sexta-feira, 29 de julho de 2016

NO LOVE - JUST EAT ME - AMANHÃ É OUTRO DIA



-Bruno, já não acredito que nas pessoas que se apaixonam! Cansei-me disso! Agora quero é viver a minha vida, divertir-me e apanhar quem eu quiser. Não estou mais para entregas onde o que acontece é que te fodes sempre! 
-Ok...queres dar uma de túnel do metro e parar em todas as estações que quiseres não é? Vais entrar sempre em looping assim. E vais chegar a um ponto que de tão insaciável te tornas insatisfeita.
-Mas somos insatisfeitas por natureza! Juro-te, não há um homem que eu apanhe que eu diga: " É este!"
-Espera...mas tu já tiveste pessoas que no inicio dizias: " É este"! Supostamente com o tempo o "Este" tornou-se o "Foi aquele"...o que se passa então? Que só consegues ficar satisfeita digamos assim...com as preliminares do conhecimento? O resto não te soa bem? Quem é que está mal? Tu ou os outros?
-É o conjunto Bruno! Encontro sempre alguém que no inicio realmente parece aquele príncipe encantado, mas que depois venho a descobrir que não passa de mais um  sapo!
-Não serão as tuas exigências altas demais? Tu és fruto daquilo que sonhas para ti. E mediante isso é natural que se sonhas muito alto no que concerne ao tipo de homem que queres para ti...é natural que com o tempo vá aparecendo pessoas que não correspondam a esses requisitos...e daí a desilusão.
-Eu não sou exigente. Eu só quero alguém como tantas outras que cuide de mim, que me ame, que me respeite...
-Isso é uma treta! Isso é conversa de merda para mim! Detesto quando vocês dizem isso. Essa ladainha que: "Ahhh é o amor...o cuidado...o carinho..." Não tiveste isso tudo já? E tendo isso tudo ainda assim o vosso grau de exigência é que ultrapasse os vossos pedidos. De repente o amor já não basta ser amor, tem que ter fogo arrasador. De repente o cuidado torna-se demasiado chato e pegajoso, o carinho começa a criar auras de demasiado assexuado. É  intensidade do grau de insatisfação que te leva sempre a esta submissão de desejo por mais. Porque não tornar as coisas simples e simplesmente "curtir" o homem que venhas a ter com todas as condicionalidades inerentes a ele? De que te serve as tuas escolhas em A, B ou C, se nem tu te dignas a lutar pelo melhoramento de ti mesma e aguardas que o outro se subjugue ao que desejas? Como podes dizer que queres um "Amor"? Entras num looping de apenas um "Just eat me"! 
-Que exagero! Também não é assim! Claro que tenho a minha visão sobre o tipo de pessoas que gosto e desejo. 
-E não tem aparecido?
-Sim...tem, claro....mas...
-Mas...tu entras numa liquidificação de amor, justamente pela inércia que maioritariamente vocês tem no que toca ao verdadeiro sentido de amor. Amor é valorização, acompanhamento, remar nas tempestades...
-Lá vens tu com o teu amor ideológico....isso hoje já não existe. Bruno, os tempos são outros, a cultura do amor diversificou, temos mais poder de escolha, mais facilidade de descartabilidade para o que não nos convém. Isso é um direito nosso não é??? Eu posso e tenho o direito de escolher A, B ou C, para aquilo que mais me convier. Seja por ser mais rico, por me dar mais segurança, por ser mais bonito, seja lá o que for...é um direito que me assiste. Não tenho a tua visão desse amor, onde temos de lutar, o esforço quase efetivo, de poder de encaixe, desse altruísmo do amor. Da valorização, honra...bla...bla...bla. Isso é conversa chata! 
-O verbo cumprir sai caro não é...no amor é preciso penar para aprender...já o músico brasileiro Cartola dizia. E eis o que a maioria hoje não se identifica mais. Mais fácil o "Eat me" do que o "Stay with me"...e amanhã é outro dia...

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A SUPOSTA SUPERIORIDADE HUMANA...


PUDESSE UM ANIMAL DIZER DA SUA PALAVRA...
Que tipo de sentimento ganhaste tu? Com que sobeja olhas para a mãe natureza? Que superioridade latente é essa que fazes uso, para destruição da natureza, relações, culturas, povos? 

Que ideia trouxeste tu ao mundo de fazeres de uma criação que não te pertence a doutrina da destruição? 

Esta mesma terra que te alimenta que comes e bebes e que usas como teu habit natural. Nesta mesma terra onde te sentiste superior perante mim e decidiste que eras bem mais que eu, pergunto-te: Que tipo de sentimento superioridade achas que tens perante mim? 

Eu não destruo para evoluir. Eu protejo os meus. Eu não me qualifico como mensageiro de alguma religião. Respeito o que me foi dado para preservar. Eu não me situo como destruidor de massas, reorganizo-me para a vivência e bem estar do meu clã. Por isso te pergunto: Que tipo de sentimento de superioridade achas que tens perante mim?

O que aconteceu contigo bom amigo humano? Que ódio carregas em ti? Que força matriz te faz matar, assassinar, pregar pelo mundo o ódio? Que nervos se apoderam de ti? Não estás tu satisfeito como eu por comer, viver e usar da mãe natureza o que de melhor ela tem ao dispor para sentires o bater da vida?

Que disparidade é essa de sentimentos que carregas em ti? Capitalismo, superioridade sobre os mais fracos, morte aos infiéis, sistematicamente insatisfeito? Que procura é essa de mais e mais...quando não podes sair deste pedaço de planeta para lado nenhum? Por isso te pergunto: Que tipo de sentimento de superioridade achas que tens perante mim?

Como te podes achar mais inteligente do que eu? Como ousas pensar que és superior perante mim? Não carrego em mim o ódio que carregas em ti. Desculpa...poderás dizer que esta minha irracionalidade mais do que comprovada me limita em tudo o que posso fazer. Mas porque desejaria eu alcançar mais do que tenho? Lembra-te...eu sou livre. Tu não! Eu não vivo de notas nem de moedas para sobreviver. Eu não vivo de capitalismos baratos, de escolhas indesejadas, de superioridade, de poder, de ganância. Não vivo de pinturas delineadas na cara para parecer mais bonito, brilhante, desejado. Eu sou quem sou, como sou...então e perante tudo simplesmente eu sou!

