terça-feira, 6 de dezembro de 2016

PENIS IS THE ONLY TRUE BRAIN?



Sempre se ouviu dizer que os homens pensam com duas cabeças. Naturalmente que não é mais do que uma mentira criada para baralhar as mentes femininas e com isso deduzir-se que somos alguma espécie de extra terrestres com poderes extra-sensoriais.
Mas de um modo geral os homens apesar dos bonzinhos, dos fofinhos, dos amiguinhos, dos queridos, os melhores amigos que estendem o ombro para chorar, para ouvir ou falar...existe sempre naquele que se mostra tão sorridente, querido, fresco e fofo um potencial serial killer de ratas. Ela nada te diz, mas sussurra entre dentes as vontades que da boca não saem.

E desculpem a expressão. Mas entre buceta, rata, xana, cona, vagina, deusa,  órgão sexual feminino...ou coisinha fofa no meio das pernas ( na verdade no meio das pernas ficam os joelhos...mas ok....) prefiro chamar de rata. Rata tem uma conotação de certa forma querida. A ratinha é esposa do ratinho e os dois são peludos (a não ser que em conjunto tenham feito alguma lipoaspiração de pêlos). Sempre dá uma sensação de memorial de banda desenhada dos tempos da pantera cor de rosa ( se bem que a pantera cor de rosa era toda depilada e rosa choque) e outros. Vasco Granja, de certo que lhe chamaria rata sem problema nenhum. Se acharem que ficam susceptíveis as minhas sinceras desculpas...

Os homens tem dois tipos de intencionalidade. Conhecer de forma a ativar a potencial química e química para ativar a necessidade de foder. Não vejam este "foder" como uma descrença na atitude e resultado de uma gramática fraca da língua portuguesa que eleva o calão à expressão máxima de patriotismo nacional. Mas o pénis não se coaduna com emoções amorosas e palavreado sentido que reforce a matriz do amor.

Sempre que te interessas ou vês alguma mulher que te faça perder os "sentidos" momentaneamente de um lado pensas: "Caramba...tão boa..." E este "Tão boa..." é apenas o prenúncio que valida a vontade e a necessidade de mostrares que és homem. Na verdade quase todos nós somos um bando de fingidos que se escondem por entre olhares ternos e palavras tantas vezes oucas...e moucas. O cérebro transforma-te num lobo em pele de cordeiro. O pénis não! No pénis não há resíduos de mentiras ou omissões. Não há feridas da "alma". Ele é nú e cru na sua verdade e essência.

Quando deduzes olhando para alguma mulher do teu gosto e pensando alto para ti: "Tão boa" não estás propriamente a ativar a necessidade de irem de mão dada escolher roupa num centro comercial. Tu expressas o "tão boa", porque na verdade dizendo isto alto e em bom som aos ouvidos daquela por quem tu expressas essa "tira" de palavreado, se a mesma ouvisse e pudesse responder " Sim, sou, queres provar?" não ias com toda a certeza dizer: "Estás parva!? Sou um individuo de respeito! E além disso a minha mãe está a chegar...".

Portanto e ainda que não sejamos totalmente condicionados pelos desejos do pénis, os pólos ligados no cérebro principal difundem sempre para o cérebro de baixo as coordenadas a ter em caso de conquista. É como se estivessem sempre interligados, mas a última palavra que te invade incessantemente é sempre : "Kill the pussy...be a man!"...

Há sempre o intuito claro ainda que muitas vezes encapotado de garantir para ti o prémio principal que contempla em ti a garantia de que, tens a capacidade de prostar aquela mulher aos teus pés. E o que valida a tua auto estima passa pela tua inteligência na forma de conquista e a garantia de que, o teu pénis deixará a marca necessária para que nenhum outro possa ter a oportunidade de fazer melhor do que tu. É a velha história do príncipe num cavalo branco, só que na verdade este príncipe anda direito sob duas rodas sempre com aquele ar lunático de: " Hoje tem?"

O que comanda a necessidade e o desejo intenso de ter, possuir,  é a forma como olhas, tocas, beijas a forma como deixas a tua marca, a forma como tens "pegada". Não é a forma como lês, como fazes a critica de um filme ou livro de forma sublime, os aplausos que ecoam de plateias. Vais garantir brilho, vais garantir elogios, mas quando chegar a hora e ousares dizer: " Ahh...isso não...porque posso deslocar-te a bacia"...então já foste!

Já Freud dizia que tudo na verdade se resumia a sexo. Tudo o resto, são tretas. Os livros, o cinema, os jantares, os almoços, os lanchinhos, as prendinhas, os amigos do peito, o ombro fofo, as musicas, as almas gémeas, os horóscopos tão idênticos que batem um com o outro, são apenas formas de ludibriar a verdadeira intencionalidade de um pénis ávido de mostrar a razão à mulher o desejo de se fazer ouvir como o principal ator: " Say it! Who is your man?"

O pénis na verdade é um desgraçado que sofre intensamente,  que tem de levar com as tretas do: " És tão querido...", " És o meu amigo do peito", " Será que gostas de mim, como gosto de ti?" " Não sei...tenho medo...vamos dar algum tempo". "Não te conheço bem...é melhor irmos devagar". Tenho a sensação que nessas alturas de desespero o mesmo olha para nós e diz: " Não dá para ela se agarrar a mim e consolar-se? És sempre tu que és o querido e fofo não é?" - O pior inimigo da mulher é a carência...a mesma...que é a melhor amiga do pénis. Os dois são uns falsos, porque vivem de ilusões.

Diriam vocês meninas que estão desse lado: Isso não é verdade! Há tempos para tudo. Há pessoas que nos dão atenção, que partilhamos musicas, livros, momentos, conversas, tertúlias fantásticas, discussões filosóficas e afins. Certo, direi eu!

Com toda a certeza...maioritariamente os homens são uns mentirosos...e o único que tem a coragem de mostrar a sua verdadeira faceta, que está sempre pronto nas alturas mais inusitadas, é aquele que firme e hirto iça da sua bandeira faça sol ou faça chuva e reflete a verdade sem floreados perante os lobos em pele de cordeiro dizendo:

"Não tenho nada a ver com as vossas merdas...estou aqui para trabalhar!"

Nota: Qualquer dia ainda me fazem uma espera...estou sempre a deitar os podres cá para fora da minha classe...




Um comentário:

Claudia Dias disse...

"Já Freud dizia que tudo na verdade se resumia a sexo. Tudo o resto, são tretas. Os livros, o cinema, os jantares, os almoços, os lanchinhos, as prendinhas, os amigos do peito, o ombro fofo, as musicas, as almas gémeas, os horóscopos tão idênticos que batem um com o outro, são apenas formas de ludibriar a verdadeira intencionalidade de um pénis ávido de mostrar a razão à mulher o desejo de se fazer ouvir como o principal ator: " Say it! Who is your man?""

Não concordo e acho essa visão muito redutora. Nem parece teu! Estás sempre a discursar sobre a volatilidade e superficialidade e efemeridade que as pessoas dão ao "amor" e agora és tu que estás a fazê-lo! :P