terça-feira, 29 de março de 2016

A MEMÓRIA É O ESPELHO ONDE OBSERVAMOS OS AUSENTES


"A MEMÓRIA É O ESPELHO ONDE OBSERVAMOS OS AUSENTES."

Alguém disse e parafraseando o mesmo que : O ontem é história, o amanhã um mistério e o hoje é uma dádiva. Tantos momentos na nossa vida que hoje não mais podemos fazer presentes. Pessoas, relacionamentos, momentos. Alegrias, tristezas andam de mão dada a vida toda. Pelo menos até a um último suspiro nosso. Esse então sim, será o nosso último sopro de vida. 

Tantos momentos únicos e tantas vezes queremos que os mesmos durem para sempre. Sejam perfeitamente eternos. Cronologicamente vamos tentando entender, quem, como e porquê, entrou e saiu da nossa vida. As nossas acções, as acções de outros. Colegas de escola, companheiros de trabalho, paixões, família, gentes do mundo, viagens, caras diferenciadas, companhias momentâneas. A durabilidade das sensações passam de pessoas para pessoas, de conexão em conexão. Entregamo-nos uns aos outros de variadas formas. 

Perdemos o rasto de uns, voltamos a ganhar de outros. De sentido em sentido, caminho em caminho, vamos guardando no nosso baú todas as pessoas. O que hoje foi...amanhã já não será. Porque tudo é diferente, porque tudo gira, tudo se recicla, porque tudo é efémero e no entanto, tudo é vida, tudo é lembrança, tudo é um momento.

Há momentos que gostaríamos de trazer para o nosso presente. Mas às vezes olhamos para trás e vemos a enorme dificuldade que temos em fazer presente o que não se encontra mais no presente. Aborrecimentos, dificuldades, caminhos escolhidos que podiam ter sido marcados de outras formas, com outros conceitos, atitudes. Quem se perdeu, o que se perdeu, porque se perdeu? Onde paira cada face? De quem me lembro e quem se lembrará de mim? E assim que a morte chegar? Teremos tempo para desculpas? Para o perdão de nós para os outros e dos outros para nós?

Projeto as memórias na parede da minha casa. Percorro ao mais ínfimo pormenor todas as sensações. Os risos, os beijos, o toque, os sentidos, as conversas, as ilusões e desilusões. As alegrias, as viagens, as tristezas. Os abraços, as promessas, as falhas.  Os amores retalhados, os amores vibrantes e desinibidos. As paixões momentâneas, o sentido de dar, estar, desejar e receber.

As vitórias alcançadas, as derrotas proscritas. Em cada ponto procuro reparar todas as más decisões. Mas confesso, já não consigo. Já foi o tempo que o tempo não me deu e eu nada quis com ele. O que podíamos ter salvo e não salvamos? Os vidros quebrados que já não podemos mais colar. Os olhares trocados, amados, sentidos. As longas juras de amores eternos, esses então já mortos...jazem na memória. Alguém grita: Já não está! Já não vive...alguém garantiu que o presente já não volta mais atrás. 

Vai-se trazendo os ausentes para a memória da vida, tentando ainda que façam parte do nosso dia a dia. Que se façam presentes. Passeio com as minhas memórias pelas ruas. Lugares, cheiros, recantos, encontros e desencontros. E pergunto sempre: Lembras-te? Névoas sobrevoam a minha memória. Já não são mais pessoas, são apenas fantasmas de pessoas. 

Criam-se conversas fictícias, procuramos pela presença de quem se fez presente em algum momento. Olhamos em redor tentando encontrar todos os pedaços que façam presente aquele que presente foi e não mais está. 

Esboçamos sorrisos tímidos. Percebemos pois...que de presente, nada mais existe do que a mera ausência. O dia de ontem que parecia durar para sempre já não existe mais. As semanas de repente transformam-se em anos. Alguém me pergunta:

-Lembras-te?
-Sim, nitidamente ainda...
-Porque és feito de memórias...
-Não! Porque sou feito de amor...


sábado, 26 de março de 2016

AS MARCAS DAS FERIDAS...APOCALIPSE DA ALMA.

"Na altura em que a razão é capaz de compreender o sucedido, as feridas no coração já são demasiado profundas."

-Não achas que já estás ferida demais? Não entendo porque andas nesse corropio de relações. Tu não paras para pensar, para te dar tempo a ti mesma, para repensar as tuas reais necessidades. 

-Eu agora quero é viver a vida! Estou cheia de relações infrutíferas, de apostar todas as fichas e de repente falha algo!

-Essa falha é tua ou do outro?

-É uma consequência Bruno...repara, quando tu te apaixonas, passas a acreditar nem que seja momentaneamente que aquela pessoa vai preencher e preenche os requisitos para te fazer feliz. Depois já se sabe...é a conquista, o entendimento criado entre as duas pessoas, a química...e por aí fora. 

-E em que momento te crivas de feridas?


-Esse é o cerne da questão! Nós não temos uma bola de cristal. Tu vais percebendo, entendendo a forma do ser, enquanto ser, na medida em que a oportunidade criada, te leva a perceber como a pessoa se comporta em determinando momento. As pessoas aos poucos cometem confidências. Seja da sua vida social, financeira, passado, presente, segredos...e não todos. És bombardeado com informação que muitas vezes nada dizes...mas pensas e repensas. Então...dás tempo ao tempo e à medida que o tempo passa entendes em determinados momentos, que a pessoa por quem te apaixonas-te, de repente deixa de fazer sentido...de amor de cria amada...passas a um amor de dependência, sem sal, de luta pela manutenção, de espera, na esperança que as coisas mudem...alterem...e é exatamente aí que percebes que a pessoa está, os momentos ainda são vividos, mas o amor esse...morreu.


-Porque achas que não tens capacidade para continuar, ou porque deduzes que o ser amado vira objeto de dispensa fruto de um futuro incerto?


-Penso que ambas Bruno...penso que ambas. Eu não sou melhor do que ninguém, mas ainda assim, eu não quero viver amores sofríveis. O tempo urge, preciso de viver plenamente e de bem comigo.


-Mas não consegues viver bem contigo mesma, em vez de andares nesse looping de relações que só te magoam?


-Bruno, eu sou 100% feita de vida em vida. Não consigo ficar parada num consumismo de pensamentos que acabam só por confundir-me. Prefiro tomar um bom banho, pintar-me, vestir umas calças bem apertadas, produzir-me e correr atrás. Não há nada como tu viveres novas experiências, amares, teres paixões, viveres a vida. 


-Mas ao fazeres isso sabes que isso te irá consumir emocionalmente. Vais-te achar, vais-te perder...e nunca vais conseguir tapar todas as feridas. Além disso não achas que dares um tempo a ti mesma não seria melhor do que te auto-mutilares com o que não aconteceu, com o que aconteceu e não deu certo, com os porquês e afins?


-Bruno, com a vida não há tempo a perder com todas as questões que temos. As feridas, os conceitos, os porquês fazem apenas parte do sentido que é realmente viver. Sim, eu sei que errei muitas vezes, que a culpa de não ser melhor não é só do outro. A minha busca, o meu sentido não se completa no outro, mas ainda assim...esta fusão de amores, destes encontros e desencontros fazem parte de uma experiência do nosso próprio auto-conhecimento.


