicio de tudo, e quando decidi criar o ser humano foram muitos aqueles que aceitaram a minha criação, mas entre eles e fruto de terem todos liberdade de escolha ( livre arbítrio) um deles, elevou-se contra a minha vontade. Por ciumes, declinou ajoelhar-se perante os humanos e tentou um golpe de estado.

Mas...nesse "suposto" golpe de estado contra o seu reino e contra si principalmente o que movia esse Sr. Satanás? Qual era o intuito?

DEUS- O intuito é o mesmo que hoje em dia na terra...muitos partem dessa prorrogativo. Oportunismo, sede de poder, ganância e consequentemente total liberdade, para ser adorado...tal como eu.

MACACO- Mas isso é perfeitamente normal. As pessoas cobiçam muitas vezes o lugar dos outros, querem mais da sua vida e entendem isso como uma ambição e não ganância! Funciona como uma mera questão de lógica.

DEUS- Lógica de ambição sem amor no coração é ganância sem perdão...

MACACO-Se formos falar em perdão...então é muito dificil ao Senhor Deus perdoar...e abrir os olhos para o mundo! Guerras, catástrofes, doenças, pessoas que rezam pela sua vida e morrem sem sentido, familias pobres, fome...onde existe o perdão e misericórdia?!? Aliás...pergunto mais...se o Senhor Deus...é tão bom...como olha para isto impávido e sereno? Como deixa "supostamente" a sua criação sofrer tanto!?

DEUS-Mas nem tudo está nas minhas mãos. Tu não tens uma mãe  Macaco? E a tua vida está nas mãos dela ou no caminho e escolhas que fazes de ti para ti? Não tem todos aqui um governante? Não existe um patrão na empresa? E nem por isso deixam de respeitar, fazer escolhas, mudar de empregos e seguir a vossa vida. Porque está nas vossas mãos. Não fiz da minha criação um circo de Marionetas...

MACACO- Ahhh...mas esse teu reino essa tua criação tem regras a mais. Não podemos fazer muita coisa! E os humanos adoram a vida! Faz parte de todas as experiências!


DEUS- Os humanos adoram o pecado que o diabo lhes oferece..

MACACO-Lá vem ele com o bichinho dos chifres. Agora, por culpa de um desgraçado que enganou Adão e Maria...

DEUS-Eva por favor...

MACACO- Ou isso...tanto faz....que temos de pagar todos? E fizes-te uma criação para hoje em dia vermos as desgraças do mundo...da forma que estão??


DEUS- Eu não levei 65 milhões de anos...para aprender algo e continuar ainda hoje estúpido...

Sr. Macaco por favor...não nos vamos desviar do tema central do debate. Acredita realmente que houve uma evolução do ser humano, desde os primórdios do tempo?

MACACO- Sim...perfeitamente! Isso está provado pela ciência...

DEUS- Sim...mostram uns ossos ao público, ao mundo e as pessoas maravilham-se a olhar para um osso de uma caveira e dizem: "Olha...aquele era eu!!!!". Por quanto tempo , irão continuar cegos? Porventura acha Sr. Macaco que uma flor pode evoluir e transformar-se numa árvore? Que um Cavalo pode evoluir e transformar-se num papagaio?

MACACO- O mundo foi na verdade e é facilmente comprovável feito através da grande explosão do BIG-BANG! E daí  resultou uma evolução de milhões e milhões de anos, até chegar aos humanos.Agora dizerem-me que sou uma criação do "Além" e não evoluo mais...não entra na minha cabeça.

DEUS- A evolução caro macaco não está centralizada e apoiada numa evolução da carne, altura, peso ou medida. A evolução está patenteada na alma, amor, dedicação e percepção do mundo erróneo em que vivem.

Sr. Deus...permita-me a pergunta. Mas porque diz que é errónea??

MACACO- Isso é LSD a mais....ele já não diz coisa com coisa...

