terça-feira, 3 de janeiro de 2017

VIDAS...




(...)Conheço os homens, os traídos vingativos, destituídos de um ente querido chamado "sensibilidade". Que se fazem de fortes e destemidos! Destruidores de corações e que vivem da arte da sublime eloquência de lábios trabalhados na mentira. Moram em castelos de areia, sedutores de palavra baratas e sem sentido. Que não passam senão, de ilusões de cópias fictícias de Dom Quixote de La Mancha.(...)

Nestes recantos tecnológicos vamos encetando, travando conhecimento e desbravando caminhos para novas amizades, conhecimentos, percepção também do quanto às vezes somos confrontados com as inúmeras caras, faces da vida. De vidas diferentes, de olhares distintos, de pequenos abraços e de eternas despedidas. Uns vão, outros ficam. O que se eterniza...são as memórias...de vidas...de partilhas. De vidas vividas...
Conheço a mãe que perdeu o filho e todos os dias no leito da sua cama chora convulsivamente há anos por algo que lhe era tão precioso.
Conheço a mulher que foi traída, mais do que uma vez pelo seu marido e por suposto amor ao casamento, se submete entregue à ideia de que o que: “O que Deus faz…jamais poderá desfazer”.
Conheço o rapaz que perdeu os pais cedo, criado pela avó, que meses depois morre. Dado a uma instituição, lidou com drogas, pequenos furtos e hoje é licenciado e trabalha numa instituição de renome.
Conheço as casadas e as mal casadas. As amadas e mal amadas. As solteiras capacitadas, inteligentes e as desnorteadas que se perdem em loopings de relações, procurando pensos rápidos para as suas feridas em cada canto e recanto dizendo que “Por fim, vivo”.
Conheço as lutadoras e os lutadores, as guerreiras e os guerreiros. Conheço os que nasceram com a bunda virada para a lua e os quais, se dão ao luxo de opinar sobre as incongruências da vida e as suas causas. Sabedores astutos que através de estudo profundo da alma humana, expressam da sua sabedoria…de mercado de rua.
Conheço os descuidados com o próximo, os facilitadores de egoísmo. Os desconectados da sensibilidade da vida, as sanguessugas que vivem das migalhas de vida alheia. Conheço os guerreiros da maldade, os maldizentes, que não podem ousar ver-te bem, que correm em prantos de infelicidade, na tentativa de te desligar do mundo da tua felicidade.
Conheço os trompetistas. Os que se padecem da tua desgraça, que aumentam o seu volume numa arte sublime, de te estender a mão para te ajudar e que se deleitam em tocar as melodias nas trompetes de um reino sem trono. Fazendo da arte da ajuda, uma empresa de Marketing de sucesso, de forma a ganharem os pontos necessários, para os ecos vazios de vozes no céu.
Conheço os homens, os traídos vingativos, destituídos de um ente querido chamado "sensibilidade". Que se fazem de fortes e destemidos! Destruidores de corações e que vivem da arte da sublime eloquência de lábios trabalhados na mentira. Moram em castelos de areia, sedutores de palavra baratas e sem sentido. Que não passam senão, de ilusões de cópias fictícias de Dom Quixote de La Mancha.
Conheço os revolucionários e revolucionárias em todas estas histórias, umas mais do que outras, as que se foram e as que ficram. O que não tiveram medo, os que massacrados foram e massacrados se levantaram. Os que choraram e caminharam, os que se perderão e se encontraram. Os incapacitados que renasceram capacitados. Os medrosos que viraram corajosos.
Os que disseram sim à vida, sim à luta, sim à sua realização profissional, sim aos novos amores, sim à esperança de que a visão, de um sol que nasça para todos e que seja de todos é sempre possível! O sim que define um caminho, novas estruturas, redesenha a vida, altera os conceitos, aproxima-se do seu estado humano, capacitando assim a sua estrutura com mais base, sociável, definida, sólida, agregada à ideia de que o que fui ontem…jamais serei amanhã! Porque há vida que se quer vivida na arte desta vida…
E quem deixa de viver com essa arte, ficará de parte dessa vida. Que enfim…tu sabes...essa vida....que se quer vivida.

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