-Não te conheces fundindo-te com outro. Primeiro de tudo sabes quem és, o outro saberá quem tu és, seja pelas tuas palavras ou pelos teus atos. Mas ainda assim e como te disse um dia, cada um vale pelo que é individualmente. Estás a dizer-me que nesta fusão com outro, percebes ou perceberás quem és. Isso é uma negação ao sentido que dás à tua própria existência. Saberes quem és através do outro, é o mesmo que não saberes nada de ti. É preciso que te fundas comigo para saberes como sou? Não tens visão abrangente? Sentido de posicionamento? Opinião própria, emocional? Porque na verdade o que me dizes é que precisas do outro, para te veres a ti. Não! Estás errada! Por isso abres feridas, porque ao tentares essa fusão apenas procuras o melhor sentido, para dar às tuas próprias deficiências interiores. Alguém que chegue e te tape todas ou parte da imagem interior que tens, que te dê sentido, ele não te e está a dar amor...está a dar-te apenas um penso...nada mais. O resultado depois desse penso que te dá...é que ele se vai descolando na medida que as tuas necessidades, a tua forma de ser, o teu jeito vai ficando mais exigente com todas as outras feridas que possam aparecer. De um lado tens marcas das tuas feridas, mas não havendo salvação para todas, terás um apocalipse da alma.


-Apocalipse da alma? Tu fumas aqueles coisas que fazem rir não é? Tu e esse teu lado de seres um "Dalai Lama" júnior...ohhh Bruno...a vida é um conceito diversificado para cada pessoa. Vou ser pragmática e dizer com todas as letras. Ás vezes somos umas vacas, outras vezes  uma queridas. Sim, gostamos de dinheiro, de homens, de curtir a vida, de a vivenciar. Tant De gente bonita, sorridente, de trato fácil, inteligentes e cultos. Sim, muitas vezes caímos no abismo. Mas amor não é isso mesmo? Entre o céu e o inferno? Entre o bem estar e o mal estar? Entre o desejo, posse, tanto faz, bem me quer e mal me quer? Sim, perdemos pessoas, ganhamos outras, esquecemo-nos de uns e reverenciamos outros para o resto da vida. Há pessoas que nos marcam pela positiva e outras infelizmente e por diversas razões, por caminhos que não foram os mais certos, acabam por nos deixar marcas. Mas isto é a vida! È a consequência que tiramos de todos os caminhos e escolhas que fazemos. Eu ainda acho e digo sempre que há pessoas que apareceram simplesmente nos momentos errados. E talvez por isso por essa consequência as marcas já de si marcadas por outros nos dêem um cansaço e feridas emocionais  muito maiores.


-Depois disso já nem digo nada...olha...o tempo aqui no motel está quase a terminar...ve lá se o teu namorado não descobre....


-Deixa-te de coisas...a vida é para se viver...


-Claro...como as marcas são para se manter...

quarta-feira, 23 de março de 2016

NÃO HÁ REGRAS QUANDO SE QUER VIVER. NA MORTE NÃO EXISTE AMANHÃ.



-Porque achas que eu te choco?
-Vivemos numa sociedade de brandos costumes, éticas, morais milenares, ensinamentos entre o que é ser correto e não correto...há certas coisas que pecam pelo exagero...
-Exagero é viver fingindo o que não se quer ser...esconder o que não se deve fazer...e fingir dizer o que na verdade nunca se quis dizer.
-Mas a sociedade assim o obriga...as regras, os conceitos e moralmente há certas coisas que nos devemos abster. Tanto de ser, como de fazer ou até dizer. A sociedade requer balanceamento, não se Compadece com atitudes demasiadamente libertinas, com excessos. Claro...tens liberdade, sempre...mas há que ter equilíbrio...
-A sociedade não me é nada e eu nada devo à sociedade...
-Ainda assim vives nela...
-Mas ela não morre em mim...todos morremos abandonados em nós mesmos. A sociedade não morre comigo!Na morte não existe amanhã...
-Então e por isso, achas-te com o direito de fazer de tudo?
-Acho-me no direito de viver tudo! O ser não se nega ao ser! O ser é!
-Mas sofres as consequências amigo. Sociedade versus individualidade ou até pluralidade rega-se de regras, segue uma matriz, vive num matrix, onde o respeito e liberdade tem um conjunto de hierarquias necessárias para a boa convivência. Amor, amizade, relações, profissões, conhecimentos, etc, tudo requer equilíbrio, regras, senão vira uma anarquia. As pessoas sem regras no mundo, viram o mundo do avesso. Viram animais.
-Confesso que estou perplexo com tamanha visão. Milhões morreram e morrem às mãos da profecia das regras. Moralidade falseada, ética para o que convém, sociedade corruptas, manipulação de massas, eis a definição dos cumpridores das regras. Vives robotizado...manipulado, odeias o choque, porque na verdade desejas a mesma liberdade que o choque te dá...ainda assim renegas, porque te prendes em ti.
-Não somos todos na verdade quadros iguais?
-Somos...com uma diferença...
-Qual?
-Pintamos todos cores diferentes...




segunda-feira, 21 de março de 2016

NÃO TENHAS MEDO...MORRERÁS AINDA ASSIM...FELIZ!


Decidi sentar-me hoje contigo para conversar um pouco. Não tento e nem creio que tenho o direito de te impor o que quer que seja.  És livre de me ouvir da mesma forma como tens a liberdade de sair. Ainda assim, vou procurar sensibilizar-te para o que fui, sou e creio...lamentavelmente o que não mais conseguirei ser. Então presta atenção, porque o tempo é de ouro! Vale muito e não se perde tempo com o tempo. Vesti a pele de Super Herói, não porque o seja. 

Mas seria uma forma de tapar as feridas da vida, os encontros e desencontros, as marcas deixadas e feitas. Estou perto do fim do meus dias. Nem mais sei a quem poderei dizer adeus ou até quem me dirá a mim. Poderei dizer-te que, se souberes ser, se souberes fazer, se souberes ousar, se mantiveres a coragem...diz...repete novamente e diz, para ti, para o mundo e para todos...

-Mas o que poderei dizer?
-Amo-te...diz uma vez e morrerás feliz para sempre!
-Por ter dito?
-Não amigo! Por ter sentido...


sábado, 19 de março de 2016

FILHO ÉS, PAI SERÁS...ASSIM COMO FIZERES, ASSIM ACHARÁS.


"Filho és pai serás assim como fizeres assim acharás."

Para quem tem filhos, concerteza irão concordar: Não há maior amor, do que a incondicionalidade entre pais e filhos. Aquilo que somos, fazemos, deduzimos, criamos, ensinamos, aconselhamos, reflete-se neles. As nossas atitudes são também o espelho dos seus atos. Tendo uma filha, não espero que ela seja médica, advogada, arquitecta, secretária executiva, politica ou cientista. Por mim pode vender peixe na ribeira, flores na praça, ser contorcionista no circo, vender castanhas na rua, em noites frias de outono\inverno. O que espero é que seja feliz. Apenas e só. Não espero grandiosidades, status, riquezas. Espero confiança, amor próprio, coragem, dedicação, honra, capacidade, respeito, amor, amizade, foco, sensibilidade, lealdade. Espero visão, personalidade, idealização, objetividade, humanismo. Nem todas são fáceis de adquirir. Nem todas são mensagens fáceis de colocar em prática tal é a diferenciação e embate de titãs que diverge de uns e outros nos caminhos da vida.