DEUS- Quando foi criado o jardim do Éden, todos os seres que lá habitavam não tinham conhecimento do fruto do mal. Isto é...não havia nenhum tipo de sentimento de cobiça, gula, oportunismo, morte. Tudo o que era sentimento mal ou mau...apenas eu tinha essa noção por ser omnipotente e omnipresente. As pessoas andavam despidas de pudores, porque não existia pudor. Existia sim amor entre todas as raças. Quando hoje escuto as pessoas a pedir PAZ no mundo era o que sempre existiu no meu reino.

MACACO- Então como é que Adão e Maria foram enganados??

DEUS- Eva....

MACACO- Ou isso...

DEUS-O diabo, era o meu braço direito. Para quem não sabe ele já foi um anjo bom, que perdeu toda a sua bondade por cobiça. Por isso tudo o que existe de mau de mau no mundo de hoje, omo a cobiça á mulher do próximo, ao trabalho do outro, ao lugar do outro, ao dinheiro e poder, é fruto dessa cobiça espiritual que o próprio diabo tinha. Ele antes dos humanos, bem como todas as legiões de Anjos, tinham todos ( por mim dado) livre arbítrio. Escolhas.

MACACO- Vá lá..não é um ditador...

DEUS- Mas nunca fui um Ditador. Hoje nos trabalho não se regem por instruções do gerente? Dos Patrões? Nos governos de hoje dão liberdade de escolha ao povo? Não são os governantes que fazem as suas escolhas? Aumento de impostos? Regras patéticas? Os patrões não pagam pouco pelo muito que vocês produzem? E dão liberdade de escolher se querem ganhar mais? Ou simplesmente retiram o melhor de vós para proveito deles? Então...que tipo de livre arbítrio de amor eles possuem?

MACACO-Mas porquê impor regras num reino, onde todos sabem da não existência de maldade? Supostamente essas regras...não deveriam existir....então posso concluir que é um reino sem regras...

DEUS- Mas no meu reino existem regras! Como aqui existem na terra, nas cidades, nos continentes, nos governos mundiais! Todo um reino tem um governo. E todo um Governo tem um "REI". As crianças são puras e transparentes mas necessitam de um caminho. De um pai, mãe, professor! Todos necessitam de um encaminhamento!

CONTINUA MAIS TARDE...

domingo, 12 de abril de 2015

FALA DO QUE SABES...NÃO DO QUE PENSAS SABER!




Concerteza que já ouviram expressões do tipo: "Então....estavas com dores de cabeça e foste sair ontem?" ou " Estavas mal psicologicamente e foste-te divertir?" ou ainda " O João disse-me que que o António lhe tinha dito, que tu andavas a sair com uma outra?" e ainda...dentro do diz que disse e não disse, vão surgindo criticas seja ao que postamos, vestimos, dizemos, formas de ser ou estar. Não sei quanto a vocês, mas no que me toca irrita-me profundamente pessoas que preocupam-se mais com o que se passa com o outro, do que com elas mesmas.

Todos nós nos regemos por caminhos, valores e afins. Torna-se praticamente genético, hereditário o que de gerações para gerações se vai passando. O falar da vida dos outros, bem como as criticas é tão somente a linha de pensamento que tenho no que toca ao que eu acho por bem seguir e desejo que o outro siga. Não se trata de uma ajuda, solidarização para com o outro. Sim antes e porém uma imposição do que eu tenho para mim como o meu valor, ideia, lógica, do que deve ser o comportamento do outro.

Ora, tenho para mim que o outro não sou eu. E eu não sou o outro. E partindo dessa mesma perspectiva de que ninguém é igual a ninguém, não me curvo em sinal de subserviência, perante o que o outro "acha" que pode ser o correto para mim. 

Estamos nós abertos a opiniões sobre o que poderemos deduzir por lógico como certo e errado? Com toda a certeza que sim! Poderei ser teimosamente cego, mas não sou teimosamente burro. 

