IT IS NOT TIME TO DIE - ERGUE-TE E VIVE!



O tempo voa depressa demais, eu sei. Pergunto-me inúmeras vezes se o sentido que dei à minha vida foi o correto? E tu? Estou onde quero? Amo o que faço? Estou com quem quero? Já se questionaram sobre isso? Será que conheço quem sou? Tenho a vida que desejo? Conheci todas as pessoas que quis? Quem deixei mal ou em sofrimento? E porque não deu certo? Tanto por fazer, tanto por dizer...mas espera! Ainda não é tempo de morrer...

Porque as pessoas se afastam e porque nos afastamos? Criamos amizades reduzimos amores a inutilidades, debatemos connosco quem merece e quem não merece. Somos senhores de razões tantas vezes egoístas como injustas. Será que dominas o tempo? Ou o tempo domina-te a ti? Aguarda...ainda não é tempo de morrer. 

Assim como os outros o são para nós. Temos tantas vezes uma vaidade inutilmente orgulhosa. O nosso ego tantas vezes é o principal fio condutor da nossa própria destruição de consciência. Mas podes mudar, alterar consciências, modificar o status da tua alma. Porque sabes? Ainda não é tempo de morrer...

Bem sei,  bem sei que algum dia deixarei este mundo. Mas não hoje e nem agora. E bem sei que não fiz tudo o que desejava. Fizeste tu? Momentos há que pensamos: "Será que há tempo!?". 

Caras ficam por conhecer, pessoas ficam por beber do nosso conhecimento e nós dos outros.Cumplicidades e partilhas ficam por estabelecer, momentos vazios que ficam por preencher. Mas ainda não é tempo de morrer.

Nem sempre conquistarás o que desejas, não serás o melhor, não terás o amor que desejas, a vida que desejavas viver, os sonhos desfeitos. Não serás conhecido ou até reconhecido.

Entre tantos milhões muitas vezes o teu eu será entre muitos apenas mais uma placa no cemitério com a frase final: " Aqui Jaz". Sim...alguém chorará por ti é certo! Depositará flores que o vento tratará de levar, como a vida o fez. Mas não te desiludas...ainda não é tempo de morrer. 

A vida continua, os passos, os sonhos, os desejos, as trocas, os sorrisos ou lágrimas. A luta continua. Uns irão, outros virão. O sol continuará a nascer, assim como a lua continuará a aparecer todas as noites. Um dará sempre lugar a outro. Mas não chegou ainda o teu tempo...

Coisas ficarão por dizer, não houve tempo, não se criaram pontes de soluções, ódios  ficaram encarcerados, feridas abertas, costas viradas, as vidas continuam seguindo. Mas ainda não é tempo de morrer...não agora. 

Ainda que a morte te espere, o sorriso desapareça, as tristezas se amontoem, os momentos desejados nãos sejam vividos, ainda não é tempo de morrer.

Ainda que caias, ainda que te falte amar na plenitude, ainda que vivas dentro de ti com as marcas do passado ou presente e ainda que sucumbas de joelhos perante a vida e a vejas sem sentido....ainda não é tempo de morrer. 

O tempo não pára...tens de continuar. Tens obrigação de viver ainda o que tens de viver. Ainda que o teu castelo sonhado, esteja em ruínas. Ainda que abras a porta em roupas rasgadas, feridas marcadas, tens de continuar. 

Sossega...porque ainda que a morte te espere, aperta-lhe a mão, entrega-lhe um sorriso e diz-lhe:

-Por favor....volta mais tarde.
-E porque o faria? Isso tu não decides...
-Tu decidirás a vinda da morte, mas eu decidirei a manutenção da vida...

Comentários

Claudia Dias disse…
o que mais gosto nos teus textos é a forma como os acabas! este final de "diálogo com a morte" está muito bom! :) Já agora recomendo o livro: As Intermitências da Morte, José Saramago. ;)

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