A diferença entre um amor incondicional e um amor entre namorados e namoradas, marido e mulher, amigos e amigas é que este não carece na realidade de nenhum tipo de possível transacção. Aqui não se abandona, aqui não se trai, aqui não se sonega, aqui não se fazem jogos de poder. Aqui não existe pobre ou rico. Aqui não se fomenta discórdia, não se olha para o lado, não se cobiça a filha do outro. Aqui não existe lutas de status, de poder monetário, de crises amorosas. Aqui não se salta de amor em amor em busca de amor.  Aqui nasce o amor e o mesmo,  jamais perecerá  mesmo depois da morte. Esse é o amor incondicional, é o amor desejado, tido, mantido, resguardado, cuidado e intransmissível, omnipotente e omnipresente,

Que se ensine de um jeito de amar a vida que a vida te ame da mesma forma de volta...



quinta-feira, 17 de março de 2016

AMORES PERDIDOS


"Perdido é todo o tempo que em amor não se gasta."

Seja em conversas, seja por experiência própria de todos nós há uma faculdade emocional inerente a todos. E essa faculdade emocional que também nos adorna de conhecimento, de aprendizagem e de percepção reflete-se na ideia de que sentimentos tidos por A, B ou C, fazem e farão sempre parte do principal sentido da vida. "Love is all Around" já dizia a música. O amor está em todo o lado. Em cada esquina, num olhar, sorriso, abraço. As experiências na arte de amar que vamos tendo tem de ser sempre repartidas em dois atos. O antes e o depois. O antes reflete toda a jornada iniciada no ato da conquista, nos momentos saborosos em que os mesmos se traduzem em felicidade, mesmo que esta seja momentânea.


A partilha, cumplicidade, dar, receber, saber escutar, estar presente e fazer-se presente. As promessas, as ideias, a química, os objetivos, tudo vai sendo delineado. Mas em algum momento em que o tempo não espera, em algum momento em que o tempo não partilha da ideia do estar e ser, mas sim do querer e fazer denúncia lados mais obscuros, lados mais negros quando todos nós nos entregamos. É um facto indesmentível que nesta condição de humanos à mercê de uma panóplia de situações, momentos,sejam sociais, financeiros, emocionais, familiares e individuais o tempo determina para cada situação seja um caminho a dois, seja navegar solitáriamente no seu barco.


Amores perdidos no tempo foram no tempo os melhores amores. Foram os melhores, os mais capazes, os mais instruídos, os mais necessitados. Foram o presente, foram o passado e o futuro. Foram a construção, foram o desejo, foram o sentido prático de todos os objetivos e necessidades que aquelas duas pessoas preconizaram. Foram o topo, foram fortes, destemidos, amigos, aventureiros, cúmplices. 


Mas o tempo não dá margem de manobra para todos aqueles que em prol da sua necessidade, estado ou capacidade em tantos momentos ficam órfãos da sua própria ideia de amar. Vejam...na arte de amar, tanto como saber amar ainda todos andamos nesta escola da vida, de colo em colo em busca de um predicado necessário que viabilize esse amor, essa necessidade. Recomeçamos sempre, seja na partilha, cumplicidade, amizade.


A entrega, a conquista e tudo o resto necessário para a manutenção desse amor com as duas mãos é carregada sempre do melhor de nós. Caras, corpos diferentes, bocas diferenciadas, vamo-nos deleitando com os presentes que vamos recebendo na vida. Mas de repente esses nossos grandes amores são apenas e em tantos momentos paisagens no nosso quadro de memória. Fazem parte do álbum das nossas recordações. Provavelmente e já mais idosos nem mais nos lembraremos do nome ou saberemos soletrar na memória o sentido da frase " Eras Tu".


Ainda assim, os amores perdidos fazem parte de nós. São parte intrínseca de nós mesmos. Somos um livro dentro do próprio livro. Todas as linhas são nossas e deles. Todas as frases são fruto de tudo o que demos e nos deram. Sim...eu sei, hoje da mesma forma que cruzamos olhares, encontros em alguma rua, cidade ou país com aquela pessoa que já fez parte de nós...jamais nos podemos esquecer que o sentido da frase " Eras tu", reflete-se na mesma medida na ideia de que: "Ainda és tu". 


Porque enquanto vivermos...todos vivem em nós.

quarta-feira, 16 de março de 2016

MAMÃ, POSSO SER ACOMPANHANTE DE LUXO?


-Mãe, o que queres que eu seja quando for grande?
-Isso é uma decisão tua meu filho. 
-Tenho medo das minhas decisões mamã...ou que não concordes...
-Mas o que gostavas de ser filho?
-Acompanhante de luxo mãe...
-Acompanhante de luxo!??! Mas tu endoideces-te?! Quero um futuro melhor para ti! Mas porque acompanhante de luxo!?!Que prostituição mental é essa? A tia Lúcia já disse que tu estás assegurado no balcão de charcutaria do Pingo Doce, tens um emprego honrado filho e de futuro! Mas porquê isso repentinamente?
-Ontem a senhora que me pegou ao colo, disse-me em surdina que para a minha idade eu era abençoado nas partes...genitais...e que podia ganhar muito dinheiro com esta minha ferramenta. E quando fosse mais velho, não precisava de lhe pagar a ela também.
-Mas que senhora!?!? E quem ousou falar-te assim?! 
-Era a avó mãe! Deixa-te de coisas! Ela está a morrer...mas, posso ser acompanhante de luxo mesmo?
-Achas que isso era vida para ti Bruno Miguel!??
-Ohh mãe...é tão fixe!! Eles socializam, conhecem montes de pessoas, umas de alto gabarito, gente de poder, andam de hotel em hotel, festas, viajam, tem bons carros, realizam fantasias, ganham mais de 200€, 300€ por noite ou até mais!Mamã e eu com esta ferramenta, posso ficar rico!!
-Filho...filho...mas tu não podes cair nesse negócio! Meu filho...como te posso explicar isto...tu não podes utilizar a tua pilinha...para...
-Mais respeito mãe! Mais respeito mãe!!! Pilinha não!! Anaconda...!
-O que seja..continuando, tu não podes andar a colocar isso...em sítios que não conheces filho!
-Mas é uma forma de ajudar as pessoas a serem felizes mamã...e ganha-se dinheiro!
-Ganha-se mesmo..? Sério filho? Tens a certeza...? E porque é que eu ganho tão pouco...???
-Mãe...cai na real...tu és prostituta de rua..por amor de Deus...


terça-feira, 15 de março de 2016

MAU FEITIO OU PRAGMATISMO?


