quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O ABOMINÁVEL MUNDO DA CORRUPÇÃO MORAL HUMANA


"CARÁCTER É FAZER O CERTO MESMO QUE NINGUÉM ESTEJA A OLHAR"

Estima-se que os seres humanos tenham começado a andar pela terra à cerca de 1,5 milhões de anos. A nossa racionalização fez e faz com que sejamos distinguidos de forma diferenciada de um animal irracional, ainda que essa irracionalidade seja subjectiva aqui e ali. 

Em que momento nesta existência nos tornamos geração após geração tão imorais, complexos, corruptos e inexistentes moralmente? Em tantos casos onde a ética é necessária, como caminho essencial para bases estruturais sólidas, que sendo tantas vezes complexas exigem uma uniformização de atos de um por todos e todos por um, porque não o fazemos?

A mente humana é de facto de extremos. Exagerada, complexa e padece de uma ideologia segregada que afeta milhões de pessoas. Eu não entendo nada de economia, negócios obscuros, leis criminais ou de ideologias partidárias ou politicas. Mas eis o que entendo nesta caminhada de mais de 1.5 milhões de anos: O ser humanos tem sido capaz, tal como um camaleão de se adaptar a inúmeras formas de corrupção moral e não só.

Existe um medo latente de ser dono do nada. Um medo intrínseco de ser um viajante sem rumo, sem reconhecimento, com um abominável receio ante o sofrimento. Há uma conjuntura de interesses que foram sendo aprendidos aos longo dos séculos que tem a ver com a solidariedade corruptiva entre homens e mulheres. Essa solidariedade face à corrupção moral é visível em várias vertentes. Amor, amizade, políticos, empresários, grupos de fomentação de pobreza e afins.

Quem são pois esses fomentadores de pobreza, criando um desnível acentuado entre classes que cada vez mais se vai tornando as assimetrias abissais? Os fomentadores de pobreza alheia não são mais do que as classes VIP, amigos do alheio, das palmadinhas nas costas, dos "Jobs for the boys", os consumidores e sugadores da classe mais pobre em detrimento da imensa escada rolante que usam que tem o nome de proletariado.  Corrupção a rodos, enganadores do alheio em beneficio próprio, pirâmides autênticas de favores em cadeia entre uns e outros. 

Há uma ideia consumista, capitalista não em prol de todos por todos mas de todos para mim. Este para mim é o ponto de partida de quem usa o "todos", a força trabalhista, como slogan de campanha na arte de enganar o próximo. Milhões e milhões são negociados por esse mundo fora entre gente que desejando ter a vida diferenciada de todos os outros, com todos os luxos, reclama para si os louros de um império construído com base na corrupção moral. 

Esta travessia no mundo em constante adaptação, esta luta entre David versus Golias, faz-me recuar até ao verdadeiro conceito do significado de Deus como regente moral. Está mais do que percebido que 1.5 milhões de anos não chega para se atingir um patamar de equilíbrio de forças, está mais do que percebido que não basta o conceito de ser ateu para ser puro. Não basta uma explosão no Universo com a consequente criação do mundo e do qual fazemos parte para se definir o grau ou género daquilo que somos e o que fazemos em prol de uns e outros. Estamos e continuamos  a estar seja por uma vertente moral mundanda, seja pela vertente moral religiosa a anos luz da definição do que é ser humano, do conceito de um por todos e todos por um. 

Se Deus ensinou e não acreditamos...se o homem ensinou e nós não ouvimos...o que faremos nós, pobres humanos que perdidos nas teias do mundo, cheios de dúvidas e medos, não temos nem Deus, nem homem para clamar por "Um mundo melhor"?


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