Eu não prendo, não faço e desfaço, não julgo, não imponho o meu desejo sobre o mais fraco. Eu mato para me alimentar...tu matas para te vangloriares. Por isso te pergunto: Que tipo de sentimento de superioridade achas que tens perante mim?

Responde-me pois a esta questão! Pois não duvides, que tudo o que tens feito até aqui...a mãe natureza se encarregará de dar de volta. 

Eu não me lamento por estar a desaparecer. Lamento que te tenha sido dado o poder da racionalidade...e com isso, então sim...me faças desaparecer. Que mal te fiz eu para merecer tamanha afronta? Para ver os meus partirem? Que armas posso usar perante ti? E ainda assim...com tão poucas armas, achas-me merecedor de tamanho crime hediondo? Então eu pergunto: Que tipo de sentimento de superioridade achas que tens perante mim?

-Eu posso responder a isso de forma simples...
-Diz-me então!
-Na verdade o progresso requer medidas, mas não irias entender. Mas foste perguntando ao longo do tempo, que tipo de sentimento de superioridade tu achas que tenho perante ti. Porquê sempre essa questão? Não ficou mais do que provado ao longo dos séculos essa superioridade?
-A superioridade ficou provada! 
-Então qual a dúvida?
-Ahh amigo...não irias entender...









sábado, 23 de julho de 2016

AMIGOS DE PLÁSTICO...


Aquela velha frase de que : "Nem sempre quem está do seu lado está com você", remete-nos, nisto das relações de amizade para determinados recantos que nos fazem pensar e repensar, em quem realmente podemos ou não confiar, com quem podemos ou não contar e quem finca o pé, para estar do nosso lado, preocupar-se e cuidar desse selo da amizade, tão importante nas relações que vamos criando.

Quem sabemos nós, que estará do nosso lado e em quem perceberemos nós que apenas situações, interesses falam mais alto para o momento, em que poderemos ou não servir de algum modo os mesmos interesses dessa mesma pessoa. 

Para mim não há diversos tipos de conotações a amizades. Há apenas os que são e os que importam ser e simplesmente os que não são e que naturalmente também não importam ser.

Ao longo dos anos fui conhecendo pessoas que foram ficando marcadas, foram se tornando necessárias e fomos crescendo sabendo que seja nas boas ou más ocasiões, nos maus momentos, nos excelentes momentos sempre dignificaram o sentido de de tornarem presentes, sendo e tornando-se parte de nós e das nossas dores como um só. 

De contrário já conheci. E na verdade as melhores pessoas que conheci foram nas piores fases da minha vida. Sabem, isto de fazer amigos quando tudo está bem e a vida corre às mil maravilhas, muitas vezes não passa apenas de uma ilusão satisfatória de amizades. Onde dizemos umas piadas, comemos em almoçaradas e jantaradas, divertimo-nos ao som de músicas inebriantes e vamos dando umas tapinhas nas costas dizendo " Epá és mesmo fixe!"

Este "Epá és mesmo fixe" serve apenas para consolo momentâneo, inebriados muitas vezes em jogos de interesses de toma lá, dá cá, vamos percebendo no rolo da vida a verdadeira concepção de amizade. 

Com o tempo foi percebendo onde se situa e como se situa um amigo. Aquele que te liga, aquele que se preocupa, aquele que se faz presente, aquele que chora e ri contigo. Aquele que move montanhas para te ver bem mesmo que estejas no teu pior momento. Aquele que tira de si para dar o que nunca tiveste. Aquele que personifica todo um sentimento de solidariedade, de paciência, de carinho, de amor, de sensibilidade. O simbolismo da amizade carrega em si todas as amarguras, intensidades, inerentes ao mesmo como razão principal de ser denominada como amizade.

E nisto reside também a conotação entre quem é e quem não é. Conheci muitos lobos em pele de cordeiro ao longo da minha vida. Aqueles que para proveito próprio procuram uma escapatória para si mesmos. Aqueles que fingem se compadecer com a tua dor, mas que arrumam as malas dos teus problemas e partem sem ti. 

Fui vendo ao longo do tempo as pessoas mais egoístas, mais centradas em si. O que conseguem conquistar, como podem conquistar, formas de se apoderar da tua amizade, do teu eu, para se deleitarem com concessões de proveito próprio criadas através da tuas boas vontades e acessibilidade como amigo momentâneo.

Há uns anos atrás tinha um amigo chefe de empresas, que esteve praticamente a perder tudo. Meu Deus...como ele tinha tudo. Amigos à volta, sorrisos a rodos, tapinhas nas costas, murmúrios ao ouvido do que pudesse fazer pelo outro face ao seu estatuto.  Em três tempos esteve quase a perder tudo. E nesse momento questionou-se num pequeno rol de amizades de infância: " Quem eram aqueles amigos??" Simplesmente não eram.

Vejam...maioritariamente as pessoas movem-se por interesses. Uns comuns, outros pessoais. Todos estes interesses tem como objetivo natural tirar algum proveito dessas mesmas amizades como forma de garantir ganhos momentaneos. Tal como no mundo empresarial e das negociatas, amigos do alheio nas relações também aparecem.

Fui ganhando a percepção ao longo do tempo com as relações que fui tendo. Algumas percebi que o interesse base não se posicionava totalmente em mim. Mas sim e muitas vezes o fato de servirem-se de mim para atingir fins pessoais, próprios. Fosse para magoar alguém, fosse para meter ciumes, fosse apenas para "uso" momentâneo ou habilidosa experimentação, como se de algum tipo de cobaia de uso cientifico eu próprio o fosse.

E é exatamente aqui que entramos no rol dos amigos do alheio. São os supostos amigos que vem pé ante pé, que face à sua própria dinâmica de vida, desejos, interesses, mudanças que queiram operar , procuram na energia do outro uma força mais ativa para os mesmos. Ou caírem em si e na sua própria realidade ou com isso darem o salto de Ipiranga.