Dizia-me uma amiga há dias atrás:

-Bruno, não é que eu tenha mau humor. Não se trata disso. Há simplesmente coisas que eu não tenho paciência.
-Tipo o quê? 
-Olha, tipo essas perguntas de "Tipo o quê?" Mas tipo o quê o quê? É isso que me irrita! Se cada vez que me puser a explicar todas as questiúnculas interiores, mais vale abrir uma empresa de Auto-Ajuda! Não tenho paciência, sou pragmática e detesto andar aqui com nhé, nhé...nhé!
-Bom...é certo que seres pragmática tem os seus ganhos, mas tens que ter um jogo de cintura, senão vais parecer uma maria rapaz! Deitas cada olhar aos homens que mais parece que se um se aproxima estás já pronta a dizer: "Come and i will kill you". 
-Claro! Achas que tenho paciência para: "Então? És daqui?" ou "Gostava de te conhecer, és tão gira" ou whatever! Quando eles se aproximam já sei o que eles querem! Tu não gostas de ir a um bom rodízio de carne brasileira ou argentina? Porque a carne é boa não é!? Então...eu não sou estúpida! Sei muito bem como é que eles se aproximam, o que querem e como se comportam. 
-Mas há excepções! Nem todos os homens se aproximam porque te querem...comer!
-Ahhh não!?!? Vais dizer que no inicio não te aproximas-te por isso! Querem ver! Olha agora! Tu não és diferente dos outros! Podes escrever, jogar com as palavras de forma diferente, mas estás no mesmo pacote! E lobos em pele de cordeiro só enganam quem se deixa enganar!
-Tu falas assim e és assim, porque isso são as dores do amor. És aquilo que fizeram de ti. És feridas abertas, és fruto do que te provocaram. Deixas-te de acreditar, de confiar, de te entregar de outra forma. E como te magoaram agora dizes: " Sou mau feitio mesmo" ou melhor dizendo personalidade transformada. E já agora não me aproximei de ti para te levar para o bem bom...
-Tu tens a mania que levas sempre a melhor não é? 
-Não tenho essa mania  nunca tive! Confesso que sou um bocado moralista e menos pragmático, mas tu tens também de acalmar...dar oportunidade que as coisas aconteçam! Não podes simplesmente parecer a "Bruxa má" para toda a gente...ninguém é feliz sendo mal humorada, com mau feitio. Tu às vezes parece que és tipicamente bipolar! Ora estás bem, ora estás mal. 
-Estás enganado...não sou bipolar, sou duplamente feliz e acima de tudo sou como sou e não aquilo que os outros desejariam que eu fosse. 
-És? 
-Claro! Sabes porquê? Primeiro...estou aqui contigo na cama...em segundo lugar...daqui a 5 minutos quero outra dose melhor do que a primeira...e terceiro...não tenho paciência para filosofias baratas e conversas da treta. Quer, quer, não quer é a andar! Mau feito? Não! Pragmática! Saber viver é a melhor forma de estar na vida. E a maioria simplesmente vive sem saber viver. A maioria vive falsamente em teatros de karaoke.Teatros de vaidades, de vidas fingidas, de amores utópicos. Eu não sou assim. Eu faço da vida que há em mim, a vida que quero para mim. E isso sou eu! 
-És um bocadinho cabra não?
-Sou...mas agora cala-te e faz-me aquilo que o Zé fazia tão bem!
-O zé?
-Sim o Zé! Mas agora estás numa de interrogatório!?
-Calma...calma...ok...eu faço...
-O que é que o Zé fazia mesmo?

segunda-feira, 14 de março de 2016

NÃO HÁ FIM - APENAS RECOMEÇOS...


Quando partires não te esqueças de fechar a porta! Mas bate com força, para que eu saiba que não mais voltarás! Bate com força, para que eu entenda que contigo jamais irei ficar! Não te devo nada, não te sou nada e ainda assim devo-te tudo, mas nada me deves a mim! Eu não sou o que fizeste de mim e nem tu és o que eu fiz de ti. Somos instrumentos do caminho, deambulando pelo universo. Somos cartas e livros, somos gente lida e relida, tida e desaparecida. 

Arrependimentos, sentimentos, desequilíbrios interiores criamos, sacrificamos e sonhamos juntos tudo e nada. Pincelamos um quadro sem arte. Damos música a orquestras sem maestros. Por isso bate com toda a tua força, vira as tuas costas para que eu saiba que a minha existência não depende e nunca dependeu da tua presença! Bate com força não para que eu entenda, mas para que tu percebas que a força dos amores não se resumem a miseráveis formas de amar. Falsos profetas no amor, pedaços de gente ferida ansiando por clemência para a sua vida. Salvem-nos! Salvem-nos! Gritam em uníssono a todos os cantos do mundo. Entre o céu e o inferno, eis a demência do amor. Das memórias dos sorrisos entre abraços cúmplices à desgraça da insatisfação e lágrimas de solidão. Quem és não serás, quem foste não voltarás. Bate com força! Fecha e não abras!

Aparecemos e desaparecemos entre portas e janelas, remendos de Romeus e Julietas,  de casa em casa, de olhar em olhar. Somos plural, somos singularidade, somos amizade e egoísmo. Somos bondade e maldade. Somos o tempo dos sorrisos, somos o tempo do esquecimento! Bate com força e sai...não preciso de ti e nem tu de mim. É tempo de um novo sol...

-Se eu bater com força, não mais me verás...
-Bem sei...mas não me interessa!
-Ninguém deixa de amar...preferes sofrer?
-Sofrer? Não...eu opto por renascer...

sexta-feira, 11 de março de 2016

A ESSÊNCIA DO SILÊNCIO



Ás vezes recolhes te por necessidade. E questionas-te, de onde poderá e do que poderá advir essa necessidade? Será por ti? Pelos outros? Serás tu diferente ou os outros indiferentes? Será que tu não entendes ou os outros não te percebem? A forma como te comportas gera diversas emoções, fantasias sublimares que às vezes só mesmo tu entendes. Gostas de te colocar à parte pela necessidade do teu espaço, ou pela dificuldade de te inserires? 

O mundo gira de uma forma veloz, demasiado veloz às vezes para poderes caracterizar o teu pensamento e ideias de forma serena. Tudo é um turbilhão de ideias, vontades, gestos, reparos, sentimentos diversos. Mas quando chega a altura de te perguntares quem és...reparas num sem número de respostas. És aquilo que fizeram de ti? És aquilo que fizeste tu dos outros? Ou a consequência, é a ilustração do livro que escrevemos no nosso caminho? Que lugar seria o desejável para estares? Ou lugar nenhum?

-Diz-me, porque precisas de estar sozinho?
-E porque não?
-Não se vive no silêncio amigo!
-Não tenho medo do silêncio...tenho receio é dos gritos que ecoam em  mim.
-Mata-os em ti então!
-Não posso!! Não posso!!
-Porque não!?
-Eles são a razão do meu viver...

quarta-feira, 9 de março de 2016

PAIS CEGOS OU ADOLESCENTES SURDOS?


Ás vezes descia a rua e ia ao prédio ao lado chamar pelos meus amigos. Ficávamos na rua a jogar à bola, com os pais sempre atentos de vez em vez à janela. Hora de jantar, lá gritavam eles para irmos comer. Sujos, cansados, transpirados,  lá íamos de sorriso largo subindo as escadas apressados. Debatíamos, conversávamos até altas horas sempre ali por perto de casa. Também passamos pelos primeiros cigarros, as primeiras passas, os primeiros beijos. Os pequenos problemas de uns e outros.

Nós não tínhamos facebook, whatsapp, instagram, e sinceramente...ainda bem! Apenas um computador para jogos entre amigos, fosse um jogo de carros ou o "Fifa 98"ou até o famoso "Prince of Persia".  Ficávamos em casa uns dos outros, às vezes até altas horas a ver filmes ou de troca de olhares com as "pitinhas" das janelas da frente. Éramos tímidos e ousados. educados e brincalhões, malandros e foliões. Fizemos de tudo e mais alguma coisa, de várias experiências, de todas as cores e sabores. 