Dois factores essenciais fazem e particularizam o nosso ser ( pelo menos o meu). A liberdade e o amor. Estão fortemente interligados. Eu visto-me de uma forma, ando de uma forma, entrego-me de uma forma, falo, observo e deduzo de uma forma que provavelmente não é a mesma que a dos outros. Mas acima de tudo vivo a minha vida e tudo o que a envolve com a particularidade de ser eu a vivenciar e não o outro. 

Desde que a minha vida não tenha nenhum impacto negativo nos sentimentos, na dor, na explanação do que o faço, não existe e nunca poderá existir ninguém que possa vir dizer-me que a minha própria vida aos olhos daqueles que se acham teimosamente certos e correctos sempre, se dignifiquem numa preocupação com a vida alheia deduzindo tantas vezes vidas que não lhes pertencem e que nada sabem.

Durante anos sofri várias criticas sobre o que escrevo, a forma que escrevo, o que coloco e o cuidado necessário a ter. "Cuidado...ninguém tem nada a ver com a tua vida, não coloque isto ou aquilo"

"Cuidado porque o que vestes, comes, falas, deduzes...amanhã alguém vai falar, criticar, apontar o dedo, pedir explicações".

Um amigo brasileiro uma vez disse-me em relação a isto: " Antes de olhares para a cara dos outros e criticares, vê a forma como limpas a bunda". 

Já foi demasiadamente criticado pela forma como escrevo ou exponho as coisas: "Bruno...há certas coisas que não se dizem. Tens de guardar para ti, tens de te resguardar das intenções alheias que tantas vezes são más e vão apenas no sentido de fazer com que te guies por aquilo que a outra pessoa acha o mais certo, mesmo até..mediante o que elas\eles fazem."

Sempre fui extremamente observador no jeito que as pessoas tem de traduzir e levar a sua vida. Aceito até certas criticas construtivas que acho corretas pela lógica das coisas em si. 

Mas quando alguém, por experiência própria vivenciou, tantas tempestades, cegueiras do seu próprio eu, percebeu nos outros atitudes de egos, egocentrismos, como se não tivessem telhados de vidro, leva-me a concluir que antes de ser ou ter algum tipo de falsidade na observação do seu "Eu" interior, catapultando para o outro o que é certo ou errado, mediante a sua visão, não é nada mais do que as falhas que eles\elas não tapam, não se enxergam dos seus vazios, dores, não se auto curam e por isso mesmo, mais fácil fica apontar o dedo ao outro, do que a si mesmos.

A minha liberdade, visão, forma de ser ou estar é única. Não sou mandatário de ninguém, percebo que cada pessoa tem a sua forma, não sei e não estou na vida de cada pessoa a cada momento, segundo, horas, semanas, meses e anos e por isso mesmo, a minha vivência, os porquês, seja de escritas, seja de oratória, seja de modo como levamos as coisas é tremendamente solitário, único, na forma como o vivencio e vejo. 

O meu olhar, não é o teu olhar, a minha critica não é a tua critica, o meu jeito não é o teu jeito, a minha moralidade, não é a tua moralidade, a minha tristeza, alegria, factos da vida vivenciados, não é a tua vida. E o meu mundo a mim pertence...é meu!

As pessoas vivem a vida dos outros como se fosse a sua própria projecção e modo de levar as coisas. Criticam meio mundo, sem saber as dores que não são suas. Os momentos que não são seus, os porquês, dúvidas, falhas e razões que apenas pertencem ao nosso Eu. 

As pessoas deduzem seja pela sua educação, seja pela moralidade, valores, que o seu carácter, forma instituída por si mesma ou outros bate-se como certa e sabida na apreciação depois feita em relação ao outro. No que toca a ser criticado...acreditem que pela minha forma de ser já fui alvo de todo o tipo de criticas e humilhações. Com um sorriso nos lábios fui observando a forma como tantos e tantas acabam por cometer erros atrás de erros, no que toca às suas apreciações sobre o outro. Incrivelmente sempre fui pacientemente escutando e observando os erros que nos apontam e o modo que os mesmos levam a sua vida felizes de se acharem correctos pela bênção que tem do poder entre mãos de "salvar" o outro mediante o modo de vida que levam. 