Quando somos adultos temos uma facilidade muito grande de perdoar as crianças seja lá por o que quer que seja que possam fazer. Não há jogos de interesses, não há más disposições, não existem falsidades, não existe medo de errar. E é dentro dessa facilidade, desprovida de sentimentos de vinganças que aprendemos a olhar para o mundo, pessoas em redor com uma certa complacência também. E nesse mesmo sentido tentar ajuizar tudo à nossa volta com um olhar também complacente das coisas.

Muito raramente ou quase nunca, encontrei isso nas pessoas. As pessoas movem-se por vinganças estúpidas, juízos de valores errados, verdades invertidas, amuos, testas de ferro, amizades transformadas em inimizades. O diz que disse, o fez que não fez, as palavras trocadas, os dedos apontados, as feridas carregadas de dores, sangue, lágrimas que transformam as ditas pessoas em animais tantas vezes irracionais.  Os justiceiros incorruptíveis com as suas espadas da justiça que vergam amizades, ditam plenos poderes de sentenças de prisão em que as amizades são votadas ao abandono para sempre. E com isso não se perde só uma amizade, às vezes, perde-se isso sim, o conceito de saber ser amigo.

Te um amigo que se apresse a saber de ti, um amigo que se preocupe contigo, que te ligue nem que seja para dizer um disparate. Ter um amigo que se preste a ser o que muitas vezes nem tu és para ele (ela). Os amigos  não te dececionam, gritam, esperneiam, são chatos tantos vezes, dão-te a mão inúmeras vezes. Cais, levantas-te, e vês sempre aquele sorriso presente de " Calma...eu estou aqui". 

Nâo é fácil ser amigo. É preciso um conceito de amor de contextualização muitas vezes histórica da tua vida, do enredo dos teus pensamentos, do teu olhar para uma percepção perspicaz tanto daquilo que tu és como da simbiose, da fusão inerente aos dois, como forma de serem um só. É necessário ser-se presente não só pela presença em si, mas presente no ato de amar como pedra chave da necessidade que tu tens e sabes em poder contar com aquela pessoa. 

Não é fácil ser amigo, porque abarca em ti todas as forças necessárias para saber como contornar o mal, como o bem. Para saber que utilização podes ter para a salvação de um amigo, muitas vezes com um simples abraço ou sorriso. Não é simples ser-se amigo, porque não é fácil repartir-se felicidade. Não é fácil desejar-se que um tenha a mesma felicidade do outro. Invariavelmente vivemos de espasmos de egoísmos latentes. De mentiras, de omissões, muitas vezes regozijamo-nos da infelicidade do outro: " Bem feito..é merecido" pensamos talvez muitos de nós. 

Há uma frase que diz: A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja...ela exerce-se...

E esta arte de exercer sistematicamente ( e eu por mim falo que sou falho nisso muitas vezes) é a maior prova de amor de uns pelos outros.

A amizade serve para quem está...mas não serve para quem na verdade nunca quis estar. Porque na realidade só quem é desprovido da arte da imbecilidade é que é capacitado para a arte da doação...e a doação muitas vezes carrega em si muito sofrimento, feridas, egocentrismos, vinganças, bem estar pessoal, que só é totalmente liberta com o verdadeiro significado da amizade e primazia ao principal fator que nos devia mover uns e outros como um só...o amor. 

E só não acontece tantas vezes...porque somos descrentes uns nos outros...

E sendo descrentes no nosso jardim plantamos apenas a ilusão de nos sentirmos aconchegados com flores de plástico...

E assim são tantas amizades...












terça-feira, 19 de julho de 2016

OS GORDOS! ESSES NOJENTOS...


Confesso que ando um pouco cansado emocionalmente com esta conversa de gordos e magros, deficitários de carne e excedentários de carne. Acusações do que se é e não é! De um lado, os porcos, nojentos, baleias, bidons, incapazes, insatisfeitos, solitários, gordurosos, infelizes, frustrados, inacessíveis para o amor ( a não ser que tenham muito dinheiro...), gente que nem profissionalmente se pode dignar (diga-se...que ainda se dignam e com louvor!) a lutar por um lugar juntamente com o vistoso(o) bonitão, corpo escultural...porque é uma luta invariavelmente injusta. 

Ahhh....esses gordos que nada mais são do que uma nova vaga de escravizados pela comida, consumismo, gula. Parecem um conjunto de vara de porcos onde o que merecem não é mais do que a própria comida que lhes dão. Ou seja...comem de tudo! Ahhh, malditos gordos, que não podem andar 20 metros que já suam por todos os lados. 

Que nojo disforme, que forma horrível de caracterizar o verdadeiro Deus humano, que esse sim, saído das dietas,dos nutricionistas,das belezas amaricadas em pinturas e botoxs, dos ginásios, dos joggings, das kisombadas, das danças, joviais, plenos de força e beleza na sua forma física, esses sim são os deuses por quem o merecimento da felicidade coloca invariavelmente ao ostracismo esse rede de "Não-Humanos", de deuses falsificados, cheios, gordurosos,gulosos, nojentos e incapacitados que proliferam pelas ruas, trabalhos, relações de uns e outros. Ahhh maldita corja de gordurosos!

Vivemos num canto de superioridade e de moralidade universal que nos capacita (nós bem ditos semi-deuses da espada da justiça) a ditar as regras do bom senso, da amabilidade, solidariedade, sensibilidade, ditar relações, o que é bom, o que é mau, o que interessa e o que não interessa. Quem serve para um namoro, para uma relação, quem serve para ocupar um cargo. Quem serve para amar, quem não é digno de nao servir como ser amado. Somos incrivelmente estúpidos. E deduzimos que essa estupidez tão variável entre uns  e outros, seja na verdade uma poção mágica de inteligência!

Que semi-deuses e deusas que tomam como válido a crença de que o sacana do gordo ou da gorda nada vale. Somos os únicos animais na terra a matar por maldade. Somos os únicos animais na terra a praticar bullying, porque nos dá gozo ver lágrimas e sofrimento estampado no outro. Somos os únicos animais no mundo que se acham deuses sem nunca o terem sido. 