Havia um respeito diferente, uma forma de estar totalmente oposta ao que existe hoje. Lembro-me de irmos às matinés à tarde dançar e ouvir música. Todos aperaltados com as roupas que hoje passaram de moda. Altura houve que chegou a época das motos, todos tinham que ter uma moto. Andávamos para todos o lado, deitávamos olhares às miúdas, troca de bilhetinhos, cartas que escrevíamos, férias juntos e os namoros ou curtes eram conversas e temas para horas e dias a fio. 

Os tempos hoje são outros. Existe uma nova aldeia global que liga e interliga todos e mais alguns. Não se vê ninguém na rua a brincar ou a jogar à bola. Ruas inteiras em silêncio. Ruas inteiras vazias, janelas cheias de luzes, reflexos que se esbatem e saem dos ecrãs dos computadores. Está tudo interligado. 

Perdeu-se a bola, o jogo das escondidas, apanhada e substituiu-se por  Tablets,  Iphode, Iphone, os androids, os facebooks, os whatsapp, os instagram e afins. Perderam-se os álbuns de fotos, substituiu-se por emails, partilhas, dropbox, Icloud e tantos outros. A tecnologia absorveu a juventude e ela abriu os braços a esta nova magia tecnológica sem saber no verdadeiro "Matrix" que se envolveu.

Perdeu-se o conjunto familiar e substitui-se pelos grupos de Skype, grupos de Whatsapp. Não há tempo para ficar muito na conversa com os pais ou família. Fala-se rápido, decide-se rápido, estuda-se a correr. É urgente estar presente a determinada hora em frente a um ecrã. As selfies, os likes passaram a ser as novas armas de comunicação. Tornou-se tudo mais facilitado. Arrumar amigos, tirar amigos, falar com uns e outros instantaneamente.

Passaram a viver os problemas de uns e outros, alegrias e tristezas de uma forma estonteante e assustadora. Mais problemáticos os adolescentes de hoje, menos estudiosos, mais descompensados familiarmente, ainda mais munidos de armas de aprendizagem e apoio, mas muito mais preguiçosos. Noticias nos últimos anos de pais e pais que vão às escolas bater nos professores, mais alunos expulsos das salas de aula ( cresceu nos últimos 5 anos exponencialmente), alunos que batem em professores, que se viram aos pais. O mundo andou tão depressa tecnologicamente que perdeu-se o pensamento lógico e racional. Ficaram todos substituídos por chips viciados na desordem.

Os pais esses com crises, traições, desemprego, confusões optaram ainda que indiretamente servir de bandeja aos filhos as novas "prendas" tecnológicas. Esqueceram-se do seu papel de educar, de responsabilizar, de atitude, de amor, carinho e cumplicidade. A tecnologia acabou por criar também novos pequenos "monstrinhos" mal educados, mal formados, desrespeitosos. 

Há mais miúdos doentes, stressados, viciados, perdidos numa rede de doença viciante tecnológica. Não há tempo para ler, apenas para frases e contextos rápidos. Há uma maior taxa de suicido hoje nos adolescentes. A imagem, o estar sempre no top, o reconhecimento, o desejo de ser ouvido faz dos progressos tecnológicos também os seus mesmos cruéis assassinos. Namoros rápidos, acesso rápido a todo o tipo de informação. Baralhados entre o real e  o irreal. 

Não existe a ideia do ser e sim do querer sem ser.  Estão mais educados tecnologicamente e menos educados culturalmente.  É a geração dos três "Não" - "Não tenho tempo", do "Não quero ouvir", "Não sabes o que dizes". É a geração que pensa que sabe tudo e não precisa de nada. Google, noticias, blogs, vídeos, transformaram esta geração em falsos "Einsteins". 

Oitenta por cento desta geração não vai dar em porra nenhuma. O futuro de hoje vão ser os anarquistas e destruidores do amanhã. Tem dúvidas? Eu não tenho nenhumas. Só 10/15% deles irão marcar a diferença. Mas vem aí novos corruptos, assaltantes, assassinos, ditadores, ladrões, falsos profetas, pedófilos e afins. Tem dúvidas? Eu não! Nós supostamente seríamos ontem o futuro de hoje. Os padres pedófilos eram aquelas criancinhas lindas e fofas que iam marcar a diferença. Mães e pais que falavam: " O meu filho vai ser especial" - "Sim, foi especial a furar a bunda do outro em nome de Cristo!" Falamos todos, queremos todos, mas o caminho fazem eles.

E acreditem, maior parte das criancinhas que pegam ao colo orgulhosos pelos filhotes lindos, vão ser uns autênticos lobos e lobas que o mundo dispensa. Os senhores do Estado Islâmico eram as criancinhas do futuro...os soldados ( milhões) de Hitler eram os meninos do futuro da nação.  Portanto olhem bem para os vossos filhos...podem estar a olhar para um futuro pedófilo, serial killer, lunático, corrupto...

Na verdade sobrevaloriza-se em demasia os filhos. Pais que dão tudo na esperança que estejam a fazer o melhor. Só estragam os filhos com demasiada protecção. George Carlin dizia: " O que me chateia nesta geração é as crianças. Salvem as crianças, protegam as crianças, mas na verdade o que eu digo é: Fodam-se as crianças! Elas que se fodam!" -  E na verdade o que ele queria dizer com isto? 

Os pais passaram a exigir tanto das crianças, a proteger tanto as crianças que não deixam que o circulo natural da vida, a natureza, a lei do mais fortes, dos mais aptos possa vir ao de cima e correr o seu curso natural.

Não deixam por nada, seguir o ciclo. Por receio, por medo,pela exigência tremenda num mundo selvagem de intensa luta. Os pais passaram a armar os seus filhos de todas as formas e a tentar transformá-los nos melhores em tudo. Escolas de dança, guitarra, teatro, violino, hip-hop, pintura, escrita,  tudo e mais alguma coisa. Não podem levantar um dedo que o filho já passa a ser o possível novo Picasso. Protecção e sobrevalorização em demasia.  os miúdos estão amaricados, porque os pais os metem amaricados. Assustados com tudo o que se passa, sem noção da dura realidade do que é cair e fazer sangue. 


Hoje há psicólogos para tudo, terapeutas de traumas na tentativa de ajudar a miudagem a ultrapassar situações. A forma da minha mãe me fazer ultrapassar traumas era só mostrar o cinto e dizer: " Alguém vai saber o que é verdadeiramente sofrer.." Passava-me logo os traumas, até ia para a escola a cantar: "Paradise City" dos Guns and Roses. Hoje qualquer coisa é motivo de quebra emocional nos adolescentes e isso é assustador. Tremendamente assustados ficam totalmente mal preparados para o que se avizinha de futuro. 

Perdeu-se o Professor Pardal, o Tio Patinhas, o Mickey, a Margarida ou o He-Man versus Skelator. Ganhou-se o Justin Bieber, a Miley Cyrus a meter a mão no pito, com o dedo do meio levantado a fazer vibrar um público que acha esta rebeldia o novo conceito de mandar tudo às malvas. Toda a animação passou a ter outro sentido para esta nova geração. Eu sei...momentos diferentes no tempo.  Geração da imagem, dos ídolos, da asneirada, da falta de educação, da futilidade.