É mais fácil apontar armas à "podridão" do outro do que à fraqueza espiritual e pobreza interior que tantos carregam, achando-se justiceiros da vida e comandantes de um corpo de soldados sem armas.

E ainda assim saem todos os dias de casa convictos de que " Eu nada tenho a mudar". Levam vidas mentirosas adornados pela sua efémera sabedoria de que são justos, capacitados e coerentes.

Já fui criticado por numa roda de amigos ser mais quieto, sossegado e introduzir-me pouco na conversa. 

Já fui criticado por falta de ciumes, atitudes, resguardos. Já fui criticado por sorrir demais, chorar de menos. 

Já fui criticado por ter mãos de pedreiro, não ter mãos suaves, de médico ou aristocrata.

Já fui criticado, por dançar pouco, não nadar, ou não ter ritmo.

Já fui criticado por ser a fantástica pessoas que sou e mesmo assim, não chegar, porque o grau de exigência que os outros desejam não condiz com este "pequeno ser". 

A satisfação de ter, desejar, querer, potencializar de mim para o outro acaba e termina sempre não no meu vazio , mas sim no vazio que os outros possuem de não saber olhar condignamente para o simples e aí sim, sem exigências procurar ajudar, contemporizar, potencializar o melhor de nós e do outro . A simplicidade não compactua com a perfeição ou egocentrismos inflamados.

 Não compactua com a exigência que não podemos pedir aos outros, pela fraqueza retumbante que tantas vezes temos e queremos que os outros nos ofereçam para adornar o nosso quadro tão mal pintado.

As pessoas querem e desejam sempre mais. O outro tem de ter, possuir, fazer e eu entendo-me como o certo ou certa da questão para levar a bom porto com a minha visão o que ele deve ou não fazer. 

Fala do que sabes...não do que pensas saber, diz respeito acima de tudo à liberdade e cuidado que teremos sempre de ter nas apreciações que fazemos. Já fui acusado de ser moralista ou como na brincadeira até dizem: " O pequeno Dalai Lama". 

Percebam...eu entendo de variadíssimos problemas no que toca a dores pessoais, porque porque já passei por todo o tipo de situações ( Um dia escreverei um Biografia minha). Existe um certo tónico de moralidade patenteada porque, desde fome, suicídios na família, mortes de amigos, filhos bastardos, viagens, estudos, canudos, namoradas, traições, viver em bairros de lata, pensões, quartos, tristezas angustiantes, lidar com faltas de luz, agua, desemprego, dinheiro, instabilidades, filhos e enteados...de tudo e mais alguma coisa eu já vivenciei. 

Então irrita-me quando alguém se acha moralmente capaz de dar-me lições de coisas que nunca passaram ou vivenciaram. 

Tenho uma imensa escola da vida que me transformou...incrivelmente para a pessoa que sou ( podia dar para o outro lado e ser o oposto de tudo o que sou)!

De cada vez que recebo alguma critica e tantas foram destrutivas e humilhantes, eu seriamente dou graças ao Alto, por ter passado por tanta coisa. Tantos obstáculos, tantas tristezas, tantos sofrimentos, tanta, mas tanta vivência na forma como lidamos com o pior da vida, com o outro lado da moeda, porque é exactamente isso que nos faz ter uma visão fantástica sobre a vida no seu pulsar.

E é exactamente isso que faz com que eu possa confortar o próximo com algum assunto que ele ou ela passe, por eu mesmo ter sentido, passado e percebido esse momento. E isso não vem nos livros ou na moralidade, tom, criticas estúpidas e vazias de gente que vê na possível futilidade dos outros a sua perfeição...


Nada é tão bom como o amor, nem tão verdadeiro como o sofrimento.
Alfred de Musset