sábado, 17 de setembro de 2016

QUEM SE VENDE POR POUCO....PERDE-SE POR MUITO...




Entre os mais de 500 " amigos" no facebook, entre eles e elas há uma notória inverdade na demonstração efetiva de quem é quem. Existe na verdade e maioritariamente uma necessidade de demonstrar através da nova denominada "arte do corpo" o desejo de fazer prevalecer uma ideia de quanto valemos, como valemos e de que forma valemos, salientando com isso a ideia de que o corpo, esse templo individual que carregamos, como forma de menu apetecivel a quem esteja disposto a pagar mais com os seus Likes e comentários. E por isso mesmo hoje apeteceu-me fazer algo diferente.

É uma forma que tenho reparado desde há muito, ser um chamariz tanto para homens, seja para mulheres. A arte da "venda" do nosso templo, recheado de formas de negociata nesta apresentação, tem-se revelado um sucesso de "Likes" e mentes ávidas de conseguir ter acesso a menus na verdade...vazios, desgastados pelo vazio de talento, de dons, de formas de ser que permitam, que o que esteja à vista e seja visto, como prato principal a obter o quanto antes, seja um corpo que defina teias e formas de sustentação de felicidade.

Será isso suficiente na campanha de angariação de "Likes" e obtenção de estatutos de auto estima elevada, que produzam não vendas do corpo, mas sim vendas da alma? Que preço ostenta a manutenção e produção do meu prato? E o que tenho no prato....é suficiente para alimentar o meu ego? Para reproduzir quem sou? Como sou?

Luxúria, desejo, sonho, objetivo, tentação? Como denominamos a arte ou talento que possuímos? Ou por outra, não teremos nós talento nenhum e na verdade a única arma de arremesso e conquista do outro,  se baseia na demonstração de um bonito corpo, seios, bunda, bíceps, tattoos? O que desejamos mostrar? Obter? Angariar? Será o desejo intenso de obter aprovação? O desejo de qualificar quem somos e como somos através do corpo?

Quem se vende por pouco, perde-se por muito! E isso é uma realidade indesmentível, porque a noção de bem estar, de regozijo interior através do desejo de incutir no outro a vontade de possuir ou ter, revela-se nunca como uma vitória pessoal, sim como uma mentira, onde quem se banha na visão de um corpo, perde-se na ilusão do descrédito em si mesmo.

Só és o que preciso...quando revelares aquilo que necessito...

BM







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