É uma geração mais fútil do que era a minha com toda a certeza e mais desorganizada emocionalmente! É uma geração que já nasce desgastada, desequilibrada emocionalmente, desestruturada e despreparada para a selva da vida. A força do progresso, de entender, procurar e interagir com todas as novidades. Tive-as e tivemos à nossa maneira no nosso tempo. Ainda assim não trocava nada do que tive no meu tempo por todas as novidades de hoje. Nada! 

A aldeia global tecnológica aproximou ainda mais uns dos outros, mas assassinou a arte de brincar. Saber brincar, estar, correr, fazer, entender. A arte de viver de ar puro, de risos plenos, de sentido de vida e sabor do vento. 

Perderam-se as meninas e meninos, as crianças. Roubaram a verdadeira identidade do ato de ser jovem. Tornaram-se todos robotizados, mecanizados, cyborgs desta nova geração.

Ainda assim...tento da minha parte no que me toca como pai fazer com que no meio de tantas dificuldades que vão surgindo que ela possa e deseje fazer parte da diferença seja no mundo dela, seja no mundo dos outros. Digo-lhe muitas vezes uma frase em tantas conversas que tenho com ela que diz: " Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença." E é apenas isto...a forma como encaras tudo e marcas a diferença com amor, respeito e carinho. Para conseguir ser...é preciso saber ser.








domingo, 6 de março de 2016

POLÍTICOS: BEM VINDOS À DISNEYLAND DA CORRUPÇÃO!



"GANÂNCIA É O ÚLTIMO RECURSO DO FRACASSO" - Oscar Wilde

Vou seguindo as notícias, pelo que ao meu País dizem respeito, bem como também a tantos outros espalhados por esse mundo fora. Há um conceito de riqueza que é mais do que secular e que ultrapassa todas as moralidades ou éticas que se possam atribuir. 

Olhamos para o ser humano nas suas diferentes vertentes e percebemos ainda a total incapacidade de uma ideologia de unificação, centrada no bem estar de  todos. Olho para a politica e o seu partidarismo como uma enorme faculdade de carniceiros do povo. 

Nos somos a "carne" que governantes, empresários, amigos do alheio, vendedores de banha de cobra, dos senhores munidos de fato e gravata cheios de almas vazias se aproveitam a belo prazer dos cargos que ocupam para, desafiarem a sermos lancetados, cortados, dizimados financeiramente, emocionalmente e conduzidos como belas ovelhas, de uns pastores engravatados que sentados se deleitam com a degustação manipulável das suas marionetes.

Todo este conceito de gente e gentinha, gananciosos ultrajantes, mentirosos compulsivos, cheios de redes de tráficos de influencias e favores piramidais deviam arder no inferno. Sejam políticos, pastores, padres sedentos por criancinhas, empresários que enriquecem à custa dos outros e afins. Moradias, carrões, terrenos, jatos particulares, mulheres interesseiras, gastadores excêntricos que não sabem o que fazer ao dinheiro e se deleitam com prazeres caríssimos para uso próprio, conseguindo deixar à fome quem lhes diz: "Por favor não faça isso".
 
Mundo insano, mundo com gentinha de merda que nada levam daqui a não ser um monte de ossos perdidos num caixão de baixo da terra. Gente que não sabe o significado de equidade, equilíbrio, solidariedade, bondade. Preceitos cada vez mais distantes da mente humana. Nesta selva de corrupção que todos os dias vamos assistindo a rombos em empresas, bancos, empresários que lesam pessoas, estado e afins. Esta ganância horrível de pessoas que só querem mais e mais e onde tudo vale.
 
Eu não voto. E não voto pela razão que me cabe de me auto excluir e de exercer o meu direito de voto em gangues partidários que mais não são fazedores de promessas falsas e consumidores de riquezas às custas do povo. Por mim colocava toda este gente que provoca danos irreparáveis tantas vezes, a viver em outros planetas.
 
Gente que não presta, assassinos, violadores, criminosos, ladrões, usurpadores, ditadores, mentirosos, pedófilos, empresários, branqueadores de capitais, lavadores de dinheiro para o seu uso pessoal em detrimento da desgraça dos outros, delinquentes...ia tudo para outro planeta e que se autoconsumissem entre eles. Que provocassem eles a sua própria autodestruição e desgraça.
 
Gente que tudo faz para ter no seu reino mansões, moradias, ter direito a viagens de família, andar em bons carros, ganhar muito dinheiro, comprar do melhor, tirar do povo para se andarem a deleitar em jantaradas, almoçaradas de engravatados que em surdina vão combinando novas formas de foder o próximo. Partidarismo de gangues políticos, empregos para os amigos, dividendos nesta pirâmide hierárquica que só alguns tem acesso. Gente cega que não entende, gente cega que não percebe, gente cega que ainda repreende o povo e diz: " Lamento, terão de pagar pelos atos daqueles que vocês colocaram no pedestal". 
 
O Jet-Set de merda, das meninas dos vestidos caros, de compras de jóias de milhares, enquanto o povo clama por pão. O jet set de merda, do champanhe caro, da  boa carne e peixe à mesa, dos bem falantes que mais não são do que farrapos humanos armados em importantes.
 
Também estes, se borram todos, também estes se peidam e cagam todos os dias, também estes ficam doentes, também estes morrem enclausurados num caixão como todos os outros. Gentinha que não personifica nem ética, nem moral, nem comprometimento com solidariedade. Fingidos do alheio que com migalhas dadas ao povo as transformam em riquezas inimagináveis. Bando de corruptos que nada aprendem senão a lei do viver bem para si com o mal dos outros. 
 
Esta gente deveria ser tratada em praça pública à lei da justiça popular. Leis? Juízes amigos de A + B? Palmadinhas nas costas de: "Eu safo-te desta, não te preocupes?" Não! O que seria suposto ser justo, é que definhes na prisão até aprenderes. Justiça? Justiça para o povo? Justiça para eles?
 
É preciso ter gentinha estúpida a comandar um país que desgraçadamente se engana em orçamentos de estado, que necessita que a comunidade europeia nos venha dizer como se fazem contas e no que devemos ou não cortar. Quão burros e inqualificáveis podemos nós conseguir ser? É preciso ter gente maldosa, que uma vez colocados no poder, se aproveitam do seu cargo para tirar para eles e amigos. É preciso não ter vergonha, porque gente onde tantos são pais de famílias passam um testemunho errado aos seus sucessores.  A aprendizagem do roubo. A aprendizagem de se "cigano" na arte de aldrabar. 
 
Claro...são descobertos e como sempre a frase: " É uma cabala contra mim..." É uma cabala o caralho que te foda"! Espero que apodreças é na prisão! Gente com tomates é gente grande! Gente que não tem medo, gente que quer o melhor para o povo não manipula e engana! Grandes grupos económicos favorecidos. Não são grupos na sua totalidade...são apenas algumas pessoas sedentas de dinheiro para uma vida melhor. Porque não vivem com 2000€ ou 3000€! É preciso mais e mais! É preciso roubar mais, é preciso viajar mais, é preciso branquear mais, é preciso lavar mais dinheiro. Um mundo perdido, de clubites e partidarismos, de promessas falsas, de manipuladores de esperanças vazias.
 