O Gordo, essa detestável figura que a única coisa que serve é para enriquecer a sua barriga e das grandes superfícies comerciais serve o consolo, de nós, grandes humanitários de causas diversas termos ainda no esquecimento a própria existência de algo que para nós não é mais do que a insignificância da própria inexistência. Passa-nos ao lado, numa discoteca, num bar, num trabalho, numa relação. 

Mas enche-nos de nojeira ao vê-lo passar na rua. Tocamos uns nos outros, como se de uma gaja boa se tratasse no sentido inverso. Comentamos, com as tiradas de pseudo-deuses da justiça, justificando em pré-julgamentos a sua própria obesidade. "Give me one high five!" gritamos em uníssono pela beleza, pelo poder, pelo simbolismo da magreza e altivez que trazemos em nós! 

Eu sou bom! Sou o máximo! Eu fodo, eu beijo, eu conquisto, eu tenho um belo trabalho, tenho pinta...coitado daquele...deve passar dias em casa a bater punhetas de frustração. Come, peida-se, bate umas e acorda no outro dia para a mesma missa de sempre. Coitado..

Não existe um coitado como forma de " I want to help you " existe uma conotação ao coitado, desgraçado que atinge o pico da crença em mim como arte, do que sou, tenho e desejo e aponta naturalmente para a desgraça do outro com o olhar de sobeja e anotação cruel de "Fuck You".

Mas...glória aos gordinhos, aos gordos, aos apelidados de nojentos,aos denominados de  incapazes, que caminham na lama de cabeça levantada, que não vão ao ginásio tratar do corpo, porque algures em algum trabalho lhes foi negada a entrada por não terem perfil, que não podem suportar pagamentos em ginásios ou institutos de beleza. 

Glória aos gordos que entram para as entrevistas sabendo que a mamamulhada ou o betinho de boas famílias com cunha já assente, pode ficar com o emprego da vida e ainda assim se mantém corajoso e firme na sua escolha.

Glória  aos gordinhos que no campo do sofrimento são dignos de louvor por passarem por bulyings de família, amigos, conhecidos, comeram o pão que o diabo amassou e ainda assim estarem sempre prontos para um sorriso.

Glória à mãe gorda que tem de andar a correr a tratar dos filhos em trabalhos desgastantes e humilhantes mas que de forma honrada o faz e tudo,  porque alguma vaca decidiu que um broche ao patrão seria o melhor caminho para chegar a mais umas notas de 50 euros e tirar do caminho uma possíveis adversárias no cargo a ocupar. 

Glória ao sofrimento, ao sorriso aberto perante as adversidades, à luta constante pelo merecimento, não pela tentativa de ser igualitário, sim, pela necessidade máxima de saber ser humano. 

Maldito projeto humano que parecia tão universalmente solidário e que se transformou num projeto de consciências egoístas, mesquinhas, individualizadas, em guerrilhas de mais barriga e menos barriga. 

Maldito projeto humano que projetou sociedades no limbo a que as mesmas se deleitam luxuriosamente em constantes conversas e debates ainda...de quem vale e não vale. De quem pode e não pode, de quem faz e não faz. 

Sempre acreditei no projeto interior, sempre acreditei que esse desígnio de projeto foi estabelecido pelo chefão lá de cima. Pelo melhoramento, pela aprendizagem, sabedoria, pela globalização de afetos necessários, pela solidariedade, pela complacência,  pela intensidade de sorrisos que dás e forma como ajudas e te dás a quem te chora ao ouvido. Sempre acreditei num projeto humano onde o estabelecimento de uma unidade universal fosse realmente credível e justo para todos.


Ninguém vai parar ao inferno..."The Hell is on Earth". E aqui cabe a quem defende, a quem se compadece ser o anjo, ser o amigo, ser o companheiro, ser a palavra amiga de quem mais necessita. 

Os gordos não são coitados! Os nojentos não são os gordos...

Na verdade tu que possas ter estado a  ler isto e de certa forma tivesses batido palmas interiores ao que disse dos gordos...atenta...

Quem precisa de ajuda és tu...não eles.














segunda-feira, 18 de julho de 2016

A INCONSTANTE INCERTEZA DA VERDADEIRA RAZÃO DO AMOR...






Lembro-me perfeitamente desse dia. Sim, esse dia que fiquei petrificado a olhar para ti. A forma como distribuías sorrisos, como desenvolvias as conversas tão naturalmente. Lembro-me que foi amor. Não poderia ter sido outra coisa. Não vi fotos do teu corpo, não passei horas a olhar para uma tela tentando encontrar formas de colocar alguma critica relativo à tua beleza. Lembro-me que era amor...porque era o vivenciar de um olhar, o estender de uma mão, o afagar de uma lágrima, uma simbiose de sorrisos tidos, presentes, feitos e desejados. Lembro-me que era amor...

Não era o dia de me sentar na minha poltrona de D. Juan e de ir cavalgando pela eterna tertúlia de fotos, chats ou uso de algum aplicativo tecnológico para te encontrar. Não era o dia em que me colocava, atrás de um ecrã na eterna esperança de encontrar a minha cara de metade, com medo que esta necessidade de amar e ser amado encontrasse em mim o verdadeiro parceiro ideal. Lembro-me desse dia, porque era real, era sentido, era visível, era vivido...era presente. Lembro-me de que era amor...

Não era o dia de entabular conversas de horas e horas perdido no meu quarto, agarrado a um telemóvel na crença que as minhas ou as tuas palavras te transformasse na princesa que eu queria para o  meu reino. Lembro-me de que era amor...porque não era liquido...não se perdia por entre os dedos facilmente, não  se dissipava facilmente...

Lembro-me do toque, da troca da ideias, das opiniões disformes, das discussões pela noite dentro sentados no meio da rua até altas horas. Lembro-me que era amor...

Não era o dia de esperar que uma mensagem caísse no meu telemóvel, que um "Like" pudesse gerar um sorriso mínimo de alguém que se lembrou de mim. Não era o dia que vestia a minha melhor roupa como forma de impressionar o desejo da minha cobiça. 

Era o dia que desatava a correr pela escada do prédio cada vez que tocavas à campainha, fosse de pijama, de chinelos, descabelado, apenas e só para partilhar o momento de te ver eternamente. Lembro-me de que era amor...

