domingo, 6 de novembro de 2016

GIVE ME MONEY...AND I WILL SHOW YOU MY LOVE



Alimentar a ideia daquilo que se espera, que se aguarda, que se deseja,  que uma pessoa nos possa dar, sempre foi de certa forma consensual entre muitos, como uma absoluta normalidade. Ora se eu dou...de certo, terei de ter algo em troca. Dizem pelo menos as más línguas. Muitos...mas nem todos o dizem.

É natural que em várias situações, seja na luta de uns pais pelo melhor dos seus filhos ( estuda muito para teres uma boa profissão, para nos fazeres orgulhosos!) , seja a aposta em alguém numa empresa ( Se continuares assim, espero muito de ti no próximo cargo que tenho para te oferecer!), seja o inicio de um namoro (Aiii...ele é tão querido! O outro não me levava a sair? Será que este leva? Talvez tenha algum dinheiro também...), seja até o desejo de ter alguém por uma noite ( Que lábios ela tem...será que aqueles lábios se desdobram juntamente com os meus?), seja nas amizades ou em qualquer tipo de relação, há sempre uma ideia de alguma necessidade de retorno. E o retorno  esse, muitas vezes a qualquer custo, sem olhar a quem.

As mulheres muitas delas ( não todas!), são eximias nisto! Nesta lei descabida que muitas entendem ser a solução dos Machos Alfa para a resolução dos seus problemas. Umas falam em "equilíbrio financeiro" necessário à sua preservação, outras falam um palavreado à "Wall Street", como "Soluções de gestão financeira amorosa".  A minha mãe dizia: "Vai trabalhar preguiçosa, faz-te mulher!".

Mas na verdade o retorno, o que se espera, o desejo de ter segurança para si, garantir a preservação da sua própria sobrevivência, o seu equilíbrio sem recorrer a grandes esforços próprios, muitas delas colocam o dinheiro como principal factor e depois...naturalmente...o que o dinheiro poder pagar, para aumentar a sua...satisfação amorosa.  No money...no satisfaction!  No satisfacton...no funny!


Há um interesse latente em que os que se desejem Machos Alfa ou Deuses adorados do Olimpo, possam ter um estatuto que envergonhe as suas amigas e as levem ao céu como seus protetores financeiros. E o amor? Bom...o amor logo se vê, conforme a manutenção do equilíbrio da felicidade das mesmas. 

As mulheres tem medo de perder mas não tem vergonha de se perderem. Compram-se por muito e vendem-se por pouco ( Easy...not all the ladies!).  E esse é o grande medo da sociedade em geral, mulheres muitas delas, que se batem pela igualdade e emancipação financeira e ainda vivem da necessidade do valor de um cartão de crédito e de alguém que possa tornar realidade os seus sonhos e objetivos. Com isso mais amor, mais tesão,  mais vontade, mais interesse capitalizado.

Tem pavor de que o seu amor, o seu talento (ou ausência dele), a sua visão, as suas necessidades, as suas vontades, as suas apostas não tenham um retorno que seja válido, consensual, necessário para o que deduzem ser o caminho. E o medo instala-se e que fiquem deficitárias do esforço que fazem. E daí muitas vezes, escolher-se o caminho menos doloroso e mais fácil, mais desonrado para umas e mais honrado para outras.

-Que mal tem querer um gajo com dinheiro e estatuto??  - Perguntou um dia uma amiga.
-Nenhum...para ele...todo para ti! Se é que me entendes....
-Alguns de vocês, são uns fracos, porque se baseiam na vossa frustração de não ter, apontando o dedo às nossas escolhas. A minha escolha é simples! Se aquele tem mais do que o outro, aquele...tem mais possibilidades de me fazer feliz...que o anterior!
-E se ele não conseguir mais o teu sustento? Para onde caminhas? A quem te entregas depois? Por quem correrás tu para a tua salvação?

O engano é sem dúvida o mais prático. O engano no amor, o engano de si mesmas, o desequilibro pérfido que vive da mentira em redor de amores por todos, mas que na prática é apenas de amores resumidos.

Todos no geral, c
ompram e vendem ilusões e ainda assim...nunca estão satisfeitos, porque se vive numa eterna luta onde se leiloa as nossas fraquezas, as nossas preguiças, as nossas inverdades. Leiloa-se a nossa alma em troca de alimento do nosso ego. Ego que para umas é válido pela sua salvação de vida, para outras é desnecessário pela sua própria emancipação e valorização como mulheres de combate, livres, dedicadas à preservação do seu próprio estatuto como mulher. As fortes dedicam-se à vida que dê vida, as fracas a suplementos de vida, a balões de oxigénio que comprove as suas lutas vazias.

A incompetência  muitas vezes é a arma dos astustos. Não carece de honra, não necessita de moral ou ética. E a astúcia é rica em povoar a verdade com penosas doses de mentiras, transformando o incompetente, num brilhante estratega.

Dinheiro é necessário? Claro! Dinheiro faz falta? Claro! Paga viagens, manutenção de carros, casas, filhos, alimentação, transportes, amantes, saídas, concertos, escapadelas, roupa e afins.

O problema não é o dinheiro em si. O dinheiro necessita apenas de um ponto essencial. Equilíbrio! Que nem sempre é conseguido, que nem sempre é mantido, por variações, alterações da vida. Mas isso gera luta, necessidade de correr pela sobrevivência, ganhar calo, saber valorizar o que não se tem muitas vezes. A ganância eleva-te à ignorância. E a ignorância ao estatuto de ser preenchido pelas luxurias do mundo. Sabe bem? Claro que sabe! Mas se vivo de amor, como posso hierarquizar a minha prioridade como sendo o dinheiro?

O medo que muitas se rodeiam na presunção de que a vida está entregue ao ópio que o dinheiro compra não é escravo do mesmo. É escrava de si e apenas si...

Como diria alguém: Prestigio só dá dinheiro às grandes marcas...o resto é pó. 


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