domingo, 29 de novembro de 2015

ALLAHU AKBAR - A FACE DE DEUS OU O ANJO DA MORTE?


"A título de  exemplo os extremistas bárbaros que matam em nome de Deus. Se eles gritam “Deus é o Maior” em comemoração à um ataque que mata seres humanos inocentes, eles se encontram em sua pior forma.Seu ato de assassinato declara precisamente que Deus não é maior que eles. Pois, se Deus fosse realmente o maior, eles não prejudicariam qualquer vida inocente."

O verdadeiro significado da Jihad: É a luta para superar as nossas próprias tentações e caprichos, a fim de fazer o que Deus quer de nós. Mas fazemos isso precisamente porque “Allahu Akbar”: Deus é o Maior.

O mundo já não é aquilo que Deus pudesse pensar que fosse? Vejamos...Deus sempre soube com toda a certeza que chegaríamos a pontos sem retorno. Guerras, fomes, catástrofes, roubos, assassinatos, pedófilos, corrupção, mentiras e afins, aquecimento global, subida do nível das águas, sistemas financeiros corrompidos, capitalismo atroz.  Já não podemos viver de fogueiras e uma cabana aguardando pacientemente tirar o melhor partido da vida e daquilo que a terra nos fornece.

Vivemos num mundo e sociedades corrompidas por pais, filhos, enteados, um mundo de mentiras, de ludibriações, de luxurias de festas infinitas para aqueles que infinitos se acham num mundo em plena finitude. 

São preceitos totalmente e desde o inicio concebidos e deduzidos na visão de Deus. Nada do que tem acontecido se pode deduzir como algo descabido ou algo que descambou das próprias mãos de Deus. O erro como tantos afirmam, não está em Deus e sim nos homens, que deduzem que Deus precisa das nossas vinganças, da nossa tirania para aplicar a doutrina da demência, baseada no terror e na morte, imposta por aqueles que o fazem em nome de um Deus maior. 

Os homens são nada mais nada menos do que os Deuses que deles mesmos se emancipam e se mostram ao mundo como fazedores da palavra de Deus.  Os incorruptíveis, os fazedores de milagres de arma em punho, o terror imposto através do som "Deus é Grande". Ele é tão grande e tão poderoso que palavras soltas, palavras vãs em nome de um Deus mortífero, horrendo e incapacitado de misericórdia transforma esse mesmo Deus na mais vil mentira de todos os tempos.  A demência mora na morada do ímpio. E que ímpio é esse perante Alá do Islão ou Deus dos Cristãos? Ambos os homens lutaram uns contra os outros em busca da manutenção da palavra de Deus, imposta nunca por Alá e nunca por Deus. Sim....pelos homens.

Não tenho Deus para mim como alguém que possa ter deduzido: " Ops...como é que isto foi acontecer??"

Durante séculos que lutas entre pessoas, territórios, manutenção de verdades, manutenção de mentiras sob o manto de "Deus é Grande" ou " Allahu Akbar" levaram nações, que em nome de Deus sacrificaram milhões de seres humanos. Sejam Cristãos através das cruzadas e manutenção de uma verdade em nome de Deus, sejam muçulmanos através das suas "Jihads" islâmicas. 

O que sempre me fez confusão é que,  nas terras onde seja Maomé, seja Moisés, seja Jesus Cristo como entre outros é exactamente o local onde há mais guerras, profanação, tirania e fundamentalismo exacerbado! Algo está errado...

E todos se baseiam não em Deus, mas nas escrituras tidas como certas, corretas e abençoadas pela luz que Deus atendeu dar aos homens que as escreveram.  

Vejamos: Testemunhas de Jeová, Evangélicos, muçulmanos, budismo, hinduísmo, judaísmo, adoradores do diabo, ateus ( Religião do não acreditar), entre outros. Todos estes se baseiam num determinado Deus, com uma determinada politica, com determinadas regras. 

Os seus credos, crenças são baseados essencialmente e desde jovens de uma forma tão profunda que ás tantas se torna ilógico percepcionar quem está certo e quem está errado. Todos possuem uma devida lógica de acreditação, que para eles difere de todas as lógicas que são,  ilógicamente deduzidas, daqueles que não são mais do que um bando de infiéis e incultos na arte da acreditação de um Deus que é inexistente para aqueles que tanto fervor o apregoam.