Não era o dia de trocas de fotos sensuais, erotizadas, que me faziam sonhar com a possibilidade de te ter, possuir, com o desejo louco de cada dia que passava sem ti era o limiar do inferno em mim mesmo. 

Não era o dia em que um toque meu te faria sentir como tantas vezes já te sentiras com outro alguém. Não era o dia em que o meu beijo poderia ser comparado com o de tantos outros. O meu toque, o meu jeito, a minha forma única de ser, jamais poderia ser equiparada, constatada como a consagração de mais uma efémera estatística na tua vida...

Lembro-me que era amor quando me olhavas e tocavas em cada contorno meu como se fosses tu mesma espelhada na própria consagração e adoração do teu eu. 

Lembro-me que era amor quando percebia em ti, que parte do que fazias de ti, transformavas em mim. Como eu ficava inebriado...cego, tresloucado. Lembro-me quando era amor...

-Ainda tens em ti esse amor?
-Transformou-se, robotizou-se...alterou-se os conceitos...vive-se hoje a rapidez de ser feliz o quanto antes.
-Então perdeste essa visão de amor? 
-Não amigo...ainda me lembro quando era amor...mas desiludi-me...
-Com o quê?
-A dor da impaciência, o desnorte no amor, a ilusão, a consagração do medo, a idolatrização do receio, a rapidez das frases feitas e desfeitas, o altruísmo, o desnorte de relações,  a total certeza carimbada com o próprio selo da fúria e  da incerteza no amor. 
-Amigo....nem de toda a dor vive o homem, é um mundo novo, cheio de novas oportunidades, de uma nova era de globalização amorosa. 
-Ainda não percebeste pois não?
-O quê?
-Não é a globalização, não é o andamento e a proliferação da facilidade a um simples clik. É apenas um mundo descrente do que aprendeu. Um mundo recheado de dores várias, de feridas intensas, barbaramente hipnotizado pelo facilitismo, pela rapidez, pela necessidade...
-E não é normal buscarmos o amor de todas as formas?
-Buscas o amor...ou buscas um amor?  
-Qual é a diferença?
-Um tratará de cuidar de ti sempre....o outro tratará de se cuidar de si mesmo...
-E isso significa essencialmente o quê?
-Que um deles....se irá lembrar o que era o amor...







sábado, 16 de julho de 2016

7 ANOS DEPOIS: I MISS YOU BRASIL!



Durante muitos anos sempre tive como objetivo, nem que fosse uma vez na vida, morar no Brasil. Consegui cumprir esse objetivo em meados de 2009, quando fui trabalhar e viver durante um ano em São Paulo. 

Uma cidade de cores e vibrações, multicultural e que muitos apelidam de cidade de Betão. Ao contrário do que muitos deduzem e muitas vezes erradamente, o Brasil utlilizando a terminologia de tantos como o uso de dar a conhecer um país apenas por: "Samba, Futebol e Mulheres"; não corresponde à verdade, pelo menos e digo a uma verdade totalitária. 

O Brasil era aquilo que eu esperava, mas muito mais do que isso, impressionou-me pela simpatia, pelo alto astral ( diferentemente de nós portugueses com o nosso fado triste e tantas vezes em modo de depressão...) pela sua variedade de música, artistas, arte, cultura e aquele jeitinho brasileiro que faz com que o que pareça estar mal se transforme num " Tranquilo...está tudo bem!".

Seja na Praça da República, seja na liberdade ( um reduto com marcas orientais até aos correntes dias)a cada esquina se encontra uma barraquinha, uma japonês, um europeu, um sul americano, um africano, um asiático. O jeito de estar, a forma de falar, até o conceito de vida alegre na tentativa de muitas vezes sair e ultrapassar os problemas sem dúvida que trazem e carregam em si um enorme significado. 

Para um europeu que está habituado a outro estilo de vida, a uma arquitetura das cidades diferente não tenho dúvidas que existe um certo choque nos desequilíbrios e padrões que um europeu está habituado. Um bairro periférico de São Paulo, nada tem a ver com um bairro periférico de lisboa. Sim...vão encontrar diferenças em muitos casos brutais e que podem chocar em alguns casos. 

Portugal tem Fernando Pessoa, Luís de Camões, Florbela Espanca entre tantos outros, o Brasil tem Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, assim  como outros tantos. Portugal teve Amália, o Brasil ofereceu ao mundo grandes interpretes, como Carlos Jobim, João Gilberto, Caetano Veloso, Elis Regina, Carmen Miranda, etc. Portual teve Eusébio e agora mais recentemente Cristiano Ronaldo, o Brasil deu a conhecer ao mundo do futebol, Pelé, Garrincha, Zico, Romário, Ronaldinho, Neymar...entre outros.

Portanto não é e nunca foi um País obsoleto no que toca à sua arte e cultura. O que faz também do Brasil um país não só reconhecido também gastronomicamente ( tem comida deliciosa) mas também com uma riqueza para o mundo em termos de recursos naturais, praias fantásticas, campos verdejantes...não esquecer o pulmão do mundo...Amazónia. Ilhas lindíssimas entre tanta coisa boa que há!

Voltei um ano depois para Portugal. Depois disso, ainda estive por Arábia Saudita, Angola e novamente retorno ao meu País de origem, Portugal. Nestas andanças conheci diversas culturas, pessoas, formas de estar, gastronomia e tudo o que cada país à sua maneira pode oferecer.

Mas nunca me esqueci dos meus tempos de vivência nesse país que consideramos como irmãos. E a vontade de voltar sempre foi um dos principais objetivos, não só porque é mais a minha cara, porque me adaptei super bem a todas as contingências e é um daqueles países que te faz suspirar por mais. 

Ainda assim...nem tudo são rosas, pois continua a ser um país que sofre pela sua intensa criminalidade em vários estados, que sofre com as assimetrias, fossos entre ricos e pobres ( apesar de nos últimos anos ter melhorado) e a vida do povo precisa ainda de segurança e melhorias várias a todos os níveis.

Mesmo assim...e ainda assim...fiz inúmeros amigos, gente boa, gente de bem, conheci um pouco de tudo, tanto no Brasil como noutros recantos do mundo. 