Um mundo totalmente cortado ao meio entre gente que se acha acima dos outros, porque notas e moedas lhes deram estatuto de gente grande. Gente que estudou nas melhores universidades, gente inteligente que aprendeu em poucos passos a arte do roubo administrativo. A ganância, o poder, a visão de um mundo nobre é apenas para o chão que pisa em seu redor.
 
Este foder o próximo de todas as formas, na economia do povo, nas assimetrias que provocam mais pobreza, mais desemprego e mais noticias de rombos de milhões feito por pessoas que se dizem inteligentes e estudiosos, não é mais do que a face negra de engrenagens diabólicas de gente sem alma, sem solidariedade, sem o efeito de bondade na condição humana. Gente desta que não é mais o que gentinha não é necessária no mundo.
 
Sempre disse que 70% daquilo que dizemos tantas vezes: " As crianças são o futuro desta nação" não é mais do que se dizia e disse sempre de todas as outras. Que se transformaram em corruptos, que aprenderam a arte da maldade, da ganância e do roubo ao povo. Em cada 5 crianças que nascem 2 delas pelo menos vão fazer parte da merda que temos no mundo.
 
Desenganem-se os pais que pensam que todos os seus filhos vão ser um sucesso!  Maioritariamente o que temos no mundo é um conjunto  de gente que em criança era tão:  "Fofo e cheio de potencialidade" e deram em corruptos e aldrabões, empresários, vendedores de banha de cobra, usurpadores de poder. Todos eles essas crianças do amanhã acabam por se perder em redes de mentiras e jogos de poder. O desejo de não ficar de fora, de se sentirem auto excluídos leva-os a não perder o comboio.
 
Quando me perguntam: Já foste votar? Digo sempre que não! Prefiro ficar em casa isento da escolha que possa fazer, para não passar a ideia do idiota que fui ou sou. A minha vida sendo comandada por mim faz com que esteja no barco do comando nas minhas escolhas. Não quero passar pela ideia de ter escolhido e andar a chorar por um idiota que me enrabou e perdi dinheiro ou emprego por ele. Assim sendo não escolhendo, eu escolho o meu caminho estando sempre dependente das escolhas dos outros para o poder, mas nunca a minha escolha e com isso não me posso vitimizar!
 
Portugal tem uma raça de políticos incompetentes que se revezam em debates ideológicos de esquerda e direita e está à vista o significado de 40 anos de democracia e liberdade. Um país falido, podre que só vive do turismo, não há petróleo, diamantes,  ouro, prata, nada...que se possa dizer que somos um país cheio de recursos naturais. Um bando de engravatados cheios de dúvidas no que fazer e como fazer. Economistas, advogados, sociologistas, historiadores, financeiros, contabilistas...nada, mas nenhum deles conseguiu alterar rumo algum deste país. Portugal é dos países mais corruptos da europa. E em termos de densidade populacional é o primeiro de todos. Há uma cultura de enganação, de pagar o menos possível e ter o máximo de vantagens com isso. A cultura do roubo administrativo. A cultura das amizades, das teias de sociedades secretas, os fazedores do bem, do iluminismo.
 
ISLÂNDIA: Depois da crise que levou o país á bancarrota, o novo governo mandou prender todos aqueles que lavaram o país à situação que ele se encontrava. Empresários , governantes todos para a prisão. Aqui? Aqui em Portugal é uma piada...prisões estilo "Noddy" para inglês ver. Brincadeirinhas de crianças para parecer que aqui também se faz justiça...de brincar...mas justiça...
 
E o povo? Ahhh....esse claro...aplaude e senta-se a ver as novidades do Big Brother...

quarta-feira, 2 de março de 2016

"LIKE" OR "DON T LIKE" OU BUSCA OBSESSIVA DO RECONHECIMENTO VIRTUAL?



"Este totalitarismos da imagem, tornou a actual geração jovem na mais idiota dos últimos anos. Uma geração sem causas fundamentadas, sem propósitos maiores, sem rumo por vontade própria, mas sim, inconsciente."

Li há dias num blog alguém que escrevia sobre o poder da imagem, obsessão criada em torno da ditadura dos "Likes", o vicio que vários "Likes" vão determinando a construção de um novo tipo de personalidade virtual. Este novo meio virtual mundial tornou as pessoas ainda mais próximas do desejo de reconhecimento. Este reconhecimento no entanto tornou-se num  novo tipo de terrorismo virtual tal é o caos e desordem que vai na viciação da própria pessoa em relação ao exagero que tantos cometem e das futilidades que as acompanham.

Há uma certa "Jhiad" humana nesta busca por "Likes" interminável. Fotos, Blogs, sexo, criticas, frases, férias, namoros, tristezas, alegrias, selfies e afins. Vamos sendo bombardeados com todo o tipo de informação. Umas coisas interessam, outras nem por isso. E ao mesmo tempo tudo interessa, num meio onde a informação corre extremamente rápido. Eu mesmo faço parte destes elos de comunicação e postagens de todas as formas e feitos. Eu mesmo  partilho de que a ideia de conexão de estarmos mais próximos, mais atentos, com mais informação de todas as vertentes e um meio também de nos sentirmos conectados a todos de varias formas.

Ao deslizar o rato pelos posts, às vezes vejo-me em modo supersónico até encontrar algo que realmente possa valer valer apena ler. Confesso, tal como vocês não gosto de tudo, não ligo a tudo, apenas aquilo que porventura tal como a vocês me chama a atenção.

Eu gosto e sempre gostei de debater com a inteligência, de entender, de degustar cirurgicamente. Dirão concerteza: Mas nem todos são assim! Certo!  Certo também, será dizer que momentos há também para as "parvoíces", desde que estas não façam sistematicamente parte de uma idealização de parvoíces e futilidades sistemáticas, que pode servir a uns, mas não a todos.

Confesso que entendo que o facebook tanto faz de psicólogo clínico em tantos casos e até serve de certa forma de consultório para muita gente, que reconheço necessita de apoios de uns e outros. Como faz de suite privada e não privada tantas vezes como se da  casa da luzinha vermelha se tratasse.  Mas ainda assim, não a todos, não para todos. É um planeta virtual com todo o tipo de pessoas e com todo o tipo de informação e mundos interligados e com todo o tipo de personalidade.

Há no entanto um sistema que foi sendo construído ao longo dos anos que deixou as pessoas completamente "pedradas" neste sistema viciante de desejo de reconhecimento, de necessidade como de um "Toque de Midas" para confirmar a existência de muitos neste mundo virtual. 

Já ouvi centenas de vezes coisas como: "Mas porque não comentas??" "Porque não puseste um Like!?? Não gostas-te do que escrevi? Coloquei?"  Mas as pessoas tiram uma senha de auto-estima baixa? Eu percebo a pergunta, até porque, eu mesmo já questionei e não vejo mal em questionar. Mas acabei por notar em certas pessoas o olhar de uma certa tristeza, de necessidade de ser vista, tido como presente no ato do seu próprio reconhecimento.

Porque não se trata e maioritariamente, na verdade e apenas de uma simples postagem. Existe uma familiarização, pessoal e plural que serve os intentos de uns e outros. E há gostos para tudo em diversos casos. Dança, musica, sexo, ferias, frases, lugares, pessoas, estilos, conceitos,mulheres, homens, pintura, roupas,  carros, etc, etc. 