No que me toca a mim sempre acreditei. Mas quando se acredita a pergunta que se coloca em em quê e em quem? Serei eu adepto do islamismo? Serei eu adepto da crença que radicaliza o meu pensamento de forma a matar todos os que não acreditam? Serei eu um monstro ambulante ao serviço das urgências de Deus? Quem poderei eu acreditar? Biblicamente falando, devo crer no velho testamento onde a morte, o incesto, o homossexualismo, a luxúria, putaria era o mundo onde Deus comandava no quero, posso e mando? Deverei eu acreditar no novo testamento onde chegou com palavras de salvação, amor, fraternidade e consequentemente uma vida futuro feliz no paraíso?

Em que face de Deus acreditamos nós? Não fui enfeitiçado por palavras bíblicas, por livros de teologia. Li a Biblia, li o Alcorão quando estava na Arábia Saudita, li livros de Dalai Lama, percorri as  castas e religiões hindus da índia ( Em livros, reportagens, estudo), durante anos namorei, privei com pessoas ligadas às testemunhas de Jeová, no Brasil percorri praticamente sempre a mesma Igreja Evangélica, durante um ano acompanhado de um amigo ligado à Igreja, onde escutei, observei e deduzi para mim através da forma como cada um deduz e acredita, uns mais do que outros nos credos tidos para si. 

A FACE DE DEUS PARA MUITOS, RESULTA NA CRIAÇÃO DE ESQUADRÕES DE TERROR QUE EM SEU NOME O TRANSFORMAM APENAS NUM ANJO DA MORTE.

A sensação de grandiosidade que cada Religião carrega consigo é absolutamente deplorável aos olhos que no cimo do seu trono, deve corar de vergonha perante tantas atrocidades. Muitas vezes se questiona e até é servido como o prato forte dos ateus que a culpabilização de Deus em todos os atos existentes. Morreram pessoas inocentes?Porque Deus deixa que isso aconteça? Morrem de fome milhões de pessoas? Porque deixa Deus que aconteça? Morreu tão novo? Morreu uma criança? Porque deixa Deus que aconteça!? O sofrimento, o crime, a ilógica de tanta coisa que nos assola é culpa de alguém que vive numa "Nuvem" ou culpa daquele que com os pés bem assentes na terra conduz milhões ao sofrimento? 

Tirania, fascismo, comunismo, corrupção...é a arte dos homens. Supondo hipoteticamente a existência de um Deus grandioso que possa existir a pergunta que se coloca sendo nós denominados como filhos do mesmo, desta grandiosidade, temos para nós que cuidamos do que nos foi dado como ele possa personificar? 

Todos criamos os Deuses interiores que pretendemos e que nos possa servir de acordo com as nossas ações. Somos filhos de um Deus sem reino e sem regras? Pois isso é que fazemos! Compactuamos com mentiras, traições, lúxurias, riquezas, rimos uns dos outros, falseamos verdades, criamos mentiras, engordamos o nosso ego de acordo com  as nossas crenças mundanas. Filhos de um Deus menor exercitamos uma capacidade única de oratória capaz de sensibilizar o vizinho do lado a matar impunemente com o doce de que ao Céu pertenceremos, pois dele é o nosso reino. 

Criamos conceitos de arma em punho de que só assim, vergando todos os infiéis, sejam cristãos ou muçulmanos, judeus ou hindus, atingimos através da matança um reino floreado, de felicidade suprema e consequentemente vida eterna.  

Suponho que nesta listagem de afazeres a mando de Deus, ao serviço de Deus que o mesmo esteja deleitado ao lado dos anjos batendo efusivamente palmas por ver a sua criação e ao seu serviço numa cruzada em seu nome onde a morte indiscriminada é o topo da cereja do bolo naquilo que o mesmo pretende para o mundo. 

Tristes figuras aquelas que nós homens em seu nome marcamos de sangue no último suspiro de alguém que possa dizer: "Onde estás tu meu Deus?".  

Existe dois tipos de fé que quanto a mim são completamente díspares. Uma, através da chamada fé de inseminação artificial, da lavagem cerebral, do composto anti-vitamínico  que leva centenas de milhares a acreditar tanto numa mentira que a formam como uma verdade indesmentível. E a outra a fé pelo melhoramento, pelo bem, pela necessidade de solidariedade, de compaixão, do bem pelo bem. 

