TERRA DO NUNCA







(...) E QUE NESTA NOSSA VIAGEM EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA, POR IMAGENS, MEMÓRIAS SONHADAS EM SEREM NAVEGADAS, CONQUISTADAS, QUE ENTREM POR BEM, OS SONHADORES, OS CONQUISTADORES, OS VISIONÁRIOS, OS SEDENTOS DE AMOR, OS DESCLASSIFICADOS, OS ABANDONADOS, OS ULTRAJADOS, OS HUMILHADOS, OS DESCONECTADOS DA VIDA. (...)
Andamos sempre em busca de algo. O trabalho que sempre sonhamos. A casa que nunca tivemos. O carro que mais desejamos. Os amores que tardiamente ousam em não aparecer. Andamos em busca de companhia. Companhia na arte de escutar. Companhia na arte de nos saber ler.Companhia na arte de dar e saber receber. Andamos em busca dos desejos que tivemos e não alcançamos. Dos objectivos perdidos, das melodias de vida que outrora sonhamos e ainda requeremos. Andamos em busca da fada madrinha, da vida tantas vezes perdida, que a nossa sombra essa infeliz, consequência de companhia maldizente, nos teima em retirar, dos caminhos dos sonhos que tivemos.
Andamos em busca das diferenças, que compensem as fraquezas, que vibrem nos sorrisos, que acudam nas tempestades, que te aconcheguem num abraço de vida e se despeçam com nobreza e orgulho na morte. É uma caminho incessante em busca da terra do nunca. Do nunca, esse, que sonhamos que chegará sempre.
Do nunca que ousamos persistir não existir, pela esperança que carregamos. Do nunca entendido como vida, como forma que carregamos ainda na ideia de que nada afinal é ainda tudo. E que nesta nossa viagem em busca da terra do nunca, por imagens, memórias sonhadas em serem navegadas, conquistadas, que entrem por bem, os sonhadores, os conquistadores, os visionários, os sedentos de amor, os desclassificados, os abandonados, os ultrajados, os humilhados, os desconectados da vida. Entrem por bem, pois no barco da terra do nunca o caminho marcado tem o nome de terra de esperança.

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