Para a pluralidade é investido inicialmente o conceito da singularidade. O que eu gosto? Porque gosto? De que forma aquilo que gosto poderá atingir as mesmas pessoas com os mesmos gostos? Gosto de uma foto de pessoas mortas? É sádico? Sim! Mas eu gosto! (Não eu no meu caso!) Gosto de sexo? Contos eróticos? Fotos? Filmes? Selfies? Reparem...quanto mais apoio, respostas positivas, likes, comentários eu tenho mais a aposta na ideia de que caminho certo se torna uma obsessão tantas vezes correta interiormente nesse caminho, como outras nefasta no que toca à necessidade de nos mostrarmos mediante os nossos gostos perante e tantas vezes a incongruência que usamos teimosamente na busca de um reconhecimento que não chega. Depende sempre do publico que atingimos, quem atingimos e o que desejamos. 

Maioritariamente as pessoas vão subindo patamares, usando formas de chamar a atenção. Uma dessas formas que tem como alvo o público masculino é a semi-nudez. Não falo em nudez totalitária, mas a provocação existencial das meninas, muitas delas tenho até como amigas, outras amigas das amigas. Que me perdoem, mas fotos em frente a espelhos com calças de licra apertadas, para se mostrarem em forma faz-me recuar aos concursos de Miss Bumbum Brasil para votação de atributos de melhor bunda do Brasil. Há fotos que são tiradas propositadamente para o seguidor, para o comentário, mas principalmente para a manutenção da pessoa em si em rede. Ela vibra com isso, com os comentários e quando mais o elogio, maior é o ego! A critica é a construção do homem, o elogio a destruição do mesmo.

-Bruno!!! A minha foto já vai em 230 Likes!!
-Sério?? Aquela que estás de fio dental deitada na areia com a rabo empinada?
-Sim, essa mesma!
-Serio?? Epá...nesse caso deixa-me tirar os boxers, fazer uma selfie e apanhar-te nesses "Likes"!!

Há uma sensação de liberdade como há muito não via. A liberdade de nos expressarmos de todas as formas e feitios, ferindo ou não ferindo a susceptibilidade de outros, o jogo e meu, a intenção e minha, o sujeito ativo sou eu. Mas porquê esta perseguição tantas vezes desenfreada em busca de reconhecimento? Serei mal amado? Terei medo de que Likes ou comentários vazios incutam ainda mais em mim a ideia de que...ninguém me liga? 

As pessoas vão se adaptando e desadaptando conforme o seu estado de espírito e conectividade a  um fio condutor que as permita sempre estar interligadas em tempo real. Ha uma espera, a um desejo, um conceito tanto de desejo de....como de longa espera numa solidão virtual onde se aguarda por algum tipo de aceitação. Mesmo com algum certo tipo de obsessividade, de necessidade, de busca, procura, intento, cada um tem a sua liberdade exposta da forma que achar que pode com isso ser ou sentir-se feliz na partilha. E cada um decide, entende e constrói virtualmente a sua casa com as "armas" que tem. 

O Facebook veio revolucionar muita coisa sem duvida! Mas uma das coisas que o mesmo se veio a transcender foi através daqueles que fazem uso dele, e a quantidade enorme de futilidade virtual. as vezes os meus amigos acusam-me de: "Tu não comentas te nada!!" Hummm...sério? Adivinha porque...

Dizia-me um amigo que detesta e nem usa o facebook que abriram a caixa de pandora para os fúteis terem tempo de antena como nunca antes tiveram. Acho exagerado o comentário, confesso. Apesar de saber e perceber que infelizmente há e existe muita futilidade. Mas também entendo as muitas limitações que todos temos para todo o tipo de situações. 

Eu próprio me questiono sobre o que escrevo. Já li muita coisa e ainda assim continuo a achar que sou um "Best Seller" da escrita, seja pela forma como exponho ou como diria a Ana Rita " Tocas exatamente de uma forma fantástica em termos de sentimentos nos pontos onde deduzimos mas não conseguimos expor". O meu blog tem vários anos. Ainda assim...na listagem dos blogs mais lidos estou no lugar 37 482. Tenho 1, 2 comentários em cada post há anos! Claro que já dei comigo a pensar: " Ninguém liga nenhuma ao que escrevo!"  O que neste caso não e verdade, porque tenho uma amiga que me segue há anos! E ter uma amiga que se da ao trabalho de ler, já e fantástico! Posts existem que nem um comentário tem. Óbvio que a sensação de fracasso, de idealização de um blog que no meu conceito poderia dar algo mais a todos que o possam ler, refletiu para mim como um estrondoso  vazio, fracasso. 

A ideia do escritor ou blogista de sucesso com o tempo passou. Ou seja, entendi que naturalmente em alguns momentos a suposta "obsessão"por likes foi e torna-se um substituto natural essencialmente por aquilo que gostamos de fazer. E quando saltamos o patamar do reconhecimento para a calmaria da nossa praia, onde simplesmente nos deixamos levar pelo que gostamos de fazer...tudo se torna mais fácil. Quero eu dizer que deixar fluir sem ter de esperar retorno nenhum tornou se a base para mim mais importante a reter. 

Faço e escrevo o que gosto porque me adaptei, reconheci-me naquilo que desejava para mim. Escrever. Ainda assim, e para não escrever heresias ou ser hipócrita, há sempre o desejo de mais. Com o tempo e após tantas postagens, tive uma amiga que me convidou a escrever, dar opinião no blog dela. São estas pequenas vitorias, estes reconhecimentos daquilo que fazes e como o fazes que te vão e me vão ajudando a continuar, não pela obsessão de likes, mas sim pela formação inerente ao desejo de fazer algo mais. E aqui reside ou não a diferença. Há uma necessidade de fazer e uma necessidade de ter. E saber separar liminarmente estas duas questões é fulcral. 

No entanto e noutro panorama e como disse acima,  a busca do reconhecimento também e muitas vezes recai no teor sexual, erotizado. Escolhas óbvio! Alias a forma de busca que atrai mais os homens e a ostentação de um corpo. O reconhecimento da imagem como canal principal de focalizar likes e  através da erotização do corpo. Não é à  toa que meninas e até meninos a tirar fotos em frente ao espelho de forma que consigam captar as melhores atenções para si. Que sejam uns seios, uns biceps bem formados, uma bunda de arregalar os olhos, tudo serve como atrativo de prato especial e principal. 

No que toca a isto, convenhamos, ninguém quer saber de filosofia, de saias ate ao joelho, ou de casacos que cubram o corpo. Homens querem sexo e mulheres buscam através do seu corpo, da sua imagem chegar aos homens através de uma sexualidade mesmo que de forma indireta captar reconhecimento instantâneo. Ha uma necessidade de se saber que, se esta bem sendo gostosa, que se esta bem sendo bonito,que se esta bem sendo magra. Há uma necessidade de aprovação, de comentários favoráveis, que definam e encaminhem o meu conceito natural de que aquilo que faço e preconizo  tem das hostes que me seguem uma nota positiva. Cada um no seu quadrado e cada um com as suas necessidades...cada um com a ideia de dar ao mundo o melhor de si...

Terminaria parafraseando alguém: "O mundo prende-nos às fúteis escolhas, e as pessoas, elas desligam os melhores botões."