Esta única, é pois a única em que acredito ser aquela que traduz na máxima expressão aquilo que um ser humano tem e terá de ser. E é a única expressão máxima de vida, da constatação de que um ALLAHU AKBAR, onde Deus é grande serve o único propósito que acha garantido na manutenção de vidas e a ele se dá o nome de Amor. 

E nisto...nisto tenho eu depositada toda a minha fé. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

SE CAÍRES FICA LÁ...E APRENDE


"Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim."

Há uma força que contrasta sempre com o facto de desejarmos tanto alguma coisa e por tantos motivos e mais alguns vemo-nos privados de ter para nós o que mais desejamos. Namoros, pessoas, profissões, empregos, cursos, amizades, bens materiais...tudo o que possas achar que te faz feliz é também e tantas vezes aquilo que mais te faz sofrer.

Vivemos todos realidades distintas, momentos singulares que pintamos em nós. O que nos fere, o que nos subjuga, o que nos faz arder por dentro de sofrimento é a constatação por umas e outras razões da nossa educação interior. Achamos tantas vezes de dentro de nós que há uma razão que subsiste como um conceito moral de razoabilidade que só a nós pertence. Diferentemente da racionabilidade somos seres extremamente teimosos. E tantas vezes como está agora em voga dizer " Fundamentalistas" fundamos o nosso próprio estado de emoções de acordo com o que vivemos. 

SE CAÍRES FICA LÁ E APRENDE NÃO É O DESPREZO AO SOFRIMENTO. 

É 
QUE EU POSSO EVENTUALMENTE VIVER SEM VOCÊS....MAS EU NÃO POSSO DE FORMA NENHUMA  VIVER SEM MIM.


Tenho tentado aprender o que é significa sofrer, dores, feridas ou chagas marcadas na alma. Com o passar dos anos fui vendo como cada pessoa se vai desenvencilhando das marcas das suas dores.  Cada um à sua maneira determina para si o significado e forma de ultrapassar as marcas das suas dores. 

Nunca me debati com o sofrimento. Sempre soube que ele vinha com a bandeira de paz. Apesar de se olhar para ele como um monstro que vem para nos marcar de feridas que ficam marcadas, sempre abri os braços a ele mesmo. 

NÃO É QUE TU ME ASSUSTES...MAS É QUE EU NUNCA TIVE MEDO DE MIM...

Nunca corri em busca de um abraço, nunca chorei sem sentido,  nunca me debati com as amarguras e com a pressa de ultrapassar tudo e todos. Que viesse sempre com todas as lanças, com todos os exércitos, prostrei-me sempre, não para me render a ele...apenas e só para aprender...

Esta pressa interna de nos curar-mos, de nos levantar-mos o mais rápido possível transforma-se sempre num looping de emoções e gastos de energias sistematicamente em erros atrás de erros.  

TANTAS VEZES PERGUNTEI AO SOFRIMENTO: PORQUE ME FAZES ISSO? E ELE TANTAS VEZES ME RESPONDEU: LEVANTADO NADA APRENDES...CAÍDO CONQUISTAS O MUNDO.

EU ENTENDI...E TU ENTENDES?



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

UM GOVERNO ABATIDO PELA GANÂNCIA DE UM PARTIDO.


Nunca em tempo algum me atrevi a falar sobre politica neste meu espaço. Confesso...não tenho arcaboiço no que toca a matérias políticas para discutir num nível para o qual não estou preparado.

Isso não é impeditivo porém de tentarmos perceber o que se vai passando à nossa volta e com isso parcas ou não que sejam essas ilações, construirmos também à imagem daquilo que vemos e ouvimos as nossas próprias constatações. Que, diga-se....carecem sempre também aqui e ali de mudança de pensamento, alteração de visões muitas vezes mais amplas,  de sabermos atentamente perceber também a informação e a necessidade imperial que tantas vezes necessitamos para discutir os assuntos mundanos, e no caso...politicas. 

Eis o que se diz....

Ponto 1 - Um Governo que Felizmente\Infelizmente teve de colocar em prática cargas enormes sobre o ombro de milhões de pessoas no que toca a apertar o cinto.
Pergunta: A vida era tão bela com anteriores governos, onde os gastos foram tão grandes, exorbitantes, despesistas que para nós continuarmos bem ....estes deveriam simplesmente deixar andar? 

