segunda-feira, 3 de outubro de 2016

ARROGÂNCIA - O REINO SEM COROA...



O mundo realmente é um lugar às vezes insípido no que toca a sentimentos e formas de ser de muita gente. Tenho tentado falar com o mundo da melhor forma e com isso também equilibrar o sentido lógico de mim para os outros e dos outros naturalmente para mim. 

Era necessário ao mundo ser regulado por tanta insensatez? É uma luta desumana neste encontro de almas que às vezes temos uns com os outros. Em cada 10 filhos da mamã e bonzinhos que nascem, 7 irão tornar-se autênticos filhos da puta. Não há que ter medo de o dizer. Gente ávida de sucesso, de nariz empinado, que se acha melhor do que os outros debaixo de capas de humildade forjadas em lutas vazias e que ainda assim contam histórias de luta, batem no peito como gente honrada, esforçada e dedicada ao "sofrimento", quando na verdade nem sabem o que isso significa verdadeiramente. 

Detesto se sempre detestei este tipo de gente que nada mais é do que gentinha que na sua graciosidade e eloquência pensa que um punhado de amigos riquinhos, família de brasão de ouro, de status garantido na vida, estudiosos da sociedade nos seus belos carros, casas ou empregos se denominam como verdadeiros lideres de sociedades que se escravizam a seus pés.

Gritam , revoltam-se, criticam, mandam e desmandam a seu pelo prazer, esquecendo-se tantas vezes ou não...que no final deste ciclo da vida o seu corpo ficará misturado entre lama e a podridão, que não é mais na verdade do que o verdadeiro sinal daquilo que todos merecem pelos seus atos.

Detesto gente mesquinha, mas adoro aprender e beber da sua própria ignorância. E para isso visto sempre a capa do cordeiro e humilde na tentativa de me subjugar ao seu reino, fazendo parecer ao outro que a sua força é inimaginável. É o retrato de uma luta onde a falsidade ganha contornos de batalha contra a arrogância. É necessário e é fundamental que mesmo na luta pela verdade o papel de falsário seja implementado como uma cura de nós mesmos. Poderás dizer: " Mas amigo, ser falso vai contra a essência do que é ser bom e verdadeiro!" Não!! Para lutares contra a arrogância, tens de estudar bem o teu "inimigo", perceber os seus passos, as suas formas. Observar o seu crescimento.

Os tempos mudaram, já não podemos ser David contra Golias. Hoje com a panóplia de sofrimentos, de espezinhamentos, de criticas, de arrogâncias exacerbadas...deixamos de ser David contra Golias. Essa observação requer um planeamento ao estilo de 007! E só vences a arrogância dos outros quando a tua capa de falsidade estiver perfeitamente oleada.

Porque a única forma da arrogância não penetrar em ti em que tu não mais te subjugas ao que ela possa ter impacto em ti,  é quando a vires como uma doença digna de cura. Quando a perceberes como algo que não te pertence, quando mesmo subjugado a olhas nos olhos e dizes: " Estou imune a ti". E isso só acontece com um trabalho interior que te capacita para não seres um dos muitos milhões de filhos da puta  que existem. Porque...os há!

Adoro sinceramente fazer o outro de estúpido numa tentativa vã muitas vezes de que ele se entenda a si mesmo e perceba o verdadeiro significado no espelho do seu espelho daquilo que realmente é.

Adoro entrar em contato com gente de nariz empinado que muitas vezes por entre os seus sorrisos de lamento falso de um olhar compadecido connosco, não é mais do que a sua própria arrogância a falar mais alto. Percebo sempre nas entrelinhas por entre os altos da compadecida a frase sublimar que passa em rodapé: " Coitado...".

Durante a minha vida tanto eu como talvez vocês desse lado passaram por situações inúmeras, seja com chefes, amigos, namoradas e namorados, que de certa forma e invariavelmente aquele toque emocional de grandeza soou naturalmente aos vossos ouvidos.

Gosto de perceber estas assimetrias existentes na alma humana. Esta classificação dadas a uns e desclassificando outros como sub-seres de um mundo invisível. Sempre gostei de me sentar no meu humilde trono talhado a madeira e espinhos e perceber que no sangue que verte do meu corpo a cor não classifica ninguém na hora da morte.

Queremos ou desejaríamos tanto mudar o mundo, alterar conceitos, vivenciar tipos de sentimentos que fossem unânimes a todos. As pessoas vivem na verdade de classificações sustentadas por aquilo que a sociedade fornece. O status, a grandeza, as hierarquias, as fugas ao sofrimento de todas as formas e feitios. As pessoas vivem para reinos sem coroas. Vivem do toque de trompetes sem sinfonia, de aplausos em circos vazios.

Adoro gente arrogante, falsa, que se fundamentam em mundos e opções fora das emoções necessárias para o complemento da vida. Não gosto e nunca gostei de gente que se quer fazer parecer mais esperta que o outro. Não gosto de gente que entre   mansos, conversas de santo onde o pecado é apenas uma simbologia dos tropeços da vida. Gente que se faz de santa ou santo na tentativa de tapar os seus buracos mais profundos, mostrando a sua grandeza através de falsidades e lutas incrivelmente ultrapassadas.


Gente vaidosa, fiel à sua teimosia que teimosamente as deixa inertes na sua própria embulia cerebral. Adoro perceber nesta onda de cartazes espalhados pelo mundo onde a mensagem sublimar entre olhos ternos e sorrisos lindos não passa apenas de um: " Eu acho-me melhor do que tu".

Simplesmente acho genial perceber nos outros e beber dos outros toda esta informação onde me saboreio com intensidade daquilo que mais necessito na vida.

E o que mais necessito? Os aplausos...ou os abraços sentidos?

Diz-me tu...






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