E no final...bom...no final é tudo isto, estas cores e sabores que nos dão alma de gente.




quinta-feira, 14 de julho de 2016

CIÚMES: O ANTI-AMOR




Há uns bons anos por parte daqueles (as) que me conhecem bem a pergunta que sempre fizeram foi: Porque não sentes ciúmes? 

Nunca percebi bem este legado humano de desejar alguém, conquistar, ter e depois partir para totais desconfianças, que nada mais são do que o analfabetismo existente nas relações  que vamos tendo e com o qual poucos são os que sabem lidar em total liberdade e confiança.

Muitos dirão que os ciumes são perfeitamente normais nas relações que estabelecemos. 

Bom...não acho que essa instituição chamada de ciúme seja normal, apesar dessa suposta normalização imperar entre todos. Mas não o acho, porque o ser denominado de "normal"  se assim o fosse, não capacitaria as pessoas concerteza para atos de vinganças, violência ou morte em tantos casos. Dirão alguns: "Mas isso é um ciúme exagerado!" . Meus amigos o que começa por um simples bloco pequeno de gelo tirado do congelador....muitas vezes transforma-se num icebergue!

Para mim sempre o considerei uma anormalidade cruel para não dizer completamente estapafúrdia. Esta ideia de termos alguém fruto de um suposto amor tido e sentido para o transformar num gerador de desequilíbrios, desconfianças e atos cobardes a que chamamos de ciúmes não passa senão mesmo de um nível de possessividade e egocentrismo que maioritariamente ninguém se consegue dissociar. Vivemos com a ideia do pronome "Meu". Faz-me lembrar a publicidade do gelado Magnum de: "É meu, meu e só meu".  Nobody belongs to nobody!

Mas sendo certo que o ciúme é algo intrínseco no mínimo que o seja tido de uma forma equilibrada ou pelo menos tenta-se!

O ciúme é sem dúvida um dos piores sentimentos que podemos ter, quando não é bem gerido. Lida com a desonra, com a mentira, a desconfiança, a insensatez, perjúrio, violência verbal, físico e amplia ou não o nosso sistema de caráter para o bem ou para o mal.

Normal é saber amar não tendo como ponto de partida a idolatrizarão da  possessividade e de considerarmos com isso quem quer que seja, como "nosso"! Nada é nosso! Nem uma casa! Vai que vem um terramoto e ....puff...foi-se!Já era!

Há esta eterna mania de quando conseguimos finalmente ter uma relação ( ter acaba por ser fácil, manter é mais difícil!) de se começar com os pedidos. Lentamente vamos transformando as relações que nos enchem de satisfação em insatisfação sem que muitas vezes nenhuma das partes entenda e perceba que está insatisfeita...mas finge estar!

Durante anos ouvi de várias parte ou relações o seguinte: Quem são as amigas? Que relação tens? Porque falas com ex namoradas? Quem é a colega do trabalho que tomas café? Se me amas não sais com ninguém que seja mulher! Saídas só com o sol da tua vida! Sair com alguma amiga está fora de questão! Não há cafés, não há convívios, não há risinhos alheios.  Não há encontros, não há olhares, não há bocas...e no meio de tudo...tens ainda de me defender...não vá alguém meter-se comigo! Quem é aquela que comenta no facebook? E aquela que coloca um like no instagram? Tens um caso? Andas a trair-me? De onde a conheces? Que comentário foi aquele? E que à vontade é esse de falar com as meninas?? Ou me escolhes a mim como sou e está tudo terminado! 

Enfim...já ouvi de tudo e com vários cenários em cima da mesa. What a fuck?? Não tenho e nunca tive paciência para cenas de ciúmes. 

-Bruno...é normal ter ciúmes...é sinal que se ama!
-Tu não me amas! Queres é que funcione como cubos de gelo que vais colocando num dia de calor para tua satisfação própria. Isso não é amor...é simplesmente um desejo primário de posse que te encha a barriga...mas não a minha.

Sempre tive tendência para tentar compreender os dois lados da moeda. O pior lado e o melhor lado. O que nos leva a ter ciumes? O que nos faz ter ciumes? O que nos deixa realmente em desespero? Auto estima baixa? Pouco jogo de cintura? Medos? Receios? Falta de confiança?  Porque desesperamos por outros? Porque desesperam por nós? Como magoamos, porque magoamos e de que forma magoamos e somos magoados? Serão os ciúmes válidos nas relações ou totalmente desproporcionais?

Esse entendimento desse vírus globalizado que é o ciume é algo que sempre entendi que não sendo na medida devida é catastrófico. Numa roda de amigos quase sempre o entendimento é o mesmo em relação a certas questões. Tudo um bando de gajos com testosterona a mais no cérebro. "Eu bato, eu quebro, mulher minha não sai para aqui e para ali, não fala com amigos, etc, etc.". 

Os cenários que se criam, os filmes que são feitos, as deduções que nos se interiorizam em nós em forma de dor e de tantos questionamentos levam quase sempre a crises inúmeras com base na desconfiança, na desonra e no profundo egoísmo que maioritariamente a todos toca. O eu continua a ser o principio mais importante e forte em descrédito do "Nós". 

O conjunto do "Nós" do "Eu e tu" é sistematicamente colocado à prova, como se a prova provada do amor fosse feito e tido como a privação da nossa liberdade e dos outros. 

O que maioritariamente não se entende é que esta percepção e nível de ciúmes tido por tantas e tantos não se compadece com a arte de liberdade e concetualidade que todos lutam, que todos exigem e desejam. A arte de amar consiste exatamente no poder da liberdade de expressão, na coexistência com todos, na pluralidade de sentimentos entre uns e outros, na socialização e tudo com base num simples significado essencial: Respeito.

Se tu tiveres uma relação com base no respeito pela liberdade de cada um e que essa liberdade seja feita de uma forma respeitosa, o amor prevalecerá. Podes beber um café com uma amiga com respeito, podes sair com respeito, podes almoçar, jantar, ter encontros com respeito. Ninguém tem de dar respeito ao outro, senão a si mesmo...para se poder considerar um ativo válido na arte de amar.