Erraram na educação financeira que tantos portugueses despesistas lavavam as mãos como Pilatos a favor de uns e em detrimento de outros? Sim, foi duro! Teve de ser! Não havia outra forma, porque de outro modo continuávamos todos numa grande festa dentro de um circo vazio. Acho graça os partidos tidos como esquerdistas, venham agora passados 40 anos de Democracia ( Uma falsa sensação de real democracia existencial) dizer: " O povo disse com todas as letras que queria este Governo fora daqui" ....Really!?!? Say What?!? 

QUEM FAZ DE UM POVO ESTÚPIDO É MAIS ESTÚPIDO, DO QUE A FALSA MORALIDADE QUE EM PROL DE SI MESMO CARREGA COMO MONTRA DE UM SALVADOR SEM TRONO.

Ponto 2 - Não sou jornalista Politico, não sou deputado, não carrego comigo bandeiras partidárias. Não sou Português ou de outra etnia, cidadania, naturalidade. A minha morada são todas as moradas e o chão onde piso é igual em todo o mundo. Por isso mesmo na ideia de moralidade, ética a sensatez, luta pela verdade, combate aos extremismos e falsos atentados à consciência humana há uma linha que separa aquele que fala e aquele que escuta. 

Vejamos...um Governo Maldito como diriam tantos portugueses, governou por 4 anos. Foi duro como já citei acima...sem dúvida que o teve que ser. Nestas trocas e baldrocas partidárias teremos sempre alguém que na tentativa de melhorar é sempre acusado nem que seja por um e aquele que na tentativa de fazer o mal...idem, idem...aspas...aspas. Caímos na vã realidade politico social, de que nada vale confiar ou ter para si um Governo que mesmo tendo governado de chicote em punho...foi novamente escolhido....pelo PS...ops....desculpem...pelo...POVO!! 

Finalizando pois não quero alongar-me neste precipício politico para mim não há nada mais forte do que a união de um Povo contra todas as atitudes que possam ser cometidas pelos seus governos.

Nestas eleições caiu-se na tentativa escamoteada e à vista de todos de um "Golpe de Estado" de gente que de fato e gravata, tão bem falantes acharam-se no direito de dizer: 

ESTÃO A VER? O POVO DISSE COM TODAS AS LETRAS QUE NÃO QUER ESTE GOVERNO POR MAIS 4 ANOS!!

O povo elegeu com 38% dos votos a Coligação que está ainda...no Poder. Um bando de gananciosos entendeu que a palavra não pertence ao Povo senão ao seu próprio umbigo com sede de poder, de palmadinhas nas costas, de "Jobs for the Boys"...e uma vez conseguido dirão:

OBRIGADO PORTUGUESES POR CONFIAREM EM NÓS...

O povo não escolheu um Governo que praticou o mal. O povo escolheu um Governo que em condições totalmente desastrosas que vinham de trás teve de tomar medidas como um pai ou mãe que tem de educar um filho. O povo...esse grande asno da sociedade percebeu o que teve de ser feito e confiou...não para que este governo viesse fazer pior, mas que depois de toda a tempestade pudesse vir uma certa certeza de Bonança...

Vergonhoso...é que na tentativa de escamotear os votos de milhões de Portugueses...venham estes Técnicos de enfermaria de fatos e gravatas em socorro dos pobres portugueses que não estão nada bem...e por isso mesmo que nos coloquem um colete de forças, porque...como diria JC " Deixa-os...eles não sabem o que fazem".

Entre uma democracia ideal de bem comum...não deixa de haver um regime ditatorial de regimentos de partidos e partidinhos que sedentos de poder...se usam da inteligência para marcar de burros todos os outros.

sábado, 21 de novembro de 2015

AS GORDINHAS DA MINHA VIDA...FORAM AS MAGRAS MAIS FORTES QUE HOUVERAM!

AS GORDINHAS DA MINHA VIDA

Naquele dia não dormi nos teus braços porque abriste as portas do teu quarto por uma noite. Naquele dia quando abriste as portas, já eu me tinha perdido por ti.

Não medi a tua gordura numa balança. Naquele dia olhas te para mim como se fosse único e exclusivamente teu. Não reagi com um olhar inquisidor quando no meio das meninas de corpo violão, lá estavas tu soridente de copo na mão e felicidade contagiante. Não medi pela altura ou densidade corporal.

Sabes o teu sorriso abriu portas à minha liberdade. Libertaste-me com o olhar...salvaste-me com o teu sorriso.

Naquele dia só tu existias e só tu davas valor ao verdadeiro conceito da minha existência.

Naquele dia não ouvi o amigo que prevaricou contra ti. Não escutei o desassossego nos meus ouvidos que não me servirias. Não vestimos o mesmo tamanho de roupa. Não te consegues baixar para apertar os cordões dos ténis, mas eu fiz questão de me ajoelhar aos teus pés para o fazer...e de sorriso nos lábios.

Naquele dia quando dançavas comigo na pista sobre sorrisos mal dizentes, conversas entabuladas entre uns e outros e da sensação do impossível entre eu e tu...eu não dancei. Eu voava na nuvem que tu tinhas gentilmente preparado para mim. Eu não me importei com o que diziam, com o que disseram, com o que ouvíamos a cada esquina. Naquele dia deitei-me ao teu lado, abracei-te e percebi que não tinha colocado as chaves na porta e via uma cama vazia. Ahhh não! Naquele dia eu soube que tinhas entrado para ficar. Porque eu não te escolhi a ti, tu escolheste-me a mim.


Hoje não estás mais...e todos os dias te abraço como se fosse o último. Porque sabes...tudo o que foste para mim do mais pesado que eu poderia ter na minha vida , esse teu amor, essa tua dádiva ultrapassou a marca de todos os pesos. E é o peso do amor que trago do teu sorriso farto. O peso que me deste, é o peso que carrego com orgulho na liberdade que me proporcionas-te em amar-te. Naquele dia amar-te como eras não foi nunca tarde demais...mas foi cedo demais para te ter perdido.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

UM MUNDO DE TODAS AS CORES



Sou de todas as cores, de todas as vidas, de todas as formas e de todos os feitios. Sou de todas as cores, de todos os sabores, sou a tristeza, sou a alegria, sou a vida e sou  a morte. Não sou de um ou de dois. Não sou, nem o melhor e nem o pior. Sou e apenas sou.

Sou do pobre, sou do rico, sou da fome e da abundância. Revejo-me na morte de uns,  como na morte de outros e ainda assim não me revejo em nada. Revejo-me na vida de cada um, como se da minha mesma o fosse. E ainda assim...nada do que aquilo que vejo o sou.

Sou de todas as cores, sou de todas as formas, comporto em mim todos os silêncios do mundo. Sinto todas as alegrias, todos os desesperos, todos os gritos de revolta e ainda assim grito, grito sem multidão, sem palmas ou afetos. Mas ainda assim...nada do que sou o é, e tudo o que sou eu...sou. 

Sou todas as bandeiras e ainda sim, não sou de nenhuma. De tão pequeno que sou, passo por ser nada do que sou ou do que poderia ser. Mas ainda assim, sou!Porque eu sei que sou! Sou a minha liberdade, sou a minha vontade, sou a minha luta, sou o meu regaço, a minha força, a minha tristeza e a minha bandeira ahhh...essa é  o meu amparo. Ainda assim...eu o sou. 

Carrego em mim todas as dores, todos os minutos, todos os silêncios, todas as mortes e ainda assim, nada...carrego...nada faço, nada sou, perante tudo aquilo que é e somos. 

Há vida que palpita, há fome que não reabilita. Há uma criança que chora e na lágrima vertida...não há amparo, não há limpeza, existe apenas tristeza. Há um silêncio profundo naquilo que é e não vejo. Naquilo que é e não sinto. Não estou lá, não sou eu. E ainda assim sou tudo e todos são parte de mim. 

Não posso ser só uma cor. Não posso ser apenas o que sou, porque ainda assim eu sei que nada sou. Sou o meu pequeno mundo, o meu pequeno copo que se enche ainda de vinho, da fartura, da alegria. Sou o meu pequeno prato que se enche de iguarias sem igual. Sou da melhor plantação, sou do melhor brasão, do melhor reinado. E ainda assim...nada sou. 

De tudo o que sou e não sou há uma certeza porém...de medo não sou feito e de coragem é a minha linhagem. E se ainda assim no horror que perante os meus olhos se prostra na mão que deseja que me afunde...ainda assim direi...hoje não! Hoje não!

Que no medo que impões eu viva...e que na coragem dos horrores que praticas eu te consuma com tudo o que sou...

No mundo que tomas em ti como teu, rei e senhor...que eu possa dizer então:

"Aqui eu vivo também."






-