Marcel Proust dizia: Uma vez descoberto, o ciúme passa a ser considerado por quem é objecto dele como uma desconfiança que autoriza a enganar.

O ciume não passa de um monstro enjaulado sedento de prisioneiros...mas a chave para a liberdade a nós pertence, em nós vive...e em nós permanece, porque não vivemos de posse, não nos qualificamos com a inutilidade de amores presos, não nos cegamos da violência do ciúme como forma mentirosa de o denominar de amor...bom...eu não...pelo menos...eu não...e tu?






terça-feira, 12 de julho de 2016

JESUS CRISTO VERSUS MAOMÉ - A ENTREVISTA


Religiões à parte vamos tentar encontrar alguma linha de raciocínio (i)lógico meramente histórico entre a vertente do Islão e a vertente do Cristianismo.

E para isso as duas peças chave e figuras míticas de cada emblema defendido, centram-se em Jesus Cristo e Maomé.

Jesus Cristo o denominado "Salvador" joga do lado dos Cristãos e ditou a expansão do Cristianismo.

Maomé o "Verídico" joga do lado dos Muçulmanos e ditou a expansão do Islamismo.
Ambos considerados elementos fulcrais e expoente máximo do seu legado pelo mundo fora.

A sede de conquista de Maomé regia-se por um legado de guerra e morte. Por outro a sede da  palavra que fez de bandeira Jesus Cristo era: "Ama o teu vizinho como a ti mesmo".

Temos hoje porém e em exclusivo uma entrevista única conseguida à última da hora comm Maomé e Jesus Cristo e face aos acontecimentos horrendos que vamos assistindo pelo mundo, trazemos a terreno estes dois ícones da religião.


-Boa Tarde aos dois e desde já o meu muito obrigado por esta exclusiva participação neste debate. Começaremos por si, Sr. Maomé o "Verídico", para perguntar face aos crescente terror visto no médio oriente, se acha que os denominados filhos do Islão, como consagrados os pertencentes aos Estado Islâmico estão realmente a seguir as suas pisadas?

-Boa tarde e desde já, obrigado pelo convite. Queria dar uma palavra também ao Sr. Jesus Cristo que sei que a custo se deslocou, para este debate. A cruz pesava um bocadinho não era? Hahahahahaha! Hahahahaha!

-Meus senhores, por favor peço que não comecem com este tipo de animosidade. Por favor, Sr. Maomé responda.

-Ora, pois bem...veja bem, eu sou um homem de fé como sabe. Quando o anjo Gabriel apareceu com a revelação eu tive para mim como a total verdade daquilo que é hoje denominada de lei islâmica para todos os muçulmanos. E tendo isso em conta houve regras necessárias para o estabelecimento da ordem como diz a Sharia que funciona como um sistema legal, um tribunal onde as ordens vem de Allah! Portanto, isto não é inventado por homens! O que o estado islâmico faz e acho muito bem, é colocar em prática as verdadeiras leis do Islão e seguir as minhas pisadas! Por acaso você vê países como o Koweit, Qatar, Emirados Àrabes entre outros a virem para a rua aos gritos contra as atitudes do Estado Islâmico? Óbvio que nunca verá! Porque eles estão a aplicar o que está escrito!

-Certo, permita-me passar a palavra ao Sr. Jesus Cristo que já vejo aqui com um sorriso malandro nos lábios. O que tem a dizer Sr. Jesus Cristo?

-Boa tarde antes demais! Que a paz esteja entre vós.

-Fónix...lá começa ele...

-Sr. Maomé...contenha-se! Prossiga Sr, Jesus Cristo...

-Obrigado! Pois bem, Estive atento às palavras do Sr. Maomé e até já tinha conversado com o meu pai celestial sobre isto. E devo dizer que este senhor aqui presente é um embuste total. Le Charlie Ebdo não podia ter caracterizado melhor este embuste aqui presente. Convém não esquecer que este senhor defende apenas o seguimento daquilo que era a verdadeira razão e religião do Islão. O deus da Lua, que não era mais do que um conjunto de deuses. Deus Lua, Deus guerra e Deus espada. Nunca viu a bandeira da Arábia saudita? O que este energume fez foi juntar todos num Deus (Allah) rejeitando o deus dos judeus e dos cristãos e consagra-lo como único.  Este homem era um sanguinário, depravado (está comprovadíssimo)e através da guerra, ódio, morte usou da sua força militar para tudo aquilo que vemos hoje. É um embuste! O verdadeiro  Deus proíbe o culto a outros deuses, que era exatamente o que estes senhores faziam.

-Embuste???Eu sou um embuste?!? Lá fora corto-te a cabeça!!Não sabes com quem te estás a meter!

-Ohh Maomé está calado! Se participasses no Big Brother, com esse feitio nem gaja arranjavas! Mas matas o que?? Eu ressuscito sempre! Por acaso ressuscitaste?

-Meus senhores....por favor mantenham a decência nas palavras. Continue Sr. Jesus...

-Como eu dizia é um embuste este senhor. Primeiro porque eu fartei-me de avisar: Cuidado com os falsos profetas que vem para enganar. Em segundo lugar, porque o anjo Gabriel...porra...conhecemo-nos desde pequenos, jamais iria aparecer a esta alminha com o pressuposto de que o caminho é a morte dos infiéis! E em terceiro lugar, porque estes senhores apregoam que há 72 virgens no paraíso sedentas de sexo, para quem efetuar um atentado bombista. E os bombistas impotentes sexualmente? Tem à espera, virgens com saquetas de viagra? Mas esta gente é louca?? E as mulheres bomba? Tem bombados à espera delas? Fisiculturistas que se enchem de anabolizantes e lhes mirra a pila? Mas este gajo é parvo? Eu sou a verdade, o caminho e a vida!

-Passo a palavra ao Sr. Maomé para contrapor...

-Esse Sr. Jesus precisa de um psicanalista na vida dele!
Eu estou aqui a tentar manter a calma, tenho os nervos à flor da pele! O embuste é exatamente esse senhor que está entre nós! Não deixa de ser engraçado o que esse senhor diz. Porque repare, ele tem uma lista de regras do que se deve e não se deve fazer. Os chamados 10 mandamentos, não roubes, não mates, não levantes falsos testemunhos, não cobiçar a mulher do outro, este último mandamento então é demais! Mas enfim...tem estes mandamentos, que as pessoas tem de o seguir. E se não o fizerem, morrem no lago de fogo para toda a eternidade, queimados eternamente com súplicas de dor imensa para sempre! Mas...ele ama todos! Coisa mais lírica! 

-Mas afinal qual de vocês é o verdadeiro líder? Sr. Jesus quer responder?

-Concerteza! A minha palavra não vai de encontro à morte ou matança. Pelo contrário. Eu proclamo a vida. Na minha igreja todos são bem vindos. Ao contrário das mesquitas deste senhor que só entram muçulmanos. Desde logo se percebe o tipo de xenófobo que é. Não impomos a religião pela força ou pela morte. Depois tenho a dizer também que a apologia ao fanatismo, fundamentalismo não é a razão pela qual nos regemos. Não podemos esquecer que o primeiro matrimónio do Sr. Maomé foi feito com uma criança de ....9 anos! Que fique claro que nenhum mensageiro de Deus como se intitula o Sr. Maomé é digno de entrar no reino dos céus. Pedofilia ou poligamia é horrenda aos olhos do senhor! Outra coisa que tenho a dizer é que o meu nome é mencionado no Alcorão mais vezes ainda que o do Sr. Maomé! O Alcorão diz para matar todos aqueles que não sejam muçulmanos! Acham pois os senhores telespetadores que o meu pai celestial ao ver estes crimes horrendos atuais está a bater palmas de regozijo e ainda como prova de amor....oferece 72 virgens! Há cada maluco...

-Sr. Maomé....que ter direito a resposta....?

-Claro! Só para que conste...somos no mundo totalizados 1,6 bilhões de muçulmanos e no final veremos quem vence!

-Peço desculpa por interromper...mas...nós somos 2,100 biliões de cristãos e o amor vencerá sempre o ódio!

-Pois...Ghandi também dizia isso e levou um tiro!

-Mas não matou ninguém para impor a ideologia dele...

-Meus senhores, não temos muito mais tempo...obrigado a todos pela participação e espero que cheguem a um entendimento futuro!







EURO 2016 - MUITO MAIS DO QUE UM TÍTULO


Quando estive na Arábia Saudita, certo dia fui interpolado numa operação de trânsito a caminho do Bahrein por polícias sauditas. Pediram-me os documentos e percebendo que era estrangeiro e no caso, português, olhando para o passaporte disse num inglês um pouco rudimentar:

-You...Portuguese??
-Yes...
-I love Portugal! Great Country!! Please, you can go!

Fez-me pensar na altura que um país como o nosso plantado à beira mar, com um clima soberbo, excelente gastronomia e pessoas fantásticas, realmente numa terra tão distante como a Arábia Saudita, ser reconhecidos, como povo, como gentes de bem e de sorriso fácil é de nos levantar o ego.

Para quem desconhece, descobrimos mais de 52 países, o famoso chá inglês foi introduzido na Inglaterra por Dona Catarina de Bragança, bem como simples regras de boa educação como comer com talheres. Sim...não se pasmem....antes da chegada de Dona Catarina de Bragança à Corte Inglesa eles comiam com as mãos...

Portugal teve o mundo praticamente a seus pés, com as descobertas, a riqueza criada. Foi o primeiro império português à escala global. Já comandamos mais de 14 colónias em 4 continentes.  A saber: Brasil, Açores, Madeira, Macau, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Ilhas de Santa Helena, Ceuta, Tanger, Ilhas Canárias, Timor entre outros.

Por três vezes tropas francesas tentaram invadir Portugal e foram expulsos. Os Árabes seguiram o mesmo caminho, bem como os romanos, por Viriato um chefe militar português que em conjunto com Sertório expulsou os romanos de Portugal sucessivas vezes.

Esses tempos de riqueza perdida não fazem mais parte do dia a dia dos portugueses. 

Temos o nosso fado, a nossa história ancestral, temos o melhor jogador do mundo, o melhor treinador do mundo, temos os pasteis de Belém, temos a Marisa, os MadreDeus, os monumentos fantásticos, as praias, a gastronomia portuguesa é considerada das melhores do mundo. Temos o clima...fantástico, com direito a todas as estações!

Desde Amália Rodrigues, Fernando Pessoa, José Saramago, Álvaro Siza Vieira arquiteto português com obras espalhadas por toda a europa, Luís de Camões entre tantas outras figuras! 

Sim...um país pequeno com títulos internacionais em Hóquei Patins, Atletismo, futebol, ténis de mesa, canoagem, judo. Já ganhamos através de clubes, ligas dos campeões, Ligas europeias, Taças intercontinentais...e europeus de futebol. 

Lá fora somos cerca de 31 milhões de portugueses ( se vivessem todos em Portugal...seríamos 40 milhões)!

Ajudamos a construir há décadas e décadas economias de outros países como Suiça ou até França com o nosso trabalho.

Somos conhecidos pela nossa presença de espírito combativo denominados como os "Brasileiros da Europa", seja pela simpatia ou boa disposição.

Temos arte no sangue e correm nas nossas veias os nossos antepassados de conquista de desbravar caminhos.


Tudo isto para dizer que este euro 2016 é muito mais do que uma conquista...é uma resposta à união, perseverança, capacidade de sofrimento, de resiliência, é a constatação da fé, ambição de que quando unidos...jamais vencidos! 

A imagem do povo português nas ruas, amantes de futebol e não amantes querendo ou não orgulhou estes praticamente 40 milhões espalhados pelos quatro cantos do mundo. 

Os franceses diziam: Portugal é uma equipa "nojenta", o que obviamente é o mesmo que nos apelidar a nós povo lusitano de repugnantes...( o velho snobismo francês)...

Eu diria parafraseando Jesus Cristo: " De que serve ao homem conquistar o mundo inteiro se perder a alma?"

Fernando Pessoa teria a resposta certa para isso:

"Tudo vale apena quando a alma não é pequena